Autor: automoveis

  • Ford reduzirá custo e tempo de produção com nova plataforma e “árvore de montagem”

    Ford reduzirá custo e tempo de produção com nova plataforma e “árvore de montagem”

    A Ford anunciou nesta que lançará nos Estados Unidos, em 2027, picape média elétrica resultado de dois movimentos simultâneos e que julga revolucionários: o desenvolvimento de uma nova plataforma universal para veículos elétricos e um sistema de produção capaz de reduzir tempo e custos de  montagem.

    A futura picape de quatro portas será fabricada em Louisville, cidade do estado de Kentucky, e será vendida no mercado interno e também exportada. Representará, no entender da motnadora, “um salto revolucionário em engenharia e manufatura para colocar uma nova família de veículos elétricos acessíveis […] a milhões de pessoas em todo o mundo”.

    O projeto foi aprersentado por ninguém menos do que Jim Farley, presidente e CEO da Ford, o que denota a importância dele para a fabricante que revolucionou a indústria automobilística ao conceber a linha de montagem há mais de um século.

    A Ford espera investir cerca de US$ 2 bilhões na produção da picape em Louisville, que ganhará mais 4,8 mil metros quadradros e fluxos logísticos redesenhados. As baterias prismáticas de LFP, entretanto, começarão a ser fabricadas no complexo BlueOval Battery Park Michigan, para o qual foram destinados outros US$ 3 bilhões.

    A montadora informa que denominada Plataforma Universal de Veículos Elétricos, comparada à de um veículo convencional, demanda 20% menos peças, 25% menos fixadores, 40% menos estações de trabalho na fábrica e tempo de montagem 15% menor.

    Ford

    Exemplifica: o chicote elétrico da futura picape será 1,3 quilômetro mais curto e 10 kg mais leve que o usado no SUV elétrico de primeira geração da marca, as baterias, além de menores e mais leves, custam menos e formam subconjunto estrutural que também serve como piso do veículo.

    Para produzir o primeiro veículo nessa nova plataforma, está transformando a linha de montagem tradicional em uma “árvore de montagem”. Em vez de uma esteira longa, três subconjuntos correm simultaneamente em linhas próprias e depois se juntam.

    Grandes peças unitárias de alumínio fundido substituem dezenas de peças menores, permitindo que a frente e a traseira do veículo sejam montadas separadamente e depois agregadas a um terceiro subconjunto, a bateria estrutural, montado separadamente com os bancos, consoles e carpetes para formar o veículo.

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    As peças são transportadas em kits pela árvore de montagem até os operadores. Dentro deles estão todos os fixadores, scanners e ferramentas elétricas necessários para o trabalho. O sistema, assegura a montadora, melhora “drasticamente” a ergonomia para os operadores.

    A Ford calcula que esse novo conceito produtivo e a nova plataforma tornarão a montagem até 40% mais rápida do que a dos veículos atuais fabricados em Louisville. Parte desse tempo será reutilizada na produção e automação para melhorar a qualidade e o custo, resultando em melhoria de velocidade de 15%, segundo os cálculos da empresa.


    Divulgação: Ford



    Fonte: Auto Industria

  • Estados Unidos quer “copiar” leis canadenses para reduzir acidentes de trânsito

    Estados Unidos quer “copiar” leis canadenses para reduzir acidentes de trânsito

    Com as taxas de mortalidade no trânsito em alta, os Estados Unidos estão de olho no vizinho do norte. O Instituto de Seguros para Segurança Rodoviária (IIHS) defende que o país adote leis canadenses mais rigorosas para combater o problema. As propostas incluem expandir o uso de câmeras de fiscalização e endurecer as punições para infrações como direção distraída, falta de cinto de segurança e dirigir sob efeito de álcool.

    Estados Unidos quer “copiar” leis canadenses para reduzir acidentes de trânsito

    No Canadá, as leis de trânsito são mais rígidas e as multas, mais pesadas. A legislação sobre direção distraída no Canadá, por exemplo, impõe multas a partir de US$ 600 (R$ 3.250), enquanto em estados como o Alabama, a mesma infração pode custar apenas US$ 25 (R$ 135) na primeira vez.

    O uso do cinto de segurança também é levado mais a sério. Embora apenas um estado americano não tenha lei para o uso do cinto, em 24 estados, a infração é de “execução secundária”, o que significa que a polícia só pode multar o motorista se ele for parado por outra razão.

    No Canadá, as penalidades por não usar cinto de segurança começam em US$ 200 (R$ 1083,00), bem mais altas do que os US$ 30 cobrados em alguns estados americanos.

    Estados Unidos quer “copiar” leis canadenses para reduzir acidentes de trânsito – Foto: Freepik

    Quando se trata de álcool, o Canadá adota uma abordagem em camadas. Embora o limite federal seja de 0,08% de concentração de álcool no sangue (TAS), muitas províncias impõem sanções a partir de 0,05%. Além disso, o IIHS sugere que a polícia americana tenha a mesma autoridade da canadense para solicitar o teste do bafômetro a qualquer motorista, independentemente de haver suspeita.

    Onde os Dados Falam Mais Alto

    O IIHS analisou os dados de mortalidade no trânsito de 2007 a 2021 e notou uma diferença marcante. Enquanto as mortes começaram a subir nos EUA a partir de 2011, o Canadá manteve uma tendência de queda. É importante notar, no entanto, que o Canadá tem uma população e uma distância média de deslocamento significativamente menores que os EUA, o que pode influenciar os resultados.

    A proposta de “copiar” as leis canadenses reflete a urgência em encontrar soluções eficazes para a segurança nas estradas americanas. Resta saber se o país irá adotar essas medidas e se elas terão o mesmo impacto positivo.

    As leis de trânsito brasileiras deveriam se inspirar no modelo canadense? Você acha que multas mais pesadas e fiscalização mais rigorosa reduziriam os acidentes por aqui? Deixe sua opinião!

    Leia também: Tesla condenada a pagar mais de R$ 1 bilhão por acidente com carro autônomo nos EUA



    Fonte: Garagem 360

  • Revendedoras pedem programa de verificação de baterias para carros elétricos usados

    Revendedoras pedem programa de verificação de baterias para carros elétricos usados

    O mercado de veículos elétricos (VEs) usados está em crescimento, mas com ele surge uma nova preocupação para revendedores e consumidores: a saúde da bateria. De acordo com o Startline Used Car Tracker de agosto de 2025, uma pesquisa realizada com 300 consumidores e 60 revendedores, a esmagadora maioria do setor (90%) acredita que é urgente a criação de um programa de testes de integridade da bateria em nível nacional.

    Revendedoras pedem programa de verificação de baterias para carros elétricos usados

    A pesquisa revela que a saúde da bateria é uma consideração essencial para 78% dos compradores de VEs usados. A degradação da bateria e o potencial de falha são os principais temores, afetando diretamente os valores residuais dos veículos.

    “Esta é uma medida que pode ajudar a persuadir potenciais compradores preocupados com a possibilidade de falha ou degradação da bateria. Pode dar-lhes a confiança necessária para comprar”, explica Paul Burgess, CEO da Startline Motor Finance.

    Revendedoras pedem programa de verificação de baterias para carros elétricos usados – Imagem gerada por IA

    Padrão da Indústria ou Programa Governamental?

    Apesar do consenso sobre a necessidade de um esquema de verificação, há um debate sobre quem deveria liderar a iniciativa. A maioria dos revendedores (38%) acredita que um padrão da indústria seria o ideal, enquanto 36% defendem que o programa deveria ter o apoio do governo.

    Enquanto planos para um esquema governamental parecem avançar lentamente, a indústria poderia se mobilizar para criar seu próprio padrão, utilizando os muitos fornecedores confiáveis de verificação de integridade de baterias já existentes no mercado. A iniciativa tem aprovação quase universal, com apenas 5% dos revendedores discordando da necessidade do programa, e 88% dos consumidores apoiando a ideia.

    Com a quantidade de VEs usados nas ruas aumentando, um sistema de verificação de baterias não apenas daria mais segurança aos compradores, mas também ajudaria a consolidar o mercado, garantindo um futuro mais sólido para a eletrificação.

    Você compraria um carro elétrico usado sem um certificado da saúde da bateria? Acha que o governo ou a indústria deveria criar esse programa? Deixe sua opinião!


    Leia também: BYD lidera mercado de carros elétricos no Brasil com 76% de participação nas vendas



    Fonte: Garagem 360

  • Sobre meteoros, dinossauros, chantagens e blefes

    Sobre meteoros, dinossauros, chantagens e blefes

    Causou indignada e justa reação na indústria automotiva instalada no País o tom jocosamente beligerante e birrento adotado pela BYD contra fabricantes afiliados à Anfavea que pressionaram o governo federal – e conseguiram – para barrar o pleito de reduzir o imposto de importação sobre veículos elétricos e híbridos desmontados, para serem finalizados pela montadora chinesa em sua fábrica ainda não inaugurada de Camaçari, BA, tudo sem nenhum desenvolvimento local nem a compra de componentes nacionais.

    Em comunicado distribuído à imprensa e publicado em redes sociais, sem modéstia, a BYD se autodenominou “meteoro” que veio incomodar “dinossauros” – no caso, é como a montadora chinesa identifica os fabricantes de veículos instalados no País que, segundo ela, “durante décadas” se apropriaram do mercado brasileiro com produtos caros, com “tecnologia velha e design preguiçoso”.

    Seria, portanto, algo muito parecido com o que havia na China há menos de dez anos, quando as empresas chinesas ainda aprendiam com os fabricantes ocidentais a fazer veículos por meio de associações, joint ventures, ou contratação de profissionais do Ocidente, para promover o avanço de uma indústria que também podia ser considerada bastante jurássica, mas em vez de destrutivos meteoros adotou uma política industrial assertiva para se desenvolver, com muita ajuda e subsídios do governo chinês.

    Na visão da BYD, diante da ameaça de concorrência mais competitiva, os fabricantes no Brasil estariam pressionando o governo contra a chegada de um concorrente mais competitivo por meio de “uma espécie de chantagem emocional com verniz corporativo, repetida há décadas pelos barões da indústria para proteger um modelo de negócio que deixou o consumidor brasileiro como último da fila da modernidade”.

    No entendimento da BYD, portanto, a modernidade chega por meio de importações que podem substituir a produção nacional sem implicações – algo que o governo chinês jamais permitiu que acontecesse em seu próprio território.

    Pressão contrária

    A figuração jurássica, usada pela BYD para denotar o suposto atraso dos fabricantes instalados no País diante da imodesta modernidade dela própria, foi uma reação às pressões da Anfavea e de seus associados junto ao governo para barrar as pretensões da montadora chinesa para importar kits de carros semidesmontados com redução de tarifas.

    Quatro dos maiores fabricantes do País, pela ordem Stellantis, Volkswagen, General Motors e Toyota, que juntos dominam 65% das vendas de veículos no mercado brasileiro, um dia antes do comunicado-meteoro da BYD divulgaram carta aberta, assinada pelos presidentes das empresas, enviada ao presidente da República, na qual faziam ameaças tácitas de rever investimentos anunciados no País caso o pleito da redução do imposto de importação fosse atendido.

    Sindipeças, que reúne os fornecedores de componentes, e a AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, também divulgaram comunicados em defesa da indústria nacional que seria seriamente prejudicada pelas importações.

    Note-se que tal defesa da indústria nacional é feita por empresas multinacionais estrangeiras que, exatamente como a BYD, remetem lucros nunca divulgados às matrizes no Exterior e sempre tiveram no governo federal um aliado histórico que concede incentivos e fecha o mercado às importações de veículos.

    Todos querem incentivos

    Ingenuidades à parte, todos querem a mesma coisa: benefícios e proteção contra a concorrência que venha de fora do clube das montadoras instaladas no País, para lucrar mais com o menor gasto possível. Quando e se a BYD entrar neste mesmo clube deverá adotar as mesmas práticas jurássicas protecionistas em troca dos investimentos que diz fazer no Brasil.

    A história mostra que sempre foi assim desde os primórdios desta indústria em território nacional e nada indica que houve alguma mudança nisto: sem incentivos a indústria estrangeira não vem nem investe e sem regras de nacionalização e proteção do mercado ninguém quer fabricar nada aqui, pois o País não é competitivo no cenário internacional e precisa compensar esta falta de competitividade com benefícios ao setor.

    Ao mesmo tempo, é bom que se diga, tais incentivos são fundamentais para atrair e manter esta indústria no País, porque trata-se de um setor que, quando se instala de fato com suas fábricas, promove desenvolvimento econômico e social. A questão é saber dosar benefícios na proporção exata dos retornos recebidos.

    Ironias, chantagens e blefes

    Interessante notar que as empresas que rogam ao governo para barrar incentivos à BYD, porque segundo estes fabricantes isto causaria uma concorrência desleal, são as mesmas que já receberam e ainda recebem generosos incentivos para produzir aqui.

    Mais interessante ainda – e irônico – notar que uma das quatro empresas que assina a carta ao presidente Lula, a Stellantis, há menos de dois anos estava contra as outras três, pois com justiça defendia os incentivos fiscais do Regime Nordeste que recebe em sua fábrica de Pernambuco – que aliás são os mesmos que a BYD receberá para produzir na Bahia.

    Na época, no segundo semestre de 2023, quando se discutia a extensão dos estímulos fiscais do Regime Nordeste até 2032, beneficiando justamente Stellantis e BYD, as outras três signatárias da recente carta a Lula, GM, Volkswagen e Toyota, fizeram oposição aberta à renovação, causando um racha na Anfavea.

    Polo Automotivo Stellantis Goiana

    As três até pagaram por um vistoso anúncio nos principais jornais do País afirmando que, caso o benefício fosse estendido, colocaria investimentos em risco – chantagem que acabou se configurando em mais um blefe, dado que o incentivo do Regime Nordeste até 2032 foi encampado na reforma tributária aprovada no início de 2024, e mesmo assim investimentos bilionários foram anunciados.

    O passar do tempo acomodou interesses antes conflitantes e hoje a Stellantis está na mesma trincheira com as outras três concorrentes. Mas, é preciso reconhecer, o modelo de produção adotado na fábrica de Pernambuco é bastante diferente do proposto pela BYD na Bahia, pois desde o primeiro dia de operação, há dez anos, a fábrica pernambucana adota processos produtivos completos e instalou uma dúzia de fornecedores em seu parque fabril, além de outros que continuam a chegar.

    Ameaça aos investimentos

    Chantagens e blefes são iguais, tanto daqueles que já estão no clube dos fabricantes nacionais da Anfavea quanto daqueles que ainda não estão nele: ainda que com palavras medidas e diplomáticas, caso o interesse não seja atendido a ameaça é sempre a de demissões e revisões de investimentos que, diga-se, nunca são auditados.

    Nem é necessária a chegada de um concorrente dito desleal para que investimentos sejam adiados ou cancelados, basta qualquer retração do mercado e os planos são engavetados sem necessidade de esclarecimentos, raramente esse tipo de ação é divulgada.

    As empresas anunciam aportes bilionários mas nunca se sabe se eles foram, de fato, aplicados nas cifras anunciadas e no período programado, inexiste qualquer divulgação sobre isto e nem há qualquer controle do governo nesse sentido, pois não há transparência financeira, as empresas estrangeiras sequer são obrigadas a publicar balanços no País – lucros ou prejuízos sempre ficam escondidos atrás de balanços globais e no discurso de executivos.

    As quatro grandes fabricantes signatárias da carta ao presidente Lula afirmam que a indústria automotiva tem investimentos planejados de R$ 180 bilhões, sendo R$ 130 bilhões das montadoras e outros R$ 50 bilhões dos fornecedores de componentes. Seriam esses justamente os aportes sob ameaça caso fosse atendido o pleito da BYD de importar carros desmontados com redução tarifária.

    Embora sejam números não auditados é possível dizer que estão inflados: basta fazer as contas de todos os aportes anunciados para concluir que, no mínimo, R$ 20 bilhões são de programas anteriores de investimentos e já teriam sido gastos, portanto não podem mais ser revistos.

    Outra ironia aqui: a BYD participa com R$ 5,5 bilhões dos investimentos informados pela Anfavea, e também veicula que seu investimento está em risco se o seu pleito não for atendido.

    Justamente no dia que a carta das quatro foi divulgada, em 29 de julho, em entrevista à Folha de S.Paulo o vice-presidente da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, afirmou que a empresa já investiu R$ 2 bilhões no País e sem a redução do imposto de importação “não teremos como fabricar”.

    Como se sabe a BYD não foi atendida e até o momento não houve nenhum pronunciamento sobre se a ameaça de suspender os planos para o Brasil será cumprida ou não.

    Forçando a amizade

    O pleito da BYD, segundo carta enviada ao MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, era de reduzir, por três anos, dos atuais 28% e 25% para 10% a tarifa de importação de kits SKD, carros semimontados, respectivamente de modelos híbridos plug-in e elétricos, e de 14% e 10% para apenas 5% a alíquota de kits CKD, veículos totalmente desmontados.

    A BYD alega que, por contrato com o governo da Bahia que concedeu à empresa os mesmos benefícios que eram dados à Ford – o principal seria a redução de 95% do ICMS –, já está prevista a migração do processo de montagem simples para o início da industrialização, com componentes nacionais, a partir de julho de 2026, mas nada se sabe sobre quais itens seriam comprados no Brasil nem os prazos desta nacionalização, visto que, de início, até os pneus seriam importados, mesmo com três fábricas de grandes fornecedores na Bahia, dois deles bem ao lado em Camaçari.

    O fato é que quando foi firmado o acordo com os governos federal e estadual, para receber todos os incentivos fiscais, a BYD sabia dos impostos cobrados sobre kits importados SKD e CKD e nada disse sobre a necessidade de redução destas tarifas para tornar sua operação viável.

    O pedido de redução excepcional do imposto de importação só foi enviado ao MDIC no fim de 2024, ou dois anos depois de a BYD anunciar que se instalaria na Bahia para produzir modelos híbridos e elétricos com índices crescentes de nacionalização.

    O fato é que a BYD esticou demais a corda, forçou a amizade, e o governo não teria como atender o pedido, mesmo porque a montadora não cumpriu boa parte das promessas que fez até agora: como por exemplo a de iniciar a produção em Camaçari no fim de 2024, que foi adiada para março de 2025 e, mais recentemente, para julho, o que também não se cumpriu, ou de contratar 10 mil pessoas até este mês de agosto, ou de construir 28 novos prédios no terreno da fábrica.

    Até o momento a chinesa gastou mais de R$ 11 bilhões – mais que o dobro do investimento anunciado em produção nacional – somente para importar veículos e formar estoques de dezenas de milhares de carros no País, desovados com altos descontos que distorcem o mercado.

    Assim, em vez de reduzir as tarifas, a Camex manteve a retomada da alíquota de 35% para veículos semimontados importados, kits SKD, fixada para julho de 2026 – mesma data em que o imposto de 35% será retomado para todos os carros híbridos e elétricos importados.

    Ao mesmo tempo, para kits desmontados CKD a tarifa de 35% foi antecipada de julho de 2028 para janeiro de 2027, até lá com a concessão de cotas isentas no total de US$ 453 milhões a serem divididos pelos importadores.

    Certamente os “dinossauros” ficaram felizes em não ter de rever os investimentos que dizem fazer, enquanto o “meteoro” ainda precisa mostrar, de fato, a que veio – e talvez até venha a fazer amizade com os animais que iria extinguir.


    Foto: Divulgação



    Fonte: Auto Industria

  • Surpreendeu: VW Polo eleito ‘Melhor Carro do Meio Século’

    Surpreendeu: VW Polo eleito ‘Melhor Carro do Meio Século’

    Em uma homenagem a seus 50 anos de história, o Volkswagen Polo foi coroado como o “Melhor Carro do Meio Século”. O prêmio, concedido pelo Campeonato Mundial de Carros Novos, foi anunciado antes do Salão do Automóvel Britânico de 2025 e celebra a trajetória de um dos superminis mais icônicos do mundo.

    VW Polo eleito ‘Melhor Carro do Meio Século’

    O júri responsável pela eleição foi composto por um time de peso, incluindo designers, engenheiros, figuras importantes da indústria automobilística, jornalistas e até mesmo pilotos. A decisão reconhece a consistência e a relevância do Polo ao longo de cinco décadas, um feito que poucos carros conseguiram alcançar.

    VW Polo eleito ‘Melhor Carro do Meio Século’ – Foto: Nicole Santana/ Garagem360

    Uma história de sucesso e evolução

    Mike Rutherford, fundador do prêmio, destacou a impressionante marca de 20 milhões de unidades vendidas desde 1975, afirmando que “os motoristas não podem estar errados”. Ele ressaltou as qualidades que fizeram do Polo um sucesso global: design discreto, qualidade de construção, preços competitivos, eficiência e baixos custos de manutenção.

    VW Polo eleito ‘Melhor Carro do Meio Século’ – Foto: Nicole Santana/ Garagem360

    Rutherford também pontuou a evolução do modelo, que deixou de ser um “supermini básico” e se transformou em um hatchback familiar confiável e quase premium. A versão atual, a Mk6, com mais de quatro metros de comprimento, demonstra como o carro cresceu em tamanho e sofisticação, mantendo sua relevância no mercado, tanto que permaneceu entre os 20 carros mais vendidos da Europa no ano passado.

    O Polo, que é um dos destaques no Salão do Automóvel Britânico, que começa nesta sexta-feira, 15 de agosto de 2025, solidifica seu lugar na história como um veículo que soube se reinventar, mantendo-se acessível e durável por gerações.

    Você concorda que o Volkswagen Polo merece o título de “Melhor Carro do Meio Século”? Deixe sua opinião nos comentários!



    Fonte: Garagem 360

  • Chevrolet e Hyundai fecham acordo para lançar cinco modelos; entenda

    Chevrolet e Hyundai fecham acordo para lançar cinco modelos; entenda

    A General Motors (GM) e a Hyundai anunciaram uma parceira com planos para fabricação de cinco modelos. O desenvolvimento dos carros será compartilhado e voltados para América Central e América do Sul. 

    Segundo o anúncio, os planos incluem um SUV, um carro de passeio, uma picape e uma picape média. 

    Para o mercado da América do Norte, as marcas devem lançar uma van comercial elétrica. Ao total, cinco modelos são esperados.

    O comunicado das montadoras estimam que as vendas desses veículos ultrapassem 800 mil unidades por ano quando a produção estiver totalmente escalada.

    O lançamento dos carros está previsto para o ano de 2028. 

    “A colaboração estratégica com a GM nos permitirá continuar oferecendo valor e opções aos nossos clientes em diferentes segmentos e mercados,” afirma José Muñoz, presidente e CEO da Hyundai Motor Company.

    Colaboração é vista como necessária

    Segundo o professor de MBAs da FGV e especialista no setor automobilístico, Antônio Jorge Martins, não é a primeira vez que isso acontece. 

    O especialista lembra a parceria AutoLatina, que uniu Ford e Volkswagen nos anos 1990, mas ressalta diferenças importantes. 

    “Naquela época, a tecnologia não tinha o peso que tem hoje. Hoje, lideranças digitais e capacidade de evolução contínua são determinantes. A BYD, por exemplo, lança melhorias a cada dois ou três meses”, diz.


    BYD Dolphin Mini em linha de produção no Complexo de Camaçari (BA)
    BYD Dolphin Mini em linha de produção no Complexo de Camaçari (BA) • Rodrigo Barros/CNN

    O avanço das fabricantes chinesas se tornou um dos fatores mais relevantes. Marcas como BYD, Geely e outras têm ampliado presença na Europa, América Latina e também em outros mercados como o Brasil. 

    Na visão do professor, o cronograma a partir de 2028 pode parecer tardio, mas reflete a necessidade de integração cultural e tecnológica das empresas.

    Para Martins, as marcas mais generalistas irão cada vez mais buscar apoio em outras para aumentar sua competitividade e rivalizar com os chineses. “Existe muito mais necessidade de darem certo. Pois se não derem certo, é muito difícil de continuarem sozinhas”, complementa o especialista. 

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    Fonte: CNN Brasil Auto

  • Deu ruim: nesta cidade estão destruindo carros irregulares

    Deu ruim: nesta cidade estão destruindo carros irregulares

    Na luta contra as manobras perigosas e os encontros de rua ilegais, a polícia de San Diego, na Califórnia, está revivendo uma tática que não usava há quase 20 anos: a destruição de veículos apreendidos. Recentemente, um Toyota Chaser e uma motocicleta Yamaha R1, usados em manobras perigosas, foram demolidos por ordem judicial.

    A medida é uma resposta drástica ao que as autoridades descrevem como uma ameaça crescente à segurança pública.

    O que são ‘invasões de rua’?

    Esses eventos, conhecidos como street takeovers nos EUA, são aglomerações não autorizadas onde motoristas bloqueiam cruzamentos para fazer manobras arriscadas, como “arrancadas ou rachas”. As autoridades afirmam que esses encontros danificam o asfalto, causam congestionamentos e colocam em risco a vida de motoristas, participantes e espectadores.

    Para combater essa prática, a Unidade de Investigações Especiais de Trânsito de San Diego, em parceria com a Patrulha Rodoviária da Califórnia, intensificou a fiscalização. A nova estratégia inclui acusações criminais para reincidentes e a remoção permanente dos veículos das ruas, indo além das multas tradicionais.

    Nesta cidade estão destruindo carros irregulares – Imagem: Divulgação

    Por que destruir e não leiloar?

    A decisão de destruir os veículos gerou críticas. Alguns argumentam que carros valiosos poderiam ser leiloados, com a renda revertida para a cidade. No entanto, a polícia defende que a destruição serve como uma mensagem clara e inconfundível. “Aquele veículo não vai mais sair por aí”, disse o tenente Travis Easter, enfatizando que o objetivo é mostrar que a imprudência terá uma consequência definitiva.

    A polícia de San Diego acredita que essa medida, embora extrema, é necessária para desestimular a crescente cultura de manobras perigosas. Resta saber se a tática irá diminuir os incidentes ou apenas transferi-los para outras cidades. Por enquanto, a mensagem é clara: a imprudência será combatida com a maior seriedade possível.

    E aí, essa tática de destruir carros é justa ou exagerada? Deixe sua opinião nos comentários!

    Leia também: Ninguém gostou: 5 carros que não sobreviveram ao mercado brasileiro; o seu está na lista?



    Fonte: Garagem 360

  • Volkswagen Polo, Virtus e Nivus 2026 chegam com poucas novidades. Bolso agradece?

    Volkswagen Polo, Virtus e Nivus 2026 chegam com poucas novidades. Bolso agradece?

    Foto do Volkswagen Virtus Exclusive 2026
    Volkswagen Polo, Virtus (foto na versão Exclusive) e Nivus 2026

    O Tera mexeu com todo mundo dentro de casa! Com isso, as linhas precisaram receber atualizações e readequações, não importando a carroceria (menos para a sedã). Mas não foi nada grandioso. Então, Volkswagen Polo, Virtus e Nivus 2026 chegam ao mercado com poucas novidades.

    (mais…)

  • Novo Chevrolet Bolt voltará com baterias chinesas para manter preço acessível

    Novo Chevrolet Bolt voltará com baterias chinesas para manter preço acessível

    O Chevrolet Bolt, um dos carros elétricos mais baratos e populares de seu segmento, está prestes a voltar ao mercado. A General Motors (GM), que o descontinuou em sua versão anterior, tem planos para lançar um sucessor que promete manter o mesmo valor atrativo, principalmente ao utilizar baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) fornecidas pela China.

    Novo Chevrolet Bolt voltará com baterias chinesas para manter preço acessível

    Para conseguir o preço esperado de menos de US$ 30.000 (cerca de R$ 163 mil), a GM vai usar baterias LFP, que são mais baratas que as tradicionais de íons de lítio. A fornecedora inicial será a chinesa Contemporary Aperex Technology (CATL), nos primeiros dois anos de vendas.

    A GM espera que, após esse período, os fornecedores americanos já tenham capacidade suficiente para suprir a demanda.

    Um porta-voz da GM explicou a estratégia ao The Wall Street Journal, afirmando que, para se manter competitiva no mercado de veículos elétricos mais acessíveis, a empresa precisará temporariamente recorrer a fornecedores estrangeiros, seguindo o exemplo de outras montadoras americanas.

    Novo Chevrolet Bolt voltará com baterias chinesas para manter preço acessível – Foto: Divulgação

    Desafios de Custos e Tarifas

    Apesar de a GM atualmente usar baterias de produção própria, a importação das baterias chinesas para o novo Bolt enfrenta alguns desafios. Elas estão sujeitas a tarifas elevadas, chegando a 80%, o que pode prejudicar a lucratividade.

    Além disso, o uso de componentes chineses desqualifica o veículo dos créditos fiscais federais para elétricos, o que, segundo a matéria, só será relevante por mais algumas semanas.

    Ainda assim, a GM acredita que a combinação de baterias mais baratas e o aumento da eficiência em outras áreas de produção de veículos elétricos permitirá que o novo Bolt mantenha um bom valor de mercado. A produção do novo modelo, que usará a arquitetura Ultium EV da GM, está prevista para começar no Kansas ainda este ano.

    Leia também: Mais de 10 mil vendas em 45 dias: sedã elétrico da Nissan faz sucesso na China



    Fonte: Garagem 360

  • Fiat Toro esportiva com motor de 272 cavalos pode estar nos planos da montadora

    Fiat Toro esportiva com motor de 272 cavalos pode estar nos planos da montadora

    A ideia de uma Fiat Toro com motorização mais potente e um toque esportivo da divisão Abarth é um sonho para muitos entusiastas. No entanto, as esperanças foram postas à prova por Frederico Battaglia, vice-presidente da Fiat e Abarth para a América do Sul, que comentou o assunto durante o lançamento da linha 2026 da picape.


    Fiat Toro esportiva com motor de 272 cavalos pode estar nos planos da montadora

    A especulação em torno de uma versão mais apimentada da Toro sempre girou em torno do motor 2.0 Hurricane. Este motor, já presente em outros modelos da Stellantis como a Ram Rampage RT, oferece 272 cv de potência e 40,8 kgfm de torque, um conjunto que transformaria a picape compacta em um veículo de alto desempenho.

    A Fiat tem trabalhado para que o motor se torne flex no futuro, o que ampliaria ainda mais o seu potencial no mercado brasileiro.

    Fiat Toro 2026 confirmada – Foto: Divulgação

    Quando questionado sobre a possibilidade, Battaglia instigou o público, perguntando: “Dá vontade de ver esse produto aqui, com motor Hurricane e versão Abarth, não dá?”. A resposta, claro, foi um sonoro “sim” por parte da imprensa e dos fãs.


    Racionalidade vs. Paixão: a Decisão Estratégica

    Apesar de alimentar a empolgação, o executivo rapidamente freou as expectativas, afirmando que a Fiat não enxerga “potencial para que isso seja oferecido no mercado hoje”. Ele explicou que é preciso “pensar com a cabeça, e não com o coração” ao tomar uma decisão de negócios. Battaglia reforçou que, embora a empresa esteja sempre atenta ao mercado, não há planos concretos para o lançamento da Toro Abarth no curto prazo.

    Apesar da negativa, a fala do vice-presidente deixa uma porta aberta para o futuro, indicando que a ideia não foi completamente descartada. Resta aos fãs aguardar e torcer para que a paixão vença a racionalidade em algum momento.

    Leia também: Mexeu em time que está ganhando – Fiat faz mudanças importantes na Toro 2026

     



    Fonte: Garagem 360