O mercado automotivo global vive uma era de eletrificação e tecnologia futurista, mas um “veterano” está provando que a receita antiga ainda tem um público extremamente fiel.
O Dodge Durango, um SUV grande cuja geração atual foi lançada lá em 2011, tornou-se o fenômeno inesperado da Stellantis.
Mesmo sendo considerado “esquecido” pela própria gigante automotiva por não possuir versões híbridas ou elétricas, o modelo fechou 2025 com impressionantes 81 mil unidades vendidas.
Abaixo, explicamos como esse SUV de R$ 198 mil (em conversão direta) conseguiu assustar a concorrência e o que o torna tão especial em pleno 2026.
O Preço: SUV de Luxo com Valor de Compacto?
O título chama a atenção, mas é importante destacar: o valor de R$ 198 mil refere-se à conversão direta do preço inicial nos Estados Unidos, que gira em torno de US$ 40 mil.
Para o mercado americano, esse é um valor extremamente competitivo para um SUV deste porte. No Brasil, infelizmente, se ele fosse importado oficialmente hoje, o preço dobraria devido aos impostos e taxas, mas a base de US$ 40 mil explica por que ele “vende como água” lá fora.
O Segredo do Sucesso: Força Bruta e Longevidade
Como um carro de 2011 ainda consegue emplacar tanto em 2026? A resposta curta é: personalidade. Enquanto os rivais migram para motores 4 cilindros turbo e baterias, o Durango manteve o que o americano ama.
Motorização V8: Ele é um dos últimos SUVs de sua categoria a oferecer o icônico motor 5.7 V8 Hemi de 360 cv e o brutal SRT Hellcat V8 6.2 de 710 cv.
Construção Monobloco: Ao contrário de muitos SUVs grandes que usam chassi de picape (carroceria sobre chassi), o Durango usa monobloco, o que garante uma dirigibilidade muito superior e confortável para a família.
Custo-Benefício: O motor de entrada, o 3.6 V6 Pentastar de 295 cv, é robusto e confiável, ideal para quem precisa de um carro para o dia a dia e para reboque sem as complexidades dos sistemas eletrificados.

