A hegemonia da Honda no mercado de seminovos não é apenas uma percepção subjetiva de lojistas, mas um dado consolidado pela edição 2026 do prêmio Melhor Revenda, realizado pela revista Quatro Rodas em parceria com a consultoria Suiv.
Pelo terceiro ano consecutivo, o Honda City Sedan sagrou-se campeão na categoria de sedãs compactos, apresentando um índice de depreciação que coloca seus principais concorrentes em uma posição de clara desvantagem financeira.
A métrica do sucesso: Honda City com 6% de depreciação
O desempenho residual do Honda City Sedan em abril de 2026 beira o excepcional para um veículo de volume. O modelo registrou uma desvalorização de apenas 6% após o primeiro ano de uso, um número que reflete a altíssima liquidez do sedã japonês no mercado de usados.
Essa retenção de valor significa que o proprietário de um City consegue recuperar uma fatia muito maior do capital investido no momento da troca, transformando o carro em um ativo financeiro de baixo risco.
Essa consistência da Honda é explicada pela combinação de baixa manutenção, confiabilidade mecânica e uma demanda reprimida por unidades seminovas que muitas vezes são vendidas antes mesmo de chegarem ao pátio das concessionárias.
O “Clube dos 11%”: Virtus, Versa e Cronos ficam para trás
Enquanto o City Sedan celebra o tricampeonato com números de um dígito, seus rivais diretos enfrentam uma realidade mais dura de mercado.
De acordo com o levantamento da Quatro Rodas, o Volkswagen Virtus, o Nissan Versa e o Fiat Cronos registraram, todos, uma desvalorização média de 11% no mesmo período.
A diferença de cinco pontos percentuais entre o City e seus competidores pode parecer pequena em um primeiro olhar, mas o impacto no bolso é significativo.
Em um cenário onde esses sedãs são comercializados na faixa dos R$ 120 mil a R$ 140 mil, a perda adicional de valor para os donos de Virtus, Versa ou Cronos chega a ser superior a R$ 6.500 em relação ao que o dono de um Honda City “economiza” apenas por ter feito a escolha pela marca japonesa.

