Embora o inverno brasileiro não traga nevascas extremas como a chegada das frentes frias, traz desafios bem específicos para a mecânica dos automóveis. A mudança brusca de temperatura e o ar mais seco mudam o comportamento de fluidos, borrachas e sistemas elétricos. Para evitar surpresas desagradáveis em uma manhã de neblina, realizar um check-up preventivo é a melhor estratégia para garantir a segurança e o bom funcionamento do seu veículo.
Bateria
Se existe um componente que sofre com o frio, é a bateria de 12V. As baixas temperaturas reduzem a velocidade das reações químicas internas do componente, diminuindo sua capacidade de reter e entregar energia. Para piorar, o óleo do motor a combustão fica mais espesso, exigindo muito mais força no momento da partida. Se a sua bateria já está com mais de dois ou três anos de uso, vale a pena passar em um autocenter para testar a saúde da peça.
Tanquinho de partida a frio
Muitos carros modernos já possuem o sistema que aquece os bicos injetores, dispensando o antigo reservatório de gasolina na frente do motor. No entanto, se o seu carro flex ainda é equipado com o famoso “tanquinho”, fique atento. Como passamos a maior parte do ano sem usar esse combustível extra, a gasolina ali armazenada costuma envelhecer e ficar mais espessa, entupindo o sistema exatamente quando o carro mais precisa, para ligar no frio com etanol no tanque. O ideal é esvaziar o reservatório antigo e abastecê-lo com gasolina aditivada ou de alta octanagem, que possuem maior durabilidade.
Visibilidade e o cuidado com os vidros
O inverno no Brasil é marcado por longos períodos de estiagem e episódios frequentes de neblina no início da manhã. Por isso, a visibilidade se torna um item crítico de segurança.
Palhetas do limpador: o tempo mais seco resseca a borracha das palhetas, o que atrapalha muito em caso de neblina e embaçamento dos vidros.
Reservatório de água: certifique-se de que está cheio e sempre com um líquido limpador próprio para o para-brisa.
Ar-condicionado
Muitos motoristas simplesmente esquecem que o ar-condicionado existe durante os meses mais frios. Deixar o sistema desligado por muito tempo faz com que os selos e mangueiras de borracha ressequem, provocando um possível vazamento do gás refrigerante. Além disso, o acúmulo de umidade no sistema favorece a proliferação de fungos e bactérias. O ideal é ligar o ar-condicionado, mesmo que na temperatura quente, uma vez por semana, por pelo menos 10 minutos, para garantir bom funcionamento do sistema.
Atenção aos pneus e ao fluido do motor
Não se esqueça de calibrar os pneus. O ar frio é mais denso, fazendo com que a mesma massa de ar exerça diferentes pressões, dependendo da temperatura. Por conta disso, é comum notar uma perda de pressão nos dias frios. O correto é calibrar os pneus a cada 15 dias, sempre com eles ainda frios.
Por fim, certifique-se de que o fluido de arrefecimento do motor esteja na proporção correta com o aditivo recomendado pelo manual. Na proporção correta, o aditivo garante que a água do radiador não ferva e nem congele, mesmo em temperaturas mais extremas, além de diminuir corrosão e ferrugem a longo prazo.
A Audi inicia as vendas no Brasil da nova geração dos modelos Q3 2026 e Q3 Sportback 2026. O SUV compacto chega em versão única Launch Edition quattro, com preços a partir de R$ 389.990 para o SUV e R$ 399.990 para o Sportback. Além do novo desenho externo, a linha 2026 passa a oferecer mais potência, novos recursos digitais e um conjunto mecânico atualizado.
O carro chega inicialmente importado, mas a produção na fábrica de São José dos Pinhais (PR) começa em breve. Isso não vai afetar o preço, na casa dos R$ 400 mil, salgado para um SUV compacto, mas que esclarece a estratégia da Audi. O novo Q3 mantém a proposta de atuar no segmento de SUVs compactos premium, ignorando os novatos chineses e focando apenas nos rivais alemães BMW e Mercedes-Benz.
O objetivo é disputar apenas entre as marcas de luxo, priorizando experiência premium, tradição e dirigibilidade. No entanto, mesmo focando apenas nas compatriotas, a disputa vai ser complicada. Isso porque o rival BMW X1 tem versões a partir de R$ 330 mil, enquanto o Mercedes-Benz GLA parte dos R$ 359.990. A aposta da Audi, contudo, é oferecer um conjunto mecânico mais completo.
Audi Q3 2026: SUV ganha nova geração com motor mais potente •
A principal mudança técnica está no motor 2.0 TFSI turbo, agora ajustado para entregar 258 cv entre 5.250 rpm e 6.500 rpm, além de 370 Nm de torque disponíveis entre 1.650 rpm e 4.500 rpm. Em comparação com a geração anterior, houve aumento tanto na potência quanto no torque.
O propulsor trabalha em conjunto com a transmissão automatizada S tronic de dupla embreagem e sete marchas, associada ao sistema de tração integral quattro. Segundo a fabricante, o conjunto permite aceleração de 0 a 100 km/h em 5,9 segundos e velocidade máxima de 210 km/h. Além disso, o carro vem com tração integral quattro. Todos esses parâmetros são superiores ao X1 e GLA.
Audi Q3 Sportback 2026: SUV ganha nova geração com motor mais potente • Divulgação
A nova geração também recebeu ajustes voltados à dinâmica de condução. O sistema Audi drive select passa a contar com o modo “Balanced”, que busca equilibrar conforto e respostas dinâmicas no uso diário. A suspensão foi recalibrada e o SUV passa a utilizar rodas Audi Sport de 19 polegadas com pneus 255/45 R19.
Novo visual
Visualmente, o Audi Q3 2026 adota a linguagem mais recente da marca alemã. A dianteira traz faróis mais estreitos, grade Singleframe redesenhada e novos emblemas Audi em acabamento bidimensional. Na traseira, as lanternas passam a ser interligadas e incluem iluminação nos anéis da marca. Essa linguagem tem sido alvo de polêmica, pois alguns clientes encontram semelhança com o design de carros chineses.
Audi Q3 2026: SUV ganha nova geração com motor mais potente •
A versão Sportback mantém a proposta de combinar características de SUV com perfil inspirado em cupês. O teto mais inclinado reduz a altura da carroceria em relação ao Q3 convencional, reforçando a diferenciação estética entre as duas variantes.
No interior, o destaque é a nova configuração digital do cockpit. O painel de instrumentos Audi Virtual Cockpit Plus possui 11,9 polegadas, enquanto a central multimídia curva Audi MMI Plus conta com tela de 12,8 polegadas. O sistema oferece conectividade sem fio com Apple CarPlay e Android Auto, além de carregamento de celular por indução.
Audi Q3 2026: SUV ganha nova geração com motor mais potente •
A cabine também recebeu alterações ergonômicas. O seletor de marchas foi transferido para a coluna de direção, liberando espaço no console central. Entre os itens disponíveis estão bancos dianteiros elétricos com memória, iluminação ambiente configurável em 30 cores, teto solar panorâmico e vidros acústicos dianteiros.
Na área de segurança e assistência ao motorista, o SUV incorpora controle de cruzeiro adaptativo com assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência, detector de fadiga, assistente de estacionamento e sete airbags, incluindo airbag central entre os bancos dianteiros.
Audi Q3 2026: SUV ganha nova geração com motor mais potente • Thiago Ventura/CNN
O porta-malas oferece capacidade variável entre 488 e 575 litros, dependendo da posição dos bancos traseiros corrediços. As dimensões também mudam conforme a carroceria. O SUV mede 1,60 m de altura, enquanto o Sportback tem perfil mais baixo, com 1,55 m.
Como anda?
O CNN Auto testou o veículo na estrada, entre São Paulo e Nova Odessa, um trecho de aproximadamente 130 km por estradas em ótimo estado de conservação. O primeiro aspecto é a posição de dirigir: muito confortável e ergonômica ao motorista. A manopla de câmbio, deslocada para a coluna de direção, requer um pouco de atenção, mas, após algumas manobras, tem o uso compreendido.
Outro ponto de atenção é o ruído interno: graças aos vidros com tratamento acústico nas laterais, o barulho do vento e motor é atenuado, tornando a experiência mais agradável. O carro tem som Audi de 260 W e 10 alto-falantes. Por R$ 400 mil, seria interessante ter um sistema assinado.
Audi Q3 2026: SUV ganha nova geração com motor mais potente • Thiago Ventura/CNN
Mas o que chama atenção é a dirigibilidade: o carro ficou mais esperto, com aceleração vigorosa, assim como as retomadas. A tração quattro cumpre bem seu papel, com curvas feitas com segurança, sem assustar os ocupantes. O câmbio tem trocas extremamente rápidas e também é silencioso. Um ponto de atenção pode ser a economia: o computador acusou em torno de 10 km/l na estrada, com gasolina, o que se presume não ser um carro com boas médias.
A receita da Audi está na mesa: um SUV premium na casa dos R$ 400 mil que ignora o custo-benefício das novas marcas chinesas, inclusive com carros eletrificados e mais potentes, e foca na tradição e na dirigibilidade típica da engenharia alemã. Resta saber se o público está disposto a pagar por esses benefícios.
Ficha técnica – Audi Q3 / Q3 Sportback Launch Edition quattro
Motor: 2.0 TFSI turbo
Potência: 258 cv
Torque: 370 Nm
Transmissão: S tronic automatizada de dupla embreagem, 7 marchas
Tração: integral quattro
0 a 100 km/h: 5,9 segundos
Velocidade máxima: 210 km/h
Rodas: 19 polegadas
Porta-malas: 488 a 575 litros
Tanque de combustível: 60 litros
Audi Q3 2026: SUV ganha nova geração com motor mais potente • Thiago Ventura/CNN
Principais itens de série
Audi Virtual Cockpit Plus de 11,9”
Central multimídia Audi MMI Plus de 12,8”
Apple CarPlay e Android Auto sem fio
Ar-condicionado automático de 3 zonas
Bancos elétricos com memória
Bancos dianteiros aquecidos
Teto solar panorâmico
Faróis Full LED Plus
Controle de cruzeiro adaptativo (ACC)
Assistente de permanência em faixa
Frenagem autônoma de emergência
Assistente de estacionamento
Iluminação ambiente com 30 cores
Sistema de som Audi Sound System
Cores disponíveis
Azul Malpelo
Azul Navarra
Branco Geleira
Branco Arkona
Cinza Tambora
Cinza Flecha
Preto Mito
Verde Sálvia
Vermelho Progressivo
Audi Q3 Sportback 2026: SUV ganha nova geração com motor mais potente • Divulgação
O Volkswagen T-Cross ganhou um novo motivo para olhar pelo retrovisor. O Geely EX5 EM-i chegou ao Brasil com preço promocional de R$ 189.990 na versão Pro e promete autonomia superior a 1.200 km.
A jogada chama atenção porque o SUV híbrido plug-in custa menos que o T-Cross Highline, citado na faixa de R$ 196.290, e ainda entrega porte maior, motor eletrificado e desempenho de sobra.
Geely EX5 EM-i entra na briga com preço de SUV compacto
A chegada do EX5 EM-i coloca pressão em uma faixa muito disputada do mercado. Afinal, o consumidor que pensava em um SUV compacto topo de linha agora encontra um híbrido plug-in por preço parecido.
O modelo combina motor 1.5 a gasolina com propulsão elétrica e entrega 262 cv de potência combinada. Segundo os dados divulgados pela marca, a aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 7,8 segundos.
Na versão Pro, o preço promocional é de R$ 189.990. Depois da campanha de lançamento, o valor previsto passa para R$ 199.990.
Imagem: Divulgação/Geely
Comparativo entre Geely EX5 EM-i e T-Cross
Modelo
Preço citado
Motorização
Autonomia / proposta
Porte
Geely EX5 EM-i Pro
R$ 189.990
Híbrido plug-in
Mais de 1.200 km
SUV maior
Volkswagen T-Cross Highline
R$ 196.290
1.4 turbo flex
SUV compacto a combustão
SUV compacto
A diferença não está apenas no preço. O Geely tem 4,74 m de comprimento e 2,75 m de entre-eixos, enquanto o T-Cross mede 4,21 m e tem 2,65 m de entre-eixos.
Ou seja, o EX5 EM-i tenta vender a ideia de “mais carro pelo mesmo dinheiro”. E isso pode pesar para quem busca espaço interno, tecnologia e economia no uso urbano.
Autonomia de 1.200 km vira arma contra rivais
O principal trunfo do Geely está na autonomia. Nas versões Pro e Max, o SUV promete rodar acima de 1.200 km combinando gasolina e eletricidade.
Já a versão Ultra amplia a promessa e chega a até 1.300 km de alcance total, com até 112 km em modo 100% elétrico.
Principais números do SUV híbrido
preço promocional de R$ 189.990;
potência combinada de 262 cv;
0 a 100 km/h em 7,8 segundos;
mais de 1.200 km de autonomia total;
até 112 km no modo elétrico na versão Ultra;
porta-malas de 428 litros.
T-Cross continua forte, mas agora tem novo problema
O T-Cross segue entre os SUVs mais desejados do Brasil e tem força de marca, rede ampla e bom histórico de vendas. No entanto, o Geely EX5 EM-i chega com um argumento difícil de ignorar.
Por menos que um T-Cross Highline, o consumidor encontra um SUV maior, híbrido plug-in e com promessa de autonomia para viagens longas.
A Geely ainda pretende produzir o modelo no Brasil, no Paraná. Se isso avançar, a disputa pode ficar ainda mais quente entre os SUVs compactos tradicionais e os novos híbridos chineses.
Como parte das comemorações dos 70 anos da associação que representa as montadoras instaladas no País, acontece nos dias 9 e 10 de junho a primeira edição do Anfavea Visions, um fórum que visa debater os principais movimentos que estão redefinindo a mobilidade no mundo e seus impactos sobre a indústria e o mercado brasileiro.
O evento reunirá no Hotel Unique, na capital paulista, mais de 800 lideranças do setor automotivo e da área de transporte em geral, além de executivos globais, representantes do governo e do mercado financeiro.
Já estão confirmados mais de 30 palestrantes que participarão de 15 diferentes atividades organizadas em quatro trilhas de conteúdo.
Com caráter inédito e multidisciplinar, “o fórum pretende consolidar-se como o principal encontro estratégico da mobilidade e da indústria automotiva na América Latina”, destaca comunicado da Anfevea divulgado esta semana.
Com o conceito “Rotas para o Futuro”, o Anfavea Visions terá Roberto Cortes, presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, como presidente de honra.
Dentre os palestrantes já confirmados, destaque para o historiador e professor Israelence Yuval Noah Harari, que participará de forma online com transmissão ao vivo de Londres.
Os quatro pilares do evento são Economia, Finanças e Mercado, Transformação do Mercado, Tecnologia e Inovação e disrupção. Já estão confirmados os executivos Gilson Finkelsztain, CEO da B3, Gastón Diaz Pérez, CEO da Bosch América Latina, Luiz Tonisi, presidente da Qualcomm para a América Latina, e Magda Chambriard, presidente da Petrobras.
Com novo visual e maior potência, chega ao mercado brasileiro a terceira geração dos Audi Q3 e Q3 Sportback, com preços a partir de, respectivamente, R$ 389.990 e R$ 399.990.
A linha é equipada com o motor 2.0 TFSI, que entrega 258 cv de potência máxima entre 5.250 rpm e 6.500 rpm, superando os 231 cv disponíveis entre 5.000 rpm e 6.600 rpm do modelo precedente.
“O Audi Q3 teve uma excelente recepção do consumidor desde o lançamento da primeira geração e, ao longo dos últimos anos, consolidou-se como um dos nossos best-sellers, inclusive aqui no Brasil”, lembra Sascha Sauer, presidente & CEO da Audi do Brasil.
O executivo destaca que, com a nova geração, o veículo ficou ainda mais versátil, tecnológico e luxuoso, “por isso a certeza de que ele será uma opção extremamente competitiva no segmento dos utilitários compactos premium”.
O modelo passa a incorporar a transmissão automatizada S tronic de dupla embreagem, com sete marchas, associada ao sistema de tração integral permanente quattro. Sua aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 5,9 segundos, enquanto sua velocidade máxima é de 210 km/h.
Entre os itens de conforto e conveniência, a Audi destaca o ar-condicionado automático de 3 zonas com regulagem de temperatura para os passageiros do banco traseiro e os bancos dianteiros com aquecimento e ajuste elétrico com função memória para o motorista.
A lista de itens de tecnologia contempla, entre outros itens, o controle de cruzeiro adaptativo (ACC) com alerta de saída de faixa, assistente de estacionamento plus que permite que o motorista termine manobras iniciadas, assistente de frenagem de emergência na parte dianteira, detector de atenção e sonolência do motorista que monitora momentos de distração emitindo alerta na central multimídia.
A Bosch e a Mercedes-Benz elevaram as capacidades da engenharia automotiva do Brasil ao inaugurar oficialmente o CTVi, Centro de Testes Veiculares de Iracemápolis (SP). O empreendimento nasce como um dos mais completos do Hemisfério Sul, resultado de um investimento de R$ 130 milhões aplicados por meio de consórcio entre a sistemista e a fabricante de caminhões e ônibus.
O complexo de 4 mil m² reúne sete oficinas e cinco pistas de testes. Foram contemplados oval de alta velocidade, faixas de rodagem com diferentes tipos de pavimento, áreas de medição de frenagem com sistema de irrigação, além de espaços específicos destinados a diversos tipos de manobras para avaliar dinâmica e estabilidade dos veículos.
“O CVTi é mais que um campo de provas. Trata-se de uma plataforma de desenvolvimento voltada às necessidades da América Latina. O centro providencia as mesmas condições dos colegas do Hemisfério Norte. Não há mais impedimentos com relação à infraestrutura. A criatividade, agora, é o desafio a ser superado”, aponta Christof Weber, head de Desenvolvimento de caminhões da Mercedes-Benz.
O complexo é uma extensão da estrutura já antes realizada pela Mercedes-Benz, mas, até então, dedicada a veículos pesados. Com o consórcio com a Bosch, o projeto ganhou tração alcançar paridade com os principais berços de desenvolvimento veicular do mundo.
“O CTVi é capaz de absorver demandas em todas as etapas do desenvolvimento até a homologação com qualidade, repetibilidade, precisão técnica e confidencialidade. Está preparado para testes com tecnologias autônomas, de segurança, híbridas, elétricas, em emissões e eficiência energética”, resume Andreas Hueller, gestor do centro.
Para Denys Düver, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina, o centro oferece ferramentas para acelerar inovações na prática, além de conectar a indústria automotiva com visão de longo prazo.
“O setor se transforma de maneira rápida, com regras cada vez mais exigentes. Mas não basta apenas criar, é preciso testar e validar para o futuro da mobilidade. A tecnologia só tem valor quando funciona perfeitamente no dia a dia.”
Além apoiar projetos internos da Bosch e da Mercedes-Benz, o centro foi projetado para atender toda a indústria automotiva, por meio de locação, de veículos leves a pesados passando por motocicletas e máquinas. De acordo com Huller, da Bosch, atores do setor já estão se beneficiando da estrutura. “Só não posso revelar os nomes por questão de confidencialidade.”
No evento de 70 anos da Anfavea, entidade homenageia importantes jornalistas brasileiros, como Mauro Zafalon e Alzira Rodrigues
Uma programação intensa em Brasília (DF) que começou com sessão solene no plenário do Senado Federal, terminou em evento no Teatro Nacional e marcou os 70 anos da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
A Ferrari revelou, nesta sexta-feira (15), o seu mais novo One-Off: o HC25. Com a primeira aparição pública no Circuit Of The Americas, no Texas, o modelo ressuscita a arquitetura da F8 Spider, dobra a aposta na nova linguagem de design da marca e confirma a persistência da italiana quanto à visão do próprio futuro.
Design
O corpo, pintado na cor fosca Moonlight Grey, é atravessado por uma seção preta brilhante, como uma espécie de cinto, que integra as entradas de ar e a gestão térmica do motor. A silhueta em forma de seta desloca visualmente a cabine para a frente e gera uma percepção de movimento, mesmo quando o carro está estático, enquanto a traseira volumosa remete ao padrão visual das novas Ferraris de motor central (296 Speciale, 849 Testarossa e F80).
Porém, detalhes inéditos marcam a individualidade do modelo, como as luzes traseiras extremamente finas e as luzes diurnas dianteiras verticais em formato de bumerangue, que aparecem pela primeira vez em um carro da marca. No interior, o diálogo entre o cinza técnico e grafismos amarelos, que ecoam nas pinças de freio, reforça a atmosfera de cockpit personalizado.
Ressuscitando o V8 “puro”
Sob a carroceria inédita opera o bom e velho F154, presente desde 2013 com a California T, até os dias atuais na 849 Testarossa. O motor 3.9 V8 biturbo entrega 720 cv e 770 Nm de torque, permitindo que a HC25 atinja os 100 km/h em 2,9 segundos e uma velocidade máxima de 340 km/h, números idênticos aos da F8.
A escolha da plataforma da F8 Spider é simbólica. Ao utilizar este trem de força, a Ferrari entrega ao proprietário uma experiência até então já extinta: uma nova Ferrari V8 central sem a presença da eletrificação.
Atualmente, o único modelo novo puramente a combustão no line-up da marca é a Amalfi, mas que mantém o motor na frente do carro, oferecendo uma proposta mais voltada ao Gran Turismo e menos à esportividade e sensualidade das que contam com o motor central, que são as Ferraris no imaginário coletivo pelo mundo.
Aproveitando o momento
O lançamento da HC25 é de extrema conveniência, saindo num momento muito alto para o programa de Projetos Especiais. Recentemente, a Ferrari SP40, outra One-Off baseada na mesma arquitetura, conquistou o prestigioso prêmio Red Dot: Best of the Best.
A vitória reforçou a relevância do Ferrari Design Studio e do programa de One-Offs da Ferrari em criar veículos que não são apenas máquinas de desempenho, mas referências em design e exclusividade. Esse momento eleva a expectativa em cima da HC25, que ajuda a levar a filosofia de personalização da marca ao holofote e tem potencial de consolidar a Ferrari como um sério player no ultraluxo.
A Ferrari HC25 é prova de que, mesmo em uma era de eletrificação crescente, o purismo mecânico ainda está no topo da lista do mercado de ultralujo automotivo, mesmo que aliado ao design de vanguarda. Ao reciclar a finada plataforma da F8 em uma obra única, a Ferrari não apenas atende ao pedido de um cliente, mas imortaliza um capítulo fundamental de sua história. A HC25 entra para o panteão de Maranello como um revival da combustão interna, envolto na estética que ditará as regras nos próximos anos.
Especificações
Motor: V8 90° Turbo de 3.902 cc com cárter seco.
Performance: 720 cv de potência a 7.000 rpm e torque de 770 Nm.
Aceleração: 0 a 100 km/h em 2,9 segundos; 0 a 200 km/h em 8,2 segundos.
Velocidade máxima: 340 km/h.
Transmissão: câmbio F1 de dupla embreagem com 7 marchas.
Dimensões: 4.758 mm de comprimento e 2.006 mm de largura.
Rodas e Pneus: aro 20 com pneus 245/35 (frente) e 305/35 (traseira).
Sistemas eletrônicos: eDiff3, F1-Trac, SSC 6.1 e suspensão magnetorreológica SCM-E.
Yaris Cross XRX Hybrid, SUV compacto da Toyota na versão híbrida flex, leva uma vantagem frente aos concorrentes: economia de combustível: até 17,9 km/l, com gasolina.
A Volkswagen apresentou nesta sexta-feira (15), durante a tradicional corrida das 24 Horas de Nürburgring, na Alemanha, o inédito ID. Polo GTI. O modelo simboliza uma jogada estratégica para a fabricante alemã: exatamente 50 anos após a estreia do primeiro carro com o emblema GTI, a marca introduz a famosa sigla de desempenho em um veículo 100% elétrico pela primeira vez em sua história.
O modelo foi desenvolvido sobre a plataforma MEB+ e busca equilibrar o comportamento dinâmico característico da linha esportiva com a praticidade necessária para o uso cotidiano, mantendo o peso em 1.540 kg.
A herança mecânica e o elo com o passado
Para manter a identidade da linha, a Volkswagen optou por preservar a tração dianteira no ID. Polo GTI, repetindo o layout técnico inaugurado pelo Golf GTI de 1976 e mantido até os dias de hoje. O novo motor elétrico (sistema APP290) entrega 226 cv de potência e 29,6 kgfm de torque. Com esse conjunto, o compacto acelera de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos e atinge a velocidade máxima de 175 km/h.
Como o torque dos motores elétricos é entregue de forma imediata, a engenharia da marca instalou de série um diferencial dianteiro controlado eletronicamente, projetado para gerenciar a aderência nas curvas. O pacote dinâmico é complementado pela suspensão esportiva adaptativa DCC e por um sistema de direção progressiva recalibrado para o modelo.
Reinterpretação do design clássico
Visualmente, o ID. Polo GTI adota a nova linguagem de design da marca, batizada de Pure Positive, associada a rodas de liga leve de 19 polegadas. Os principais elementos de identificação dos GTIs históricos foram reincorporados no modelo elétrico:
A faixa vermelha: O tradicional friso vermelho atravessa quase toda a largura da dianteira, posicionando-se logo abaixo dos faróis de matriz LED IQ.LIGHT, acompanhado por um logotipo GTI em relevo 3D;
Coluna C proeminente: A coluna lateral traseira larga foi desenhada como uma referência direta ao formato clássico do Golf de primeira geração;
Spoiler bipartido: Na traseira, o aerofólio de teto é dividido ao meio, otimizando o fluxo de ar e diferenciando o GTI das versões mais comportadas.
No interior, a cabine traz o esquema de cores em preto e vermelho, com costuras contrastantes no volante esportivo e a icônica marcação das 12 horas. Os bancos premium utilizam um tecido que reinterpreta o clássico padrão xadrez tartan.
A tecnologia embarcada faz um aceno nostálgico: o painel digital de 10,25 polegadas e a central multimídia de 12,9 polegadas oferecem um “modo retrô”. Quando ativado, os gráficos das telas mudam para o estilo dos mostradores analógicos dos carros da marca dos anos 1980 e 1990, e a lista de músicas passa a ser exibida com a interface de uma fita cassete.
Autonomia, recarga e espaço interno
O modelo é alimentado por uma bateria NMC (níquel-manganês-cobalto) com capacidade líquida de 52 kWh, o que confere ao veículo uma autonomia de até 424 km, no ciclo WLTP. Em estações de carregamento rápido de corrente contínua (DC), o sistema suporta potências de até 105 kW, permitindo elevar o nível da bateria de 10% a 80% em cerca de 24 minutos.
Apesar das dimensões compactas, com seus 4.096 mm de comprimento e 2.599 mm de entre-eixos, o aproveitamento de espaço da plataforma elétrica garantiu 19 mm a mais de área interna para os ocupantes em comparação com equivalentes a combustão. O porta-malas oferece 441 litros de capacidade, subindo para 1.240 litros com os bancos traseiros rebatidos. Adicionalmente, o veículo possui capacidade de reboque de até 1,2 tonelada.
Em termos de segurança ativa, o ID. Polo GTI traz de série o sistema Connected Travel Assist, que agora inclui o reconhecimento de semáforos, sendo capaz de frear o carro de forma autônoma diante de um sinal vermelho. O modelo também adota a função de condução com um único pedal (one-pedal drive), que intensifica a frenagem regenerativa para desacelerar o carro assim que o motorista alivia o pedal do acelerador.
Especificações do ID. Polo GTI
Plataforma e estrutura: Base MEB+, com tração dianteira e suspensão adaptativa DCC;
Motorização: sistema elétrico APP290 com 226 cv (166 kW) e torque de 29,6 kgfm;
Desempenho: aceleração de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos; velocidade máxima de 175 km/h;
Bateria e carga: 52 kWh (NMC); recarga DC de até 105 kW (10% a 80% em 24 minutos);
Autonomia: até 424 km no padrão regulamentar WLTP;
Dimensões exteriores: 4.096 mm de comprimento, 1.816 mm de largura, 1.513 mm de altura e 2.599 mm de entre-eixos;
Capacidade de carga: 441 litros de porta-malas (expansível até 1.240 litros) e capacidade de reboque de 1.200 kg.