Em meio à invasão de marcas chinesas ao Brasil, tem uma novidade britânica no país: a Lotus Cars confirmou sua chegada oficial ao Brasil. Fundada em 1952 por Colin Chapman, a Lotus construiu sua reputação com base em soluções de engenharia voltadas à redução de peso e eficiência dinâmica. A marca chega ao país por meio da sua representante oficial, LTS Brasil.
A relação da marca com o Brasil tem origem no automobilismo. A Lotus esteve associada a nomes como Emerson Fittipaldi, Ayrton Senna e Nelson Piquet durante sua trajetória na Fórmula 1, na qual acumulou 79 vitórias e sete títulos de construtores.
Esse histórico fará parte do posicionamento da marca em segmentos de alto desempenho e luxo. Lembrando que a Lotus pertence ao grupo chinês Geely. Todavia, a operação no Brasil não terá participação da Renault-Geely, mas sim por meio da LTS.
Criada em Minas Gerais, a LTS Brasil será responsável por centralizar vendas, serviços, peças e garantia, marcando a primeira presença formal da fabricante britânica no mercado nacional. Por trás, está o empresário Clemente Faria Jr., CEO do Grupo Bamq, concessionário da Mercedes-Benz, Porsche e GWM, além de marcas de pesados.
No Brasil, a marca deverá atuar com uma linha completa que inclui modelos a combustão, híbridos plug-in e elétricos. Entre os produtos previstos estão o Lotus Emira, voltado à condução esportiva tradicional, e o Lotus Evija, superesportivo elétrico com produção limitada globalmente. A oferta também contempla veículos eletrificados, como o SUV Lotus Eletre e o sedã Lotus Emeya, ambos desenvolvidos sobre arquitetura de 800 volts de origem Geely.


O Emira representa a continuidade da proposta clássica da Lotus, com motor central-traseiro e foco na relação entre peso e potência. Já o Evija explora o limite da eletrificação em veículos de alto desempenho, com produção restrita a poucas unidades. Por outro lado, Eletre e Emeya ampliam o alcance da marca ao integrar tecnologia elétrica, maior porte e recursos avançados de assistência à condução.
O SUV Eletre, por exemplo, utiliza plataforma derivada da arquitetura SEA da Geely e oferece configurações com potência superior a 600 cv, podendo ultrapassar 900 cv nas versões mais completas. A autonomia declarada chega a cerca de 600 km no ciclo WLTP, com capacidade de recarga rápida que adiciona centenas de quilômetros em poucos minutos. O modelo também incorpora sensores LiDAR e sistemas de condução assistida.
Já o sedã Emeya segue proposta semelhante, com tração integral e desempenho voltado ao segmento de elétricos premium. Ambos os modelos indicam uma mudança estratégica da Lotus, que passa a competir em categorias mais amplas, sem se restringir aos esportivos de baixo volume.
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Fonte: CNN Brasil Auto

