O Renault Kardian está ganhando uma nova estratégia para conquistar o mercado brasileiro.
Diante de vendas abaixo do esperado, a montadora francesa prepara uma nova versão de entrada para o SUV, mirando diretamente em rivais como o Volkswagen Tera.
O objetivo é atrair mais consumidores com um preço mais acessível e torná-lo elegível ao programaCarro Sustentável do Governo Federal.
O que muda na mecânica do Renault Kardian 2027?
A principal novidade será um motor com potência máxima de 115 cv. Atualmente, o Kardian oferece um motor 1.0 TCe turbo flex que entrega 125 cv.
Segundo informações apuradas pela Autoesporte, a redução de pelo menos 10 cv deve vir acompanhada de ajustes na calibração, possivelmente com alterações na injeção direta, para atender às exigências do programa governamental.
Internamente, o projeto é conhecido como “HJF sustentável”.
A expectativa é que esta nova versão de entrada do Renault Kardian 2027 custe em torno de R$ 100 mil, um valor competitivo para o segmento e similar ao do Volkswagen Tera MPI, que custa atualmente R$ 107.190.
Com essa configuração, a Renault busca impulsionar as vendas diretas, especialmente para locadoras, e preencher a lacuna deixada pelo Sandero na linha de entrada da marca.
Atualmente, o Renault Kardian conta com cinco versões: Evolution MT, Authentic, Evolution AT, Techno e Iconic.
Entenda o selo “carro sustentável”
Este programa do governo exige que as montadoras reduzam a potência dos motores para diminuir drasticamente as emissões de poluentes, garantindo em troca incentivos fiscais valiosos para as marcas.
A versão Authentic, voltada para o público PCD, já vem com câmbio automatizado de dupla embreagem e tem o preço muito próximo ao da versão manual Evolution MT, que custa R$ 113.690.
A nova versão sustentável, mesmo com motor turbo, promete ser uma opção mais econômica.
A inclusão no programa Carro Sustentável significa que o veículo atenderá a parâmetros de potência, nacionalização e reciclabilidade definidos pelo governo, o que pode gerar benefícios fiscais.
Ainda não há detalhes sobre se a nova versão terá câmbio manual, automatizado ou ambos. A Renault busca, com essa iniciativa, aumentar o volume de vendas e se fortalecer frente à concorrência no mercado de SUVs compactos.
A iniciativa da Renault faz parte de um movimento maior do setor automotivo que busca atender às novas regulamentações e demandas por veículos mais eficientes e sustentáveis.
Fique atento às novidades e compare os preços para fazer a melhor escolha no seu próximo carro.
O primeiro quadrimestre de 2026 já acumula diversos emplacamentos de veículos no Brasil. A Fiat Strada é o modelo com mais vendas no período — são 53.343 unidades.
A Fiat Strada é a picape compacta da Fiat e grande parte das vendas são relacionadas às vendas diretas.
O Volkswagen Polo é o vice-líder geral com 32.634 vendas e, apesar de ser o segundo colocado, tem uma distância considerável da picape compacta.
O Polo é o líder entre os carros de passeio no Brasil. Ele é vendido em duas configurações: Sense e Highline. O preço parte de R$ 112.990.
Chevrolet Onix
O Onix ficou na terceira posição no ranking geral e na vice-liderança entre os carros de passeio. Entre janeiro e abril deste ano, o hatch há emplacou 29.427 unidades.
São sete versões do Chevrolet Onix e os preços partem de R$ 101.790 na variante MT. Já o Onix RS Turbo é comercializado por R$ 133.390.
Chevrolet Onix 2026: carro ganha novo visual na dianteira • Divulgação
Fiat Argo
Também um hatch, o Fiat Argo acumula pouco mais de 27 mil unidades emplacadas ao longo de 2026 — de janeiro até abril.
O Argo é comercializado no Brasil na versão 1.0 manual. São cinco configurações, com preço a partir de R$ 95.990. Já a topo de linha Argo Trekking custa R$ 111.990.
Fiat Argo Trekking 2026 • Rodrigo Barros/CNN
Volkswagen T-Cross
Em seguida, na quinta posição geral, o Volkswagen T-Cross é o SUV mais vendido do mercado brasileiro. Ao longo do período (janeiro a abril de 2026), o modelo já tem mais de 26 mil carros vendidos.
O T-Cross parte de R$ 119.990 na configuração 200 TSI e chega a R$ 203.490 na variante topo de linha Extreme.
T-Cross Extreme com pintura fosca • Divulgação
Confira os 50 carros mais vendidos no Brasil durante o primeiro quadrimestre de 2026:
A BYD voltou a mexer no mercado de elétricos em maio com uma oferta agressiva para o Dolphin Mini, modelo que aparece nas condições comerciais da marca com parcelas de R$ 999.
A campanha chama atenção porque combina financiamento de longo prazo com uma estratégia que pode reduzir uma das maiores dúvidas de quem pensa em comprar um carro elétrico: a revenda no futuro.
O ponto central está no chamado Programa de Recompra BYD, que promete a possibilidade de recompra do veículo por até 80% da Tabela FIPE, desde que o cliente cumpra as regras previstas pela montadora.
Dolphin Mini tem parcela de R$ 999, mas exige entrada alta
A oferta do BYD Dolphin Mini vale para unidades 2025/2026 e 2026/2027, com preço sugerido de R$ 119.990.
Na simulação divulgada pela marca, o consumidor precisa dar uma entrada de R$ 83.993, equivalente a 70% do valor do carro.
Depois disso, o saldo pode ser financiado em 60 parcelas de R$ 999.
Veja o resumo da condição:
Item
Condição anunciada
Modelo
BYD Dolphin Mini
Preço sugerido
R$ 119.990
Entrada
R$ 83.993
Parcelas
60x de R$ 999
Valor total a prazo
R$ 143.933
CET
23,46% ao ano
Validade
Até 31 de maio
A operação é feita na modalidade CDC para pessoa física e depende de aprovação de crédito.
Recompra garantida vira arma contra medo da desvalorização
O grande diferencial da campanha é a possibilidade de aderir ao programa de recompra da BYD.
Na prática, o cliente pode usar o veículo usado como parte do pagamento na compra de outro BYD novo, com recompra de até 80% da FIPE vigente.
No entanto, a regra não funciona como um cheque em branco.
Para ter acesso à condição, o carro precisa cumprir exigências como:
revisões feitas em concessionárias autorizadas;
limite de até 48 mil km;
média máxima de 1.000 km por mês;
bom estado de conservação;
pintura original;
aprovação em vistoria.
O veículo também não pode ser blindado nem apresentar danos relevantes em itens como lataria, vidros, rodas, bancos ou parte mecânica.
BYD tenta transformar preço em segurança de compra
A estratégia da BYD mira dois pontos sensíveis ao mesmo tempo: parcela baixa e previsibilidade de revenda.
O Dolphin Mini já disputa espaço entre os elétricos mais acessíveis do país, especialmente contra hatches compactos a combustão.
Agora, com parcela de R$ 999 e recompra vinculada à FIPE, a marca tenta convencer o consumidor de que o elétrico pode ser uma compra menos arriscada.
Ainda assim, o comprador precisa olhar além da chamada. A entrada alta pesa no bolso, e a recompra depende de regras rígidas.
Mesmo assim, a oferta coloca o Dolphin Mini novamente no centro da briga entre carros elétricos, compactos tradicionais e consumidores que buscam economia no uso diário.
A Renault vive um momento delicado no mercado brasileiro de SUVs. Mesmo com nomes conhecidos no portfólio, como Duster e Kardian, e com a chegada do Boreal ao radar da marca, nenhum modelo da montadora apareceu entre os 10 SUVs mais vendidos de maio.
O recorte chama atenção porque o segmento segue como um dos mais disputados do país. Enquanto Volkswagen, Hyundai, BYD, Chevrolet, Fiat, Honda e Toyota ocupam espaço no ranking, a Renault fica fora da vitrine principal de vendas.
Renault some do top 10 em mês dominado por rivais
O ranking parcial de maio mostra o Volkswagen T-Cross na liderança, seguido por VW Tera, Hyundai Creta, BYD Song e Chevrolet Tracker.
Na sequência, aparecem ainda VW Nivus, Fiat Pulse, Fiat Fastback, Honda HR-V e Toyota Corolla Cross.
Veja o top 10 divulgado até o dia 20 de maio:
Posição
SUV
Vendas em maio
1º
VW T-Cross
4.876
2º
VW Tera
4.215
3º
Hyundai Creta
3.825
4º
BYD Song
3.604
5º
Chevrolet Tracker
3.279
6º
VW Nivus
2.926
7º
Fiat Pulse
2.491
8º
Fiat Fastback
2.313
9º
Honda HR-V
2.229
10º
Toyota Corolla Cross
2.195
A ausência da Renault pesa porque a montadora atua justamente em uma faixa quente do mercado.
O Kardian disputa espaço entre SUVs compactos, o Duster tenta manter relevância entre os modelos mais tradicionais e o Boreal surge como aposta mais sofisticada.
Nem Duster, nem Boreal entram na briga
O Duster já foi um dos SUVs mais reconhecidos da marca no Brasil, principalmente pelo visual robusto e pela proposta de custo-benefício. Porém, no cenário atual, ele não aparece entre os mais vendidos do mês.
O Boreal, por sua vez, representa uma tentativa de reposicionamento da Renault. O modelo chega com proposta mais moderna, maior porte e visual mais refinado, mirando um público que busca SUV com mais presença.
Mesmo assim, o efeito comercial ainda não aparece no ranking de maio.
Concorrência apertou em todas as faixas
A Renault enfrenta pressão em praticamente todas as frentes:
T-Cross e Creta seguem fortes entre os compactos;
BYD Song cresce com apelo híbrido e preço agressivo;
Tracker mantém volume relevante;
Pulse e Fastback sustentam a presença da Fiat;
HR-V e Corolla Cross seguram consumidores que buscam marcas japonesas.
Esse cenário deixa pouco espaço para modelos que não conseguem gerar tração rápida nas vendas.
Renault precisa reagir para voltar ao radar
O problema da Renault não parece ser falta de produto. A marca tem SUVs em diferentes faixas de preço e propostas distintas para o consumidor brasileiro.
A questão é transformar esse portfólio em volume real de emplacamentos.
Enquanto isso não acontece, a montadora assiste rivais ocuparem a lista mais importante do segmento. Em maio, pelo menos até agora, nem Boreal, nem Duster conseguiram colocar a Renault no top 10 dos SUVs mais vendidos do Brasil.
A Volkswagen surpreendeu o mercado automotivo em maio de 2026 ao anunciar uma parceria estratégica inédita com a Uber no Brasil.
A ação conjunta visa renovar a frota de veículos de transporte de passageiros por meio de descontos agressivos de fábrica e facilidades de crédito exclusivas.
Voltada para motoristas parceiros da plataforma, a campanha derrubou os preços de modelos altamente desejados no segmento e ativou um sistema atrativo de cashback financeiro viabilizado pela Volkswagen Financial Services (VWFS).
Mecânica da cooperação e regras para obter cashback
A parceria entre as duas gigantes vai além do abatimento direto na nota fiscal, oferecendo um retorno em dinheiro para aliviar as parcelas dos condutores que optarem pelo financiamento oficial da montadora.
Para os veículos zero-quilômetro, o motorista recebe o benefício de forma automática nos primeiros três meses de contrato.
A partir do quarto mês, a continuidade do desconto nas parcelas fica condicionada à comprovação de um ritmo mínimo de trabalho de 280 viagens concluídas mensalmente dentro do aplicativo da Uber.
Para o mercado de seminovos elegíveis comercializados pela própria instituição financeira da marca, o programa disponibiliza um cashback total fixado em R$ 2.000,00.
Esse montante é distribuído em três parcelas trimestrais consecutivas, exigindo do trabalhador o cumprimento de uma meta de 840 corridas acumuladas a cada noventa dias, além da total regularidade no pagamento do carnê.
Os profissionais qualificados receberão o comunicado de elegibilidade diretamente no aplicativo da Uber e serão redirecionados para um portal exclusivo de faturamento da montadora.
Tabela de preços reduzidos e bônus oficiais
Os valores negociados na campanha conjunta tornam o catálogo da marca alemã altamente competitivo.
O grande destaque comercial fica por conta do popular Polo Track, um dos líderes absolutos de preferência da categoria, que teve seu preço cortado de R$ 96.690,00 para apenas R$ 87.987,90.
A planilha completa de ofertas para o pagamento à vista inclui as seguintes opções:
Volkswagen Polo Track: Reduzido para o valor histórico de R$ 87.987,90.
Volkswagen T-Cross 200 TSI: Beneficiado com um generoso desconto de 12%, reduzindo o valor de R$ 161.490,00 para R$ 142.111,20.
Volkswagen Virtus 170 TSI Automático: Teve o preço encolhido de R$ 134.390,00 para R$ 119.607,10.
Volkswagen Nivus MPI: Introduzido na promoção pelo valor de R$ 101.830,50.
Volkswagen Nivus Comfortline: Disponibilizado para os parceiros por R$ 126.530,50.
Como vantagem adicional, a Volkswagen confirmou o alinhamento desses modelos com as regras do plano federal Move Aplicativo.
Isso significa que os motoristas com mais de um ano de cadastro ativo e no mínimo 100 corridas realizadas no histórico poderão somar os benefícios da montadora aos incentivos governamentais para veículos de até R$ 150.000,00, maximizando a economia na compra do carro novo.
Oportunidade de estágio na Nissan se encerra no próximo dia 29 maio. São 51 vagas distribuídas entre o Complexo Industrial em Resende (RJ) e a sede administrativa em São Paulo.
Estão aptos a participar da seleção estudantes universitários com previsão de concluir graduação até dezembro de 2027. O programa atende alunos dos cursos de Administração, Ciência da Computação, Comércio Exterior, Contabilidade, Economia, Engenharia, Comunicação, entre outros.
Dentre os requisitos desejáveis, o candidato deve ter ao menos inglês intermediário, além de vontade de aprender. Conhecimento do pacote Microsoft Office também é importante.
O BYD Song Pro GL 2026 entrou em uma disputa direta com alguns dos SUVs mais conhecidos do Brasil. Em condição especial para taxistas, o modelo aparece por R$ 144.990,00, valor que reforça a ofensiva da marca chinesa no país.
A oferta chama atenção porque o Song já vem em ritmo forte nas vendas de maio. No ranking parcial do mês, o SUV da BYD aparece à frente de Honda HR-V e Fiat Fastback, enquanto encosta no Hyundai Creta, um dos grandes nomes do segmento.
BYD Song Pro GL cai para R$ 144.990 para taxistas
A condição especial do BYD Song Pro GL 2026 é voltada para taxistas e considera benefícios fiscais para a categoria, como isenção de impostos, conforme as regras aplicáveis.
Com isso, o SUV híbrido plug-in passa a disputar espaço em uma faixa de preço muito sensível para quem usa o carro como ferramenta de trabalho.
O modelo combina motor a combustão com sistema elétrico, proposta que mira economia, autonomia e menor custo de rodagem na rotina urbana.
Na prática, o preço de R$ 144.990,00 coloca o Song em posição agressiva diante de SUVs flex tradicionais, principalmente quando o comprador considera tecnologia embarcada e eficiência.
Imagem: Reprodução
Ranking de maio mostra BYD na frente de HR-V e Fastback
O desempenho comercial reforça o peso da ofensiva. No ranking parcial de SUVs mais vendidos de maio, o BYD Song aparece com 3.604 unidades emplacadas.
Esse número coloca o modelo em vantagem sobre rivais importantes:
SUV
Vendas em maio
Situação no ranking
Hyundai Creta
3.825
À frente do Song
BYD Song
3.604
Encosta no Creta
Fiat Fastback
2.313
Atrás do Song
Honda HR-V
2.229
Atrás do Song
A diferença para o Creta é de apenas 221 unidades, o que explica por que o avanço do Song começa a pressionar também a Hyundai.
Fastback e HR-V ficam para trás
O dado mais forte da disputa está na distância para dois nomes consolidados. O Song abriu vantagem de 1.291 unidades sobre o Fiat Fastback e de 1.375 unidades sobre o Honda HR-V.
Isso mostra que a BYD deixou de ser apenas uma promessa entre os eletrificados. A marca já disputa volume contra SUVs tradicionais, com força suficiente para mudar a leitura do mercado.
Oferta para taxistas amplia pressão no segmento
A condição para taxistas pode acelerar ainda mais essa presença. Esse público costuma avaliar preço, consumo, manutenção, conforto e valor de revenda com mais rigor, já que o carro impacta diretamente a renda mensal.
Nesse cenário, o Song Pro GL ganha argumentos importantes:
preço especial de R$ 144.990,00;
tecnologia híbrida plug-in;
boa posição no ranking de vendas;
vantagem sobre HR-V e Fastback em maio;
disputa próxima com o Creta.
A BYD ainda precisa sustentar rede, pós-venda e disponibilidade para transformar a oferta em domínio real. Ainda assim, o avanço do Song já deixou um recado claro: HR-V e Fastback ficaram para trás, e o Creta agora olha pelo retrovisor.
Os emplacamentos de veículos 100% elétricos registraram um crescimento explosivo de 175% no primeiro quadrimestre do ano. Em comparação com o mesmo período de 2025, o salto foi de 17.541 para 48.299 unidades, de acordo com os relatórios da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).
Este avanço reflete uma nova realidade competitiva: os elétricos chineses deixaram de ser uma novidade entrante e agora se estabelecem como reais competidores no mercado, travando uma disputa de igual para igual, e frequentemente superando, as fabricantes ocidentais e tradicionais no país.
Os números
A trajetória dos licenciamentos ao longo do período revela um ritmo de aceleração constante e robusto, sem sinais de desaceleração. O ano começou forte em janeiro, registrando mais de 8.100emplacamentos totais (salto de 125% em relação ao ano anterior), a BYD sendo responsável por 5.113 deles.
Em fevereiro, o mercado manteve o fôlego ao emplacar mais 8.654 unidades. O mês marcou o maior índice de concentração da líder BYD, que colocou 6.759 carros nas ruas sozinha, mais de 78% do total dos elétricos vendidos no Brasil. Enquanto isso, a também chinesa Geely e a norte-americana GM travavam um empate técnico na segunda posição, com pouco mais de 400 unidades cada.
A verdadeira explosão de demanda concentrou-se na segunda metade do quadrimestre, quando o mercado brasileiro rompeu marcas históricas. Em março, as vendas superaram a barreira das dezenas de milhares, atingindo aproximadamente 14 mil emplacamentos, um aumento de 193% sobre o mesmo período do ano anterior.
Em abril, o número de licenciamentos mais que dobrou em comparação com janeiro, registrando 17.468 elétricos emplacados (aumento de 273% ante abril de 2025). Nesse encerramento de período, a BYD isolou-se ao superar a marca de 10 mil emplacamentos mensais, enquanto a Geely atingiu seu melhor resultado com 3.761 unidades, consolidando o volume recorde do setor.
A quebra de paradigma
O avanço rápido das montadoras chinesas transformou a dinâmica das concessionárias brasileiras. As montadoras tradicionais, algumas ativas no país há mais de um século, viram suas estratégias de eletrificação serem desafiadas pela agressividade comercial, pelo volume de entrega e pelo pacote tecnológico oferecido pelas rivais da China.
O consumidor brasileiro, historicamente conservador na troca de marcas, está superando a barreira da desconfiança. Hoje, a briga por market share no segmento de elétricos ocorre em termos de igualdade técnica e de reputação, forçando a indústria tradicional a acelerar investimentos locais e revisar tabelas de preços para não perder competitividade no ambiente urbano.
Hegemonia BYD
É inegável que no epicentro dessa transformação está a BYD. A fabricante não apenas lidera o segmento, mas estabeleceu uma dominância esmagadora sobre todas as suas concorrentes no primeiro quadrimestre de 2026. Do total de 48.299 veículos elétricos emplacados no país de janeiro a abril, a BYD respondeu por 32.198 unidades, o que representa cerca de dois terços de todo o mercado de elétricos no Brasil.
Essa força de branding e capilaridade de vendas ficou evidente em fevereiro, quando a marca atingiu seu pico de participação mensal, abocanhando mais de 78% de todos os emplacamentos do período. A BYD continua se descolando dos concorrentes e ditando o ritmo e o volume de todo o setor nacional.
Um novo desenho do mercado nacional
A eletrificação no Brasil atingiu um ponto de maturação relevante. Enquanto a BYD se isola nas vendas, marcas como Geely expandem seu portfólio consistentemente e gigantes tradicionais como a GM estruturam contraofensivas sólidas com novos lotes e modelos. Para o restante de 2026, a tendência apontada pelos relatórios da Fenabrave é de acirramento na disputa tecnológica, com o mercado nacional consolidado como o principal polo de disputa automotiva da América Latina.
O avanço dos carros elétricos chineses já mexe com o mercado brasileiro, mas o Volkswagen Polo segue mostrando que ainda tem muita força entre os compactos. Mesmo com o crescimento do BYD Dolphin Mini, o hatch da VW aparece à frente no ranking de vendas de maio.
O recorte chama atenção porque o Polo Robust surge em oferta por R$ 86.054,10, valor que ajuda a explicar por que o modelo continua competitivo. Enquanto a BYD tenta ganhar espaço com preço agressivo e apelo elétrico, a Volkswagen responde com volume, rede ampla e um produto já conhecido pelo consumidor.
Polo vende mais que Dolphin Mini em maio
Até o dia 20 de maio, o Volkswagen Polo aparecia entre os carros mais vendidos do Brasil, com 6.350 unidades emplacadas no mês. O desempenho colocou o hatch atrás apenas da Fiat Strada no ranking geral.
O BYD Dolphin Mini, por sua vez, também teve resultado forte, com 4.573 unidades vendidas no mesmo período. Porém, mesmo com o bom momento, o elétrico chinês ficou atrás do hatch da Volkswagen.
Imagem: Divulgação/BYD
Na prática, a diferença entre eles foi de 1.777 unidades em maio.
Volkswagen Polo: 6.350 unidades
BYD Dolphin Mini: 4.573 unidades
Diferença: 1.777 unidades a favor do Polo
Esse contraste reforça uma disputa cada vez mais comum no mercado brasileiro: modelos elétricos ganhando atenção, enquanto carros flex de alto volume seguem dominando as ruas.
Polo Robust aposta em preço para manter domínio
A versão Polo Robust entra nessa disputa com uma proposta diferente. O modelo é voltado principalmente para venda direta e uso profissional, com apelo mais racional do que sofisticado.
Imagem: Divulgação/Volkswagen
O preço de R$ 86.054,10 coloca o hatch em uma faixa estratégica. Ele fica abaixo de muitos compactos mais equipados e se distancia ainda mais de opções elétricas, que dependem de recarga, infraestrutura e perfil de uso mais específico.
O que o Polo Robust oferece
A versão usa motor 1.0 MPI flex, câmbio manual de cinco marchas e potência de até 84 cv.
A lista de equipamentos inclui itens essenciais para o dia a dia. Entre eles estão: ar-condicionado, direção elétrica, controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampa, airbags e ISOFIX.
Não é um carro pensado para luxo. O foco está em custo, resistência, manutenção previsível e uso intenso.
Dolphin Mini cresce, mas Polo ainda dita o ritmo
O BYD Dolphin Mini continua sendo um dos fenômenos recentes do mercado. O compacto elétrico virou símbolo da pressão chinesa sobre montadoras tradicionais e já aparece entre os carros mais vendidos do país.
Ainda assim, o ranking de maio mostra que o consumidor brasileiro não abandonou os hatches flex. O Polo mantém uma combinação difícil de bater:
preço mais baixo;
rede de concessionárias ampla;
manutenção conhecida;
facilidade de revenda;
proposta simples para uso diário.
Com isso, o Dolphin Mini até tenta mudar o jogo, mas o Polo mostra que, em volume, a Volkswagen ainda sabe muito bem como mandar no Brasil.
Sem revelar o número de vagas, a General Motors anuncia a abertura do seu Programa de Estágio 2026, com oportunidades disponíveis nas cidades em que a montadora tem operações no Brasil.
As inscrições no site oficial da montadora podem ser feitas até a próxima sexta-feira, 29. As vagas estão disponíveis em São Caetano do Sul, São José dos Campos, Campinas e Mogi das Cruzes, em São Paulo, e também em Gravataí (RS) e Joinville (SC).
O modelo de trabalho é híbrido ou presencial, conforme a posição. Além da bolsa-auxílio, a GM oferece ajuda de custo para transporte ou fretado, assistência ambulatorial, restaurante no local, seguro de vida em grupo e desconto em veículos da marca, entre outros benefícios.
“Procuramos estudantes que queiram aprender, se desenvolver e fazer parte de um ambiente inovador, colaborativo e diverso em uma empresa global e que é referência em desenvolvimento e tecnologia”, diz Rodrigo Bucceroni, diretor de Recursos Humanos da GM.
As oportunidades, segundo o executivo, abrangem frentes estratégicas da empresa, como Manufatura, Ambiental, Comercial (Compras, Vendas e Pós-Vendas) e Finanças.
O programa está aberto para estudantes do penúltimo ou último ano dos cursos Bacharel ou Tecnólogo, com formação prevista para julho ou dezembro de 2028.
Ao todo são 30 cursos contemplados, incluindo Administração, Arquitetura & Urbanismo, Marketing, Logística, Tecnologia & Dados, Tecnologia da Informação (TI) e as diversas áreas da engenharia.