O mês de agosto reforçou a liderança da Volkswagen no mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves. Segundo dados da Fenabrave, a montadora alemã vendeu 33.869 veículos no mês, garantindo uma participação de mercado de 19,66% e superando a concorrência direta.
Mercado automotivo: VW lidera, e a BYD se consolida na sexta posição
A Fiat, que por muitos anos reinou absoluta no Brasil, ficou em segundo lugar, com 27.862 unidades vendidas e 16,17% do mercado. O resultado mostra que a disputa pelo topo continua acirrada, com as duas marcas se alternando nas primeiras posições.
Em seguida, o ranking de agosto se completa com a General Motors (GM) em terceiro, seguida por Hyundai e Toyota, consolidando a presença de marcas tradicionais e com forte portfólio de vendas no país.
VW Polo foi o carro mais vendido de agosto – Foto: Nicole Santana/ Garagem360
A ascensão da BYD e o futuro dos elétricos
O grande destaque do mês de agosto, no entanto, é a BYD. A montadora chinesa, especializada em veículos elétricos e híbridos, alcançou o sexto lugar no ranking de vendas, com 9.749 unidades comercializadas e 5,66% de participação de mercado.
O resultado coloca a BYD à frente de marcas consolidadas como a Jeep, que vendeu 9.043 veículos no mesmo período. A marca chinesa tem conquistado os consumidores brasileiros com modelos como o SUV Song Plus e o hatch Dolphin Mini, que estão entre os carros elétricos mais vendidos do país.
A estratégia de preços competitivos e a forte aposta em tecnologia têm impulsionado a rápida expansão da marca no Brasil.
Você acha que a BYD conseguirá se manter no top 10 e se tornar uma das principais marcas do Brasil? Deixe sua opinião nos comentários!
O Volkswagen Polo se consolidou como o carro mais vendido do Brasil em agosto, com um total de 12.908 unidades emplacadas. O número robusto garante a liderança do hatch no ranking geral da Fenabrave, que considera todas as modalidades de venda.
No entanto, uma análise mais detalhada do mercado revela um cenário diferente e surpreendente quando o foco são as vendas diretas ao consumidor final, ou seja, para pessoas físicas.
Polo é o carro mais vendido do Brasil, mas Hyundai Creta é o preferido do brasileiro
Nesse recorte, que exclui vendas para locadoras, frotas e empresas, o Hyundai Creta emerge como o grande vencedor. Em agosto, o SUV compacto da Hyundai vendeu 5.215 unidades no varejo, superando o Polo, que registrou 5.214 emplacamentos para pessoas físicas, por uma diferença mínima.
A distinção entre as vendas gerais e as vendas no varejo é crucial para entender o mercado automotivo.
Vendas gerais: Incluem todas as transações, desde a venda para locadoras e frotas até a compra por pessoas físicas. A Volkswagen, assim como outras montadoras, tem uma forte atuação no segmento de vendas diretas para empresas, o que impulsiona o volume total de emplacamentos do Polo.
Vendas no varejo: Refletem a preferência do consumidor médio. Nesse segmento, o sucesso do Hyundai Creta é notável. O SUV, conhecido por seu design, pacote de equipamentos e preço competitivo, conquistou os consumidores que buscam um veículo para uso pessoal ou familiar.
VW Polo é o carro mais vendido do Brasil – Foto: Divulgação
A liderança do Polo no ranking geral é um feito impressionante, mas a performance do Creta nas vendas no varejo mostra que o SUV é, de fato, o “queridinho” do brasileiro que vai à concessionária para comprar um carro para si.
O que os dados revelam
Os números de agosto indicam que, enquanto a Volkswagen domina o mercado com um volume de vendas total impulsionado por diferentes canais, a Hyundai conseguiu capturar a preferência direta do consumidor final. O resultado demonstra a força do Creta e o sucesso da estratégia da montadora coreana em oferecer um produto que atende às expectativas e desejos do público brasileiro.
A disputa pelo topo do mercado, portanto, tem duas faces: a do volume e a da preferência. O Polo vence no geral, mas o Creta se destaca por ser a escolha número um no segmento de varejo, refletindo a dinâmica complexa e multifacetada do mercado automotivo brasileiro.
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O Duster, um dos SUVs mais populares no Brasil e em outros mercados globais, acaba de receber uma atualização significativa na Europa. A Dacia, marca-mãe da Renault para o modelo, anunciou que as versões híbridas do Duster europeu ficaram mais potentes, levantando uma questão importante: como essa evolução pode influenciar o futuro do Duster aqui no Brasil?
Duster híbrido: versão europeia ganha mais potência e indica o futuro do modelo no Brasil
Já o modelo híbrido completo foi de 138 cv para 153 cv, graças a um motor a gasolina de quatro cilindros mais potente e um novo motor elétrico, além de uma bateria de 1,4 kWh.
Além do aumento de potência, o modelo europeu recebeu outras melhorias, como controle de cruzeiro adaptativo de série em algumas versões e novos itens de acabamento, como rodas de liga leve pretas de 18 polegadas.
Dacia Duster híbrido – Foto: Divulgação
Uma luz para o mercado brasileiro
A chegada de um Duster híbrido ao Brasil é uma possibilidade cada vez mais real. O mercado automotivo brasileiro está em uma transição para veículos mais sustentáveis, e a Renault, que já tem o Kwid E-Tech e o Megane E-Tech no país, está investindo em tecnologia híbrida.
Dacia Duster híbrido – Foto: Divulgação
O sistema híbrido da Dacia, que pertence ao mesmo grupo da Renault, pode ser a base para a eletrificação do Duster brasileiro no futuro. A montadora já confirmou que vai focar em modelos eletrificados, e o Duster, como um de seus carros-chefe no Brasil, seria o candidato ideal para receber essa tecnologia.
A adoção de um sistema híbrido no Duster permitiria à Renault competir de forma mais direta com outros SUVs híbridos do mercado, como o Toyota Corolla Cross e o Haval H6.
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A BYD, maior fabricante de veículos elétricos do mundo, anunciou um plano ambicioso para expandir sua presença global. A montadora chinesa projeta vender cerca de 1 milhão de veículos fora da China até o final de 2025.
BYD projeta vender 1 milhão de carros no exterior em 2025
A meta, revelada por Li Yunfei, gerente geral de marca e relações públicas da BYD, representa mais do que o dobro do volume de vendas registrado no primeiro semestre do ano.
A empresa, que já vende em mais de 100 mercados internacionais, tem visto suas vendas no exterior crescerem rapidamente. No ano passado, a BYD vendeu 417.204 carros fora da China, e no primeiro semestre de 2025, esse número já ultrapassou 472.000 unidades.
Com a nova meta, a montadora quer se consolidar como uma das principais exportadoras de automóveis do país.
A estratégia de expansão da BYD não se limita à exportação. A empresa está investindo na construção de fábricas em diversos países, como Brasil, Tailândia, Hungria e Turquia. Essa abordagem permite que a BYD contorne barreiras tarifárias e reduza custos logísticos, tornando-se mais competitiva em mercados-chave.
BYD projeta vender 1 milhão de carros no exterior em 2025 – Foto: Divulgação
Lucro é maior fora da China
Além de ampliar sua presença, a BYD tem um forte incentivo financeiro para focar nas vendas internacionais. O lucro por veículo vendido fora da China é significativamente maior do que no mercado doméstico. Um relatório recente indicou que a BYD obtém cerca de US$ 5.000 de lucro por carro vendido na Europa, enquanto na China esse valor é de aproximadamente US$ 1.260.
A aposta no mercado internacional também é uma resposta à desaceleração do crescimento de vendas na China. A BYD tem enfrentado um aumento de estoques e, em maio, chegou a lançar grandes descontos em 22 modelos para impulsionar as vendas no mercado interno.
A meta de 1 milhão de carros no exterior demonstra que a montadora enxerga a expansão global como o principal caminho para sustentar seu crescimento e rentabilidade.
Acredita que a BYD conseguirá atingir a marca de 1 milhão de carros vendidos no exterior em 2025? Compartilhe sua opinião nos comentários!
A linha XTR é uma das principais novidades da Citroën em sua linha 2026 no Brasil. A opção com apelo aventureiro está disponível para o hatch C3 o o SUV de 7 lugares Aircross. Os modelos ganham itens visuais e equipamentos especiais e têm preços de R$ 88.990 e R$ 129.990.
O lançamento resgata uma denominação utilizada pela marca nos anos 2000. O XTR vem de eXTReme em inglês. Nos dois carros, há aposta de carros compactos com proposta de uso mais versátil, adaptada tanto ao ambiente urbano quanto a deslocamentos em vias não pavimentadas. Além dos dois modelos, há outras novidades na linha 2026 da Citroën.
A principal distinção funcional das versões XTR está nos pneus de uso misto, que ampliam a capacidade de rodagem em diferentes superfícies. O C3 XTR utiliza pneus Pirelli Scorpion ATR com rodas escurecidas de 15 polegadas, enquanto o Aircross XTR 7 adota pneus Pirelli Scorpion HT montados em rodas de 17 polegadas.
A proposta é oferecer desempenho equilibrado tanto em asfalto quanto em estradas de terra e cascalho.
Citroën C3 XTR: hatch ganha nova versão aventureira • Pedro Bicudo/Citroën
O C3 XTR e o Aircross XTR 7 compartilham elementos de identidade visual. Ambos trazem detalhes externos em preto brilhante, grade frontal escurecida, emblemas específicos e aplicações na cor verde Light, tonalidade que marca a diferenciação da linha. Essa assinatura cromática aparece em adesivos, protetores laterais e nos logotipos.
Na parte de dentro, os dois modelos contam com bancos, painel e portas revestidos em material premium que parece um couro e costuras na mesma cor verde. O acabamento inclui volante revestido, molduras em preto brilhante nas saídas de ar e soleiras com o emblema XTR.
Citroën C3 XTR: hatch ganha nova versão aventureira • Pedro Bicudo/Citroën
Além disso, ambos possuem central multimídia Citroën Connect tem tela de 10,25 polegadas com bordas mais finas, conectividade sem fio para Android Auto e Apple CarPlay e seis alto-falantes. O quadro de instrumentos digital de 7” é oferecido no C3 XTR, uma novidade na atual geração do SUV.
Outro ponto de atualização é a presença ampliada de entradas USB. O hatch possui uma porta USB-A e duas USB-C para a fileira traseira. Já o Aircross adiciona ainda uma porta USB-C na terceira fileira, atendendo à configuração de sete lugares.
Citroën Aicross XTR 7 Turbo 200 • Pedro Bicudo/Citroën
Conjunto mecânico
O C3 XTR é equipado com motor 1.0 Firefly de até 75 cv, associado a câmbio manual. Ele representa a configuração mais equipada dentro da gama do hatch com esse conjunto mecânico. Acima há o C3 You! com motor 1.0 turbo, o top de linha
Já o Aircross XTR 7, por sua vez passa a ser o mais caro da sua família e utiliza o motor 1.0 Turbo 200, com até 130 cv e torque de 200 Nm, combinado ao câmbio automático CVT de sete marchas simuladas. O modelo mantém a característica de ser um dos poucos SUVs compactos no mercado nacional com capacidade para sete ocupantes.
Os dois Citroën XTR têm ar-condicionado automático digital, direção elétrica, câmera de ré, sensores de estacionamento e controle de estabilidade. No Aircross, há ainda sistema de ventilação suplementar no teto para a segunda e terceira fileiras, reforçando sua vocação como SUV familiar.
Preços – setembro de 2025
Citroën C3 XTR 1.0 Firefly MT – R$ 88.990
Citroën Aircross XTR 7 Turbo 200 CVT – R$ 129.990
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Citroën Aicross XTR 7 Turbo 200 • Pedro Bicudo/Citroën
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Citroën Aicross XTR 7 Turbo 200 • Pedro Bicudo/Citroën
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Citroën Aicross XTR 7 Turbo 200 • Pedro Bicudo/Citroën
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Citroën Aicross XTR 7 Turbo 200 • Pedro Bicudo/Citroën
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Citroën Aicross XTR 7 Turbo 200 • Pedro Bicudo/Citroën
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Citroën Basalt Dark Edition: nova versão top de linha • Pedro Bicudo/Citroën
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Citroën Basalt Dark Edition: nova versão top de linha • Pedro Bicudo/Citroën
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Citroën Basalt Dark Edition: nova versão top de linha • Pedro Bicudo/Citroën
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Citroën Basalt Dark Edition: nova versão top de linha • Pedro Bicudo/Citroën
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Citroën C3 XTR: hatch ganha nova versão aventureira • Pedro Bicudo/Citroën
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Citroën C3 XTR: hatch ganha nova versão aventureira • Pedro Bicudo/Citroën
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Citroën C3 XTR: hatch ganha nova versão aventureira • Pedro Bicudo/Citroën
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Citroën C3 XTR: hatch ganha nova versão aventureira • Pedro Bicudo/Citroën
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Citroën C3 XTR: hatch ganha nova versão aventureira • Pedro Bicudo/Citroën
A BYD, gigante chinesa de veículos elétricos, está prestes a lançar seu novo SUV de luxo, o Yangwang U8L Dingshi Edition. Com preço de US$ 180 mil (cerca de R$ 980 mil) e um peso impressionante de 3,6 toneladas, o veículo está programado para ser lançado na próxima semana, no dia 12 de setembro.
Yangwang U8L – Luxo e tecnologia em detalhes
O U8L Dingshi não é apenas grande, ele é imponente. Com 5.400 mm de comprimento e uma distância entre eixos de 3.250 mm, o SUV oferece um espaço interno generoso, com uma cabine de 5,3 m³ e configuração para seis lugares (2+2+2).
A estética do U8L é única e cheia de referências. A parte frontal do veículo, por exemplo, exibe o contorno do caractere chinês “Ding”, formado por 99 contas de LED em formato de diamante. Para reforçar a exclusividade, o SUV conta com três emblemas de ouro 24K.
Yangwang U8L – Luxo e tecnologia em detalhes – Foto: Divulgação
Por dentro, o luxo é o ponto central. Os bancos são equipados com recursos como massagem de 14 pontos nos assentos dianteiros e 18 pontos na segunda fileira. As poltronas “gravidade zero” da segunda fileira oferecem mesas executivas e modos de reclinação com apenas um toque, transformando a experiência de viagem em algo de primeira classe.
Potência e autonomia de um gigante
Apesar de seu peso elevado, o Yangwang U8L Dingshi é uma verdadeira máquina. Ele é equipado com um sistema de quatro motores que, em conjunto, entregam uma potência combinada de 880 kW (1.180 cv) e 1.280 N·m de torque.
A tecnologia de extensor deautonomia garante que o veículo tenha uma autonomia de até 1.160 km, uma marca notável para um SUV elétrico desse porte.
Foto: Divulgação
O veículo, no entanto, enfrenta desafios para ser comercializado em alguns mercados. O peso bruto do U8L Dingshi Edition, de 4.210 kg, o classifica como um caminhão em diversos países, como os da Europa, onde veículos com peso bruto superior a 3,5 toneladas exigem uma carteira de motorista específica.
Foto: Divulgação
Esse obstáculo provavelmente impedirá que a BYD exporte o modelo para esses mercados, focando em regiões com regulamentações mais flexíveis.
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A Hyundai enfrenta uma séria ameaça de paralisação na Coreia do Sul, onde cerca de 40 mil trabalhadores sindicalizados da montadora planejam entrar em greve.
40 mil trabalhadores ameaçam fazer greve em fábrica da montadora na Coreia do Sul
A mobilização, de acordo com o jornal The Korea Times, pode causar um forte impacto financeiro na empresa, com perdas bilionárias e prejuízos na produção de veículos.
A situação é familiar para a Hyundai. Em 2016, a montadora sofreu uma greve em larga escala que durou 166 horas, resultando em uma perda de produção de quase 114.000 veículos e um prejuízo financeiro estimado em US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 9,6 bilhões).
A atual ameaça de greve reacende a preocupação de que a história se repita, afetando os resultados da empresa e a cadeia de suprimentos global.
40 mil trabalhadores ameaçam fazer greve em fábrica da montadora na Coreia do Sul – Foto: Divulgação
O impacto de uma nova paralisação
Uma nova paralisação em larga escala na fábrica da Hyundai teria consequências diretas e graves. A montadora, que tem investido em sua presença global e em novos modelos, como o Creta no Brasil, poderia ver sua capacidade de produção reduzida drasticamente, atrasando a entrega de veículos para mercados importantes ao redor do mundo.
Além das perdas de produção, a Hyundai poderia enfrentar danos à sua imagem e à confiança dos investidores. A paralisação também afeta a rede de fornecedores, que dependem da produção contínua da montadora para operar.
A negociação entre a Hyundai e o sindicato de trabalhadores é crucial para evitar a greve. A empresa e os sindicalistas buscam um acordo que atenda às demandas dos trabalhadores sem comprometer a saúde financeira da companhia.
Você acha que as greves trabalhistas podem afetar a imagem de uma montadora? Compartilhe sua opinião nos comentários!
A Dodge está enfrentando uma dura realidade com o lançamento do Charger Daytona, sua aposta em um muscle car totalmente elétrico. A montadora, que prometeu um novo capítulo para o segmento, viu as vendas do modelo ficarem aquém das expectativas, com pouco mais de 4.200 unidades vendidas no primeiro semestre do ano.
Vendas fracas levam Dodge a reduzir preço do carro elétrico Charger Daytona
O número modesto reflete a hesitação de um público fiel, que se mostrou reticente com a ausência dotradicional motor V8 e o estilo futurista.
Em resposta à baixa demanda, a Dodge tomou uma medida drástica: descontinuou a versão de entrada do Charger Daytona, a R/T. Agora, a marca aposta todas as suas fichas na versão mais potente, o Scat Pack, que chega com uma redução de preço significativa.
Vendas fracas levam Dodge a reduzir preço do carro elétrico Charger Daytona – Foto: Divulgação
Para o ano-modelo 2026, a Dodge cortará US$ 5.000 do preço do Charger Daytona Scat Pack. O muscle car elétrico, que custava a partir de US$ 64.995, agora terá um preço inicial de US$ 59.995. A mudança de estratégia busca tornar o Scat Pack uma opção mais atraente e competitiva no mercado.
Configuração permanece a mesma
Apesar da redução de preço, a Dodge não fará grandes alterações nos equipamentos ou opcionais. O Scat Pack continua a oferecer uma potência impressionante de 670 cv, mas a questão permanece: será que um preço mais baixo é suficiente para reconquistar a “Irmandade dos Músculos” e mudar a percepção sobre o futuro elétrico da marca?
Vendas fracas levam Dodge a reduzir preço do carro elétrico Charger Daytona – Foto: Divulgação
A decisão da Dodge demonstra o desafio de migrar um ícone da combustão para a eletrificação. Enquanto o Charger Daytona Scat Pack agora oferece um valor mais substancial, o sucesso de sua nova fase dependerá se a montadora conseguirá convencer seu público de que a força de um muscle car pode vir de uma bateria, e não apenas de um motor V8.
Você acha que a redução de preço é suficiente para a Dodge reverter as vendas baixas do Charger Daytona? Deixe sua opinião nos comentários!
Apesar da queda de vendas em agosto sobre julho, decorrente basicamente do menor número de dias úteis, o mercado de motos segue com balanço positivo no ano.
Com vendas acima de 1,4 milhão de unidades de janeiro a agosto, registra alta de 12,3% sobre o mesmo período de 2024, quando emplacou 1,25 milhão de unidades.
Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, informa que o segmento registrou o melhor agosto da série histórica da entidade. Foram 185,4 mil emplacamentos, resultado 4% inferior ao de julho (193,1 mil unidades), mas 13,2% superior ao do mesmo mês de 2024.
“A motocicleta segue como solução de mobilidade e trabalho no Brasil, devendo fechar 2025 com recorde de vendas”, comenta o executivo, lembrando que a projeção da entidade é de vendas da ordem de 2,06 milhões de unidades, 10% a mais do que o total de 1,87 milhão de emplacamentos do ano passado.
Com relação às motos elétricas, houve crescimento de 32,2% este ano, com 6.246 licenciamentos, mas os números ainda são bem modestos frente ao mercado como um todo .
“Há reação com novas marcas e serviços, mas esse nicho ainda enfrenta entraves de autonomia e preço para o público profissional, o que impede volumes maiores”, pondera o Presidente da Fenabrave.
O Instituto da Qualidade Automotiva inaugurou nesta quarta-feira, 4, a Academia IQA, focada na formação e capacitação de empresas e profissionais que atuam na área.
O objetivo é oferecer treinamentos com foco na modernização, produção de estudos técnicos, realização de pesquisas de mercado, criação de uma vitrine institucional para profissionais do setor e organização de eventos com curadoria especializada.
A iniciativa, segundo o superintendente do IQA, Alexandre Xavier, busca alinhar a inovação, tecnologia e experiência do usuário em um ambiente de aprendizagem contínua, além de atender as tendências globais de mobilidade.
“Hoje iniciamos juntos um novo capítulo do instituto. Um caminho voltado à formação, a inovação e a excelência no setor automotivo, garantindo a qualidade e excelência em todas as partes do processo automobilístico”, comentou Cláudio Moyses, diretor-presidende do IQA.