Autor: automoveis

  • Os “hermanos” também querem: Importadores argentinos planejam Salão do Automóvel para 2026

    Os “hermanos” também querem: Importadores argentinos planejam Salão do Automóvel para 2026

    Depois de um hiato considerável, o Salão do Automóvel poderá retornar à Argentina em 2026. A novidade, no entanto, vem com uma mudança significativa na organização: desta vez, o evento não será promovido pelos fabricantes de automóveis (Adefa), mas sim pela Câmara de Importadores de Automóveis (Cidoa). O anúncio foi feito pela entidade, que revelou a data provisória para o segundo semestre do próximo ano.

    Importadores argentinos planejam Salão do Automóvel para 2026

    A última edição do Salão de Buenos Aires organizada pela Adefa foi em junho de 2017. A edição de 2019 foi cancelada, e o mercado automotivo argentino aguardava ansiosamente por um novo evento que mostrasse as inovações e lançamentos.

    A iniciativa da Cidoa vem para preencher essa lacuna e celebrar os 50 anos da organização, que congrega importadores de marcas sem fábricas no país.


    O tema escolhido para a nova exposição da Cidoa é ambicioso: “Os carros mais modernos do mundo chegam à Argentina”. Esse foco reflete o momento de desregulamentação recente no país, que, segundo a entidade, permite a entrada de veículos de última geração, com tecnologia de ponta e os mais altos padrões internacionais de segurança – algo que não acontecia nos últimos 25 anos.

    Importadores argentinos planejam Salão do Automóvel para 2026 – Foto: Cidoa

     

    A Cidoa destaca que, historicamente, as marcas importadas foram as pioneiras na introdução de tecnologias avançadas no mercado argentino.  

    Veja o comunicado de imprensa: 

    As recentes medidas de desregulamentação permitem, pela primeira vez nos últimos 25 anos, a entrada de veículos de última geração, com tecnologia de ponta e os mais altos padrões internacionais de segurança. Historicamente, as marcas importadas foram pioneiras na introdução de tecnologias avançadas no mercado argentino.

    Durante a abertura das importações, na década de 1990, o público argentino descobriu pela primeira vez recursos que hoje consideramos básicos: vidros elétricos, direção hidráulica, travamento central e ar-condicionado de série. Essas inovações, que chegaram de mãos dadas com as marcas importadas, marcaram um antes e um depois nas expectativas dos consumidores argentinos.

    Por quase cinco décadas, a CIDOA trabalhou incansavelmente para promover a livre concorrência, a inovação tecnológica e o acesso dos consumidores argentinos a veículos de classe mundial a um preço competitivo.

    A organização reforça seu trabalho de quase cinco décadas para promover a livre concorrência, a inovação tecnológica e o acesso dos consumidores argentinos a veículos de classe mundial a preços competitivos.

    As marcas representadas pelos importadores que fazem parte da Cidoa incluem uma vasta gama de fabricantes, desde os premium até os asiáticos emergentes: Alfa Romeo, BMW, Jaguar, Mack, Mini, Land Rover, Porsche, Volvo, Hyundai, Isuzu, Kia, Subaru, Suzuki, BYD, Baic, Chery, DFSK, DFM, Foton, Geely, Great Wall, Haval, Jac, JMC e Shineray.


    E o Salão do Automóvel no Brasil?

    Enquanto os “hermanos” planejam seu retorno aos salões, o Brasil também se prepara para reviver o seu principal evento automotivo. Após anos de ausência, o Salão do Automóvel de São Paulo está com seu retorno previsto para novembro de 2025, embora com um formato diferente e mais focado em experiências e vendas diretas.

    O evento brasileiro, que deve acontecer no São Paulo Expo, promete ser mais dinâmico e interativo, buscando atrair um público que, cada vez mais, pesquisa e compra veículos online. A expectativa é que as montadoras aproveitem a oportunidade para apresentar lançamentos, tecnologias e tendências, especialmente no crescente segmento de veículos elétricos e híbridos.

    Você acha que o retorno dos Salões do Automóvel, tanto na Argentina quanto no Brasil, é importante para o mercado? Que tipo de inovações você espera ver nesses eventos?

    Leia também: Financiar carro novo em 2025 ainda vale a pena? Veja juros e valores atualizados



    Fonte: Garagem 360

  • Emplacamento de veículos no varejo recua 10% no semestre

    Emplacamento de veículos no varejo recua 10% no semestre

    Ao divulgar balanço do setor automotivo nesta segunda-feira, 7, o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, destacou que os sinais mais preocupantes atualmente vêm do mercado interno.

    Além do aumento da demanda por importados sete vezes acima da relativa aos nacionais – 15,6%ce 2,8% respectivamente -, o varejo vem demonstrando claros sinasis de desaceleração. “No acumulado do semestre, os negócios realizados por pessoas físicas caíram 10%”, informa Calvet.

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    Isso significa que são as vendas diretas, aquelas feitas via CNPJ, que estão segurando alta de 4,8% nos emplacamentos do ano, que atingiram quase 1,2 milhão de unidades contra total de 1,14 milhão do mesmo período de 2024. A venda para locadoras têm mantido participação de 28%, com 56,3 mil unidades negociadas em junho.

    Entre os dados preocupantes, Calvet também cita a média diária de vendas, que registra queda no comparativo anual após dois anos de alta. Em junho, foram licenciados 10,5 mil veículos por dia útil, recuo de 0,5% sobre maio e de 0,6% sobre o mesmo mês do ano passado.

    Os juros para aquisição de veículo estão em patamar elevado, lembra o presidente da Anfavea. Com a taxa Selic a 15% ao no, os juros para pessoas físicas chegou a 27,6% em junho e 19,3% para jurídicas. A inadimplência é de 4,9% e 3,1%, respectivamente, com tendência de alta por causa do aumento da Selic.

    Sobre as importações, Calvet previu que o setor vai chegar ao final do ano com a venda de mais de 200 mil unidades importadas da China, “o equivalente a uma fábrica no País”.

    O executivo também comentou sobre o estoque de carros chineses, que ultrassou 111 mil unidades em junho, e sobre o estoque das montadoras e concessionárias instaladas no País, que caiu de 259 mil para 270 mil unidades de maio para junho, equivalente a 39 dias de produção.

    IPI verde – carro sustentável

    Por fim, o presidente da Anfavea também falou do carro sustentável, projeto que envolve IPI reduzido para modelos menos poluentes:

    “Há uma previsão legal na MP do Mover do final de 2023 sobre o que chamamos de IPI Verde. É uma discussão que, portanto, já acontece há algum tempo. Hora esfria, hora aquece e mais recentemente voltou à pauta do governo federal”.

    A alíquota de IPI diferenciada para carros sustentáveis, aqueles com menos emissões e que tenham produção nacional, vai vigorar até final de 2026 porque com a reforma tributária, prevista para 2027, acaba o IPI.

    “Estamos buscando informações junto ao governo para ter mais detalhe sobre o andamento do projeto. Acreditamos que haja avanços nesta discussão mas ainda não há data para divulgação efetiva do carro sustentável. Estou em Brasília neste início de semana e pretendo conversar sobre o assunto com as autoridades responsáveis pelo projeto”, conclui Calvet.


    to: Divulgação/Toyota

     

     

     

     

     

     

     



    Fonte: Auto Industria

  • Flopou: por que o VW Tera não emplacou tanto quanto as reservas iniciais indicaram? Revelamos

    Flopou: por que o VW Tera não emplacou tanto quanto as reservas iniciais indicaram? Revelamos

    O VW Tera 2026 chegou chegando, com 12.000 unidades reservadas em apenas 50 minutos no lançamento, mas quando olhamos os números de vendas, a realidade é diferente. O novo SUV da Volkswagen apareceu como o 29º modelo mais emplacado no Brasil em junho, um número bem distante das grandes expectativas. O que aconteceu com as mais de 10 mil vendas que estavam faltando? Acompanhe o Garagem360 e descubra!

    O que explica as vendas aquém das reservas do VW Tera?

    O que está acontecendo com o VW Tera não é um mistério. A resposta está no famoso “ramp up” da produção, um termo da indústria automotiva que descreve o período de transição entre o início das vendas e a capacidade total de produção da fábrica.

    VW Tera

    Foto: Divulgação / Volkswagen

    No caso do Tera, a linha de montagem da Volkswagen em Taubaté (SP) ainda não conseguiu atender a todos os pedidos, o que levou a uma redução no número de unidades entregues no primeiro mês.

    Além disso, a estratégia da Volkswagen de abrir suas concessionárias para as primeiras vendas teve muito sucesso, mas a produção não conseguiu acompanhar o volume de reservas feitas.

    A princípio, o processo de ramp up significa que a entrega das unidades acontecerá de forma gradual, e, como os compradores têm até 30 dias para registrar o veículo, os números de licenciamento ainda não refletem toda a demanda gerada no lançamento.

    Por que o VW Tera não emplacou tanto?

    Inicialmente, alguns fatores explicam o porque do baixo emplacamento do novo Tera; confira:

    • Falta de capacidade de produção: A fábrica de Taubaté ainda não atingiu o ritmo de produção necessário
    • Vendas iniciais de unidades mais caras: As primeiras unidades vendidas foram as versões mais caras do modelo
    • Tempo de “ramp up”: A produção e as entregas estão sendo feitas gradualmente
    • Prazo para emplacamento: Compradores têm até 30 dias para registrar o veículo, o que impacta a contagem das vendas

    VW Tera vai ser sucesso no Brasil?

    Com a produção em andamento e o tempo de ramp up, o VW Tera tem um grande potencial de vendas nos próximos meses. Dessa forma, a Volkswagen continuará a aumentar a capacidade de entrega, o que deverá refletir em números mais expressivos no futuro.

    VW Tera

    Foto: Divulgação / Volkswagen

    Por enquanto, a fábrica ainda enfrenta desafios logísticos para atender toda a demanda, e o público precisará esperar um pouco mais até ver todas as unidades já reservadas nas ruas.

    E você, acha que o novo Tera vai se consolidar no mercado à medida que a produção aumenta? Comente aqui embaixo!



    Fonte: Garagem 360

  • Sucesso: carro da BYD que será produzido no Brasil bate 35 mil vendas; saiba qual o modelo

    Sucesso: carro da BYD que será produzido no Brasil bate 35 mil vendas; saiba qual o modelo

    O BYD Dolphin Mini fez história no mercado automotivo ao atingir 35 mil vendas no Brasil em poucos meses após o seu lançamento. O modelo, que é o primeiro carro 100% elétrico produzido no Brasil, se consolidou como líder de vendas de veículos eletrificados no país, marcando um passo importante para a BYD na produção local de carros elétricos. Acompanhe o Garagem360 e veja mais detalhes!

    BYD Dolphin Mini Brasil chegou para mudar o mercado de carros elétricos

    Lançado oficialmente no final de fevereiro de 2024, o BYD Dolphin Mini se tornou um verdadeiro sucesso no mercado de carros elétricos.

    Com uma montagem nacional iniciada na nova fábrica da montadora em Camaçari (BA), o modelo não só foi bem recebido pelos brasileiros, como também estabeleceu um novo marco para a montadora chinesa no país.

    BYD Dolphin Mini Brasil

    Foto: Garagem360

    Em menos de três meses, o Dolphin Mini se destacou por liderar as vendas de carros eletrificados no Brasil. Além disso, o modelo atingiu um marco global impressionante, com a BYD anunciando a produção de 1 milhão de unidades do Dolphin Mini ao redor do mundo.

    No entanto, essa marca foi atingida em tempo recorde, menos de três anos após seu lançamento, consolidando o modelo como um verdadeiro fenômeno no mercado de veículos elétricos de nível A00.

    Quais os destaques do BYD Dolphin Mini?

    Mas afinal, por que o BYD Dolphin Mini se destaca tanto no Brasil? O Garagem360 te conta alguns:

    • Produção nacional: agora, montado na nova planta da BYD em Camaçari (BA)
    • Líder de vendas: modelo 100% elétrico mais vendido no Brasil
    • Tecnologia de ponta: carro elétrico de baixo custo com eficiência energética
    • Sucesso global: mais de 1 milhão de unidades produzidas em menos de três anos

    O que faz o BYD Dolphin Mini ser tão popular no Brasil?

    A princípio, o sucesso do BYD Dolphin Mini no Brasil não é apenas um reflexo do preço acessível, mas também da adaptação do modelo às necessidades dos consumidores brasileiros.

    O carro é ideal para quem busca mobilidade urbana e uma alternativa ecológica aos modelos tradicionais. Além disso, a produção nacional ajudou a reduzir custos, tornando o modelo ainda mais competitivo no mercado.

    Com a tendência crescente de eletrificação no Brasil, o Dolphin Mini se posiciona como uma opção prática e eficiente para quem busca um carro pequeno, econômico e sustentável.

    Você, acha que o BYD Dolphin Mini vai continuar liderando o mercado de elétricos no Brasil? Conte pra gente nos comentários!



    Fonte: Garagem 360

  • Carros mais baratos em 2025: revelamos os modelos que cabem no seu bolso e conquistam os motoristas

    Carros mais baratos em 2025: revelamos os modelos que cabem no seu bolso e conquistam os motoristas

    O mercado de carros continua a oferecer modelos mais baratos para quem busca o primeiro automóvel ou soluções econômicas para o dia a dia. Com a inflação e os custos de vida mais altos, as montadoras têm se adaptado às necessidades dos consumidores oferecendo modelos de entrada com preços mais baixos, mas sem abrir mão de características essenciais. A seguir, o Garagem360 revela os veículos mais acessíveis de 2025!

    Quais são os carros mais baratos em 2025 no Brasil?

    Os carros mais baratos em 2025 são modelos compactos, hatchbacks e sedãs que continuam a ser uma excelente escolha para quem procura mobilidade a preços reduzidos.

    Carros mais baratos 2025

    Foto: Imagem gerada por IA

    A princípio, alguns dos carros mais procurados e que figuram entre os mais vendidos são o Renault Kwid, Fiat Mobi, Volkswagen Polo Track, Chevrolet Onix e Hyundai HB20 Sense. Porém, há também outras opções interessantes como Peugeot 208 Like, Citroën C3 Live, Toyota Yaris Hatch, Nissan March e Caoa Chery QQ.

    Esses modelos possuem motorização simples, mas eficiente, priorizam o consumo baixo de combustível e oferecem versões simplificadas, ideais para quem deseja economizar sem perder o essencial.

    Além disso, todos compartilham o objetivo de oferecer veículos de qualidade e mobilidade, mas sem comprometer o bolso.

    Quais características têm os carros mais baratos de 2025?

    Você deve estar se perguntando: esses carros baratos têm algo em comum? E sim, a maioria deles oferece:

    • Motorização 1.0 para reduzir o consumo de combustível e impostos
    • Câmbio manual, com opções automáticas nas versões mais completas
    • Acabamento simples: foco na funcionalidade e durabilidade
    • Itens de série básicos, como direção elétrica, ar-condicionado e sistemas de segurança como airbags e ABS
    • Conectividade: central multimídia básica ou preparação para acessórios adicionais

    Assim, tais características equilibram custo e benefício, tornando os carros de entrada ainda mais atraentes para quem precisa de um automóvel funcional, mas sem um preço alto.

    Quais os principais modelos populares em 2025?

    Atualmente, os carros mais baratos em 2025 no Brasil têm se mantido fieis ao conceito de veículos simples, mas que atendem muito bem as necessidades de quem busca um carro de baixo custo. Entre os modelos populares estão:

    • Renault Kwid
    • Fiat Mobi
    • Volkswagen Polo Track
    • Chevrolet Onix
    • Hyundai HB20 Sense
    • Peugeot 208 Like
    • Citroën C3 Live
    • Toyota Yaris Hatch
    • Nissan March
    • Caoa Chery QQ

    Esses modelos são constantemente procurados por quem busca um bom carro com o melhor custo-benefício, especialmente em um cenário econômico desafiador.

    E você, qual desses modelos mais baratos de 2025 está mais no seu perfil? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas ideias com a gente!



    Fonte: Garagem 360

  • Paziani responde por Vendas e Marketing da Omoda & Jaecoo

    Paziani responde por Vendas e Marketing da Omoda & Jaecoo

    A Omoda & Jaecoo conta agora com Mario Paziani como diretor de Vendas e Marketing no Brasil. A contratação reforça a estratégia para a expansão da rede de concessionárias da marca e chegada de novos produtos ao mercado nacional.

    Ao longo de duas décadas, Paziani tem passagem por montadoras como a Jaguar Land Rover, onde liderou a área de vendas, e por grandes grupos do varejo automotivo.

    “A O&J tem uma proposta de negócios pautada no crescimento sustentável. Vamos acelerar o processo de crescimento, gerenciando uma estratégia estruturada dos processos na rede, com foco em rentabilidade, ampliar sinergia entre vendas e marketing, com investimentos e parceria entre fabricante e concessionários”, afirma o executivo, que se reportará diretamente a Peng Hu, diretor geral marca no País.


    Foto: Divulgação

     



    Fonte: Auto Industria

  • Anfavea: “Teremos prazer de conversar com quem vier a produzir de verdade”.

    Anfavea: “Teremos prazer de conversar com quem vier a produzir de verdade”.

    Declarações feitas no início da semana passada por ocasião de evento promovido pela BYD em Camaçari, BA, tiveram ampla repercussão na coletiva de imprensa da Anfavea nesta segunda-feira, 7.

    Em pauta questões como o pleito de redução da alíquota de importação de veículos desmontados, o comentário por parte de dirigente da marca chinesa quanto à ineficiência da “velha indústria” e futuras associações à entidade que representa as montadoras aqui instaladas.

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    Produção de veículos tem queda por dois meses seguidos

    Baldy, da BYD, sobre filiação à Anfavea: “Precisamos ser convidados”.

    Com 111 mil unidades, recorde no estoque de carros chineses

    Igor Calvet, presidente da Anfavea, fez questão de deixar clara posição da entidade contrária ao pleito da BYD de redução do Imposto de Importação para unidades SKD (desmontadas). As alíquotas são de 28% para os híbridos e 25% para os 100% elétricos e a marca chinesa reivindica índice de apenas 10% para ambos.

    “O governo federal é competente o suficiente para entender que as forças desindustrializantes não devem prevalecer. Reduzir alíquota para importação de veículos desmontados é perpetuar um movimento de baixa sofisticação tecnológica e baixo nível de emprego. Por isso somos contra esse pleito”, comentou o executivo.

    Na sua avaliação, falar em SKD e CKD em altos volumes é ir contra a industrialização: “Se isso vier, muda o cenário dos investimentos atuais, estimados em R$ 130 bilhões. Pode sim inviabilizar investimentos anunciados, que foram negociados com as matrizes com base na proposta de industrialização do Mover”.

    Na última terça-feira, 1, o vice-presidente sênior da BYD Brasil, Alexandre Baldy, informou que, a partir da montagem de SKD na fábrica de Camaçari, a empresa pretende parar de importar três modelos completos: Dolphin Mini, Song Pro e King. Mas isso apenas se houver a redução da alíquota para tais unidades.

    Além disso, Baldy também cutucou as montadoras aqui instaladas, dizendo que “a velha indústria não está inquieta à toa” ao revelar que só o prédio de montagem final da fabricante chinesa é quase igual Às instalações totais da antiga Ford no local.

    Questionado sobre tal comentário, Calvet disse acreditar que o termo velha indústria não foi direcionado para a Anfavea e suas associadas, que investem continuamente em softwares, Indústria 4.0 e em vários outras inovações. “Se nova indústria for SKD, prefiro a velha”, rebateu.

    O presidente da Anfavea também falou sobre comentário de Baldy quanto à possível filiação à entidade das montadoras locais. Ao responder à pergunta de um jornalista nesse sentido, ele disse “precisamos ser convidados”.

    “A associação à Anfavea se dá por ocasião do início de produção no País”, frisou Calvet. “As empresas que quiserem se associar terão de conversar conosco. Não há na Anfavea qualquer discriminação por origem de capital. Vemos com bons olhos a chegada de novas marcas, caso da GWM e GAC, e queremos conversar com todas elas, mas tem de ser uma conversa mútua. O que queremos é produção local, Teremos o maior prazer de conversar com quem venha aqui produzir de verdade”.

    Importante lembrar que apesar do evento da semana passada, a BYD ainda não inaugurou oficialmente a fábrica baiana. Faltam licenças para que isso possa ocorrer e, por isso, a montagem por enquanto limita-se a poucos protótipos. Não há previsão de data para que as operações via SKD sejam efetivamente iniciadas.


    Foto: Divulgação/Anfavea



    Fonte: Auto Industria

  • Daniel Pereira gerencia Vendas & Marketing da Modefer na AL

    Daniel Pereira gerencia Vendas & Marketing da Modefer na AL

    A Modefer nomeou Daniel Vitor Pereira como gerente LATAM de Vendas & Marketing. Administrador de empresas, ele ingressou na fabricante de hélices e embreagens viscosas há 18 anos e vinha atuando como supervisor de vendas para a resosição.


    Foto: Divulgação



    Fonte: Auto Industria

  • A tentação dos “Olhos de Diabo” (Devils Eyes): Quando a criatividade vira multa e risco no trânsito

    A tentação dos “Olhos de Diabo” (Devils Eyes): Quando a criatividade vira multa e risco no trânsito

    A internet tem um poder inegável de transformar tendências globais em febres instantâneas, e o universo automotivo não fica de fora. A mais recente obsessão que tomou conta das redes sociais é a “Devil’s Eye” – ou “Olhos de Diabo” –, painéis de LED que simulam olhos animados e são instalados no para-brisa de veículos, transformando carros e caminhões em personagens digitais.

    Devils Eyes – acessório pode render multa

    Com instalação simples, a ideia de dar uma “personalidade” ao carro conquistou diversos internautas, gerando comentários como “Eu quero muitoo!! Meu carro tá chorando por um desse” e “É divertido, tira um pouco da ‘tensão’ do trânsito”.

    Apesar do apelo visual e da popularidade instantânea, essa “tendência da moda” colide diretamente com a legislação brasileira de trânsito, transformando a brincadeira em uma potencial dor de cabeça para os motoristas.

    Devils Eyes faz sucesso em outros países – Foto: Reprodução

    A diversão dos “olhos animados” encontra um obstáculo na Resolução 960/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), que é bastante clara. Este órgão, responsável por estabelecer as normas e regulamentos do trânsito no Brasil, proíbe a utilização de “qualquer inscrição, adesivo, legenda ou símbolo pintados ou afixados nas áreas envidraçadas dos veículos indispensáveis à dirigibilidade”.

    Os painéis de LED, por serem afixados no para-brisa e projetarem imagens na área de visão do motorista, enquadram-se perfeitamente nessa proibição. A lei visa garantir que a visão do condutor não seja comprometida por qualquer tipo de obstrução ou distração, fator crucial para a segurança de todos no trânsito.


    As Consequências de Ignorar a Lei: Multa, Pontos e Retenção do Veículo

    Para os motoristas que decidirem embarcar na onda da “Devil’s Eye”, as consequências podem ser bastante desagradáveis. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a instalação de equipamentos proibidos ou que comprometam a segurança no trânsito é classificada como infração média.

    Isso significa que o motorista flagrado utilizando esses painéis de LED poderá ser autuado e terá que arcar com:

    • Multa de R$ 195,23

    • Cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH)

    • Retenção do veículo até a regularização, ou seja, o acessório terá que ser removido no local ou o carro só será liberado após a retirada.

    Embora a fiscalização possa variar entre as regiões, a possibilidade de autuação é real. Além da ilegalidade, a principal preocupação das autoridades é a segurança. Qualquer elemento que possa distrair o motorista ou obstruir sua visão no para-brisa aumenta drasticamente o risco de acidentes, que podem ter consequências fatais.

    A tentação de personalizar o veículo com algo “viral” é compreensível, mas, no caso dos “olhos de diabo”, a moda pode custar caro e, o que é mais importante, colocar vidas em risco. A recomendação, portanto, é resistir à tendência e priorizar a segurança e a conformidade com as leis de trânsito.


    Você já viu algum carro com os “olhos de diabo” no trânsito? O que você pensa sobre essa tendência? Compartilhe sua opinião nos comentários!

     



    Fonte: Garagem 360

  • Com 111 mil unidades, recorde no estoque de carros chineses

    Com 111 mil unidades, recorde no estoque de carros chineses

    Com o objetivo de fugir do aumento da alíquota de importação de eletrificados no dia 1º deste mês, as marcas chinesas elevaram as compras lá fora nos últimos três meses e o estoque de carros provenientes do país asiático chegaram a 111 mil unidades em junho.

    Há um ano, quando também houve elevação do citado imposto, o estoque atingiu 86,3 mil unidades e há dois meses estava em 67,3 mil.

    Desde o início deste mês as alíquotas de importação passaram de 18% para 25% no caso dos 100% elétricos, de 20% para 28% os híbridos plug-in e de 25% para 30% os demais híbridos.

    As informações sobre estoques foram divulgadas nesta segunda-feira, 7, por Igor Calvet, presidente executivo da Anfavea, ao divulgar balanço semestral do setor, que ainda indica números positivos de produção, mas com desaceleração do ritmo de expansão nos últimos dois meses.

    “Esse elevado estoque de carros importados causa transtornos no mercado”, comentou o presidente da entidade que representa as montadoras instaladas no País, destacando que a produção brasileira já começa a ser afetada em função da chamada invasão chinesa.

    Enquanto a venda de importados creseu 15,6% no semestre, com 228 mil unidades este ano contra as 197 mil do mesmo período de 2024, a venda de carros e comerciais leves nacionais teve alta de apenas 2,6%, passando de 883,8 mil para 907,4 mil no comparativo interanual.

    Calvet disse que a elevação das alíquotas de importação contribui para reduzir o desequilíbrio competivo enfrentado hoje pela indústria nacional, mas ele não acredita em reflexo imediato dessa medida nas vendas locais de produtos importados por conta dos elevados estoques das marcas chinesas.

    Informou, inclusive, que a Anfavea continua defendendo a recomposição total das alíquotas de importação de eletrificados para 35%, índice que só está programado para ser retomado daqui a um ano.

    Os modelos chineses representaram 6% dos emplacamentos no semetre, com alta de 43% no comparativo das vendas de junho deste ano com as do mesmo mês do ano passado. Foram importados da China nos primeiros seis meses do ano total de 70,965 veículos leves, expansãode 37,3% no comparativo interanual.


    Foto: Divulgação/BYD



    Fonte: Auto Industria