AFarizon, marca chinesa de veículos elétricos da Geely representada no Brasil pelo Grupo Timber, aproveita a Eletrocar, que acontece no distrito Anhembi, na capital Paulista, para mostrar dois dos três modelos de carga que venderá no Brasil a partir de setembro, os utilitários V6E e SuperVAN.
O terceiro é um caminhão de pequeno porte, o H9E, que chega em duas configurações, de seis e oito toneladas. O gerente de produtos da marca, Rafael Avila, informa que o primeiro lote de 200 unidades já está desembarcando no Brasil e até o final do ano serão 500 à disposição do consumidor brasileiro.
Haverá uma concessionária modelo em Curitiba, PR, a ser inaugurada em setembro, e outros sete pontos de venda na região Sudeste em operação conjunta com a marca de máquinas Tiber. A ideia é estender o atendimento a outras regiões do país gradativamente a partir do ano que vem.
Também nos planos da marca chinesa para o mercado brasileiro, uma van de passageiro – ainda em fase de homologação – e caminhões de maior porte, que vão merecer um lançamento separado do que realizará em setembro para apresentar os comerciais leves.
No caso da SuperVAN, há configurações de 8m³ e 11m³. “Projetados para serem utilizados em centros urbanos, os modelos Farizon são equipados com motorização elétrica de alto desempenho, tecnologias embarcadas de segurança e gestão de frota, além de autonomia compatível com rotas logísticas de curta e média distância”, destaca Avila
Construída sobre a plataforma GXA-M, o furgão V6E tem dimensões externas de 4.845 mm de comprimento, 1.730 mm de largura e 1.985 mm de altura, além de entre eixos de 3.100 mm. O compartimento traseiro acomoda até 6 m³ de volume útil e suporta cerca de 1.150 kg de carga líquida, dependendo da configuração.
Sua motorização 100% elétrica entrega 100 kW (equivalente a 136 cv). O modelo é equipado com bateria de 81 kWh LFP, que proporciona uma autonomia de até 285 km no ciclo urbano (índice WLTC). A recarga rápida via corrente contínua (DC) permite atingir de 10% a 80% da carga em apenas 30 minutos, garantindo mais tempo de operação e menos paradas na rotina logística. A carga AC completa é feita em cerca de seis horas.
Em suas duas configurações, a SuperVAN tem motor elétrico entrega até 231 cv de potência, com tração traseira e velocidade máxima de 135 km/h. A autonomia é de 386 km pelo índice WLTP (Worldwide Harmonized Light Vehicle Test Procedure) e cerca de 300 km segundo estimativa do Inmetro, que está em fase de homologação dos modelos da Farizon.
Com relação ao caminhão pequeno Farizon H9E, a empresa destaca a motorização elétrica que entrega 190 cv de potência e torque de 42,3 kgfm, com tração traseira e velocidade máxima de 90 km/h. “Essa configuração garante ótimo desempenho mesmo com o veículo carregado”, comenta o gerente de produto, informando ainda que a autonomia chega a 324 km (índice WLTC).
ARenault está vivenciando drásticas mudanças de nomes no comando de suas operações na América do Sul. Apenas duas semanas depois da saída de Luiz Fernando Pedrucci do comando da região, nesta terça-feira, 24, foi a vez de Ricardo Gondo deixar a presidência e a operação brasileira.
Em curta nota, na qual agradece a contribuição de Gondo, a montadora comunicou que, a partir de 14 de julho, caberá ao argentino Ariel Montenegro o cargo de presidente e diretor geral da Renault do Brasil.
Montenegro se reportará diretamente a Fabrice Cambolive, CEO da Marca Renault, relação que foi estabelecida com a saída de Pedrucci e, embora ainda não confirmada, com o fim da estrutura regional.
Engenheiro mecânico, o novo presidente ingressou na Renault Argentina ainda como aprendiz em 2005. Desde então ocupou vários cargos na região das Américas e França.
Em 2020, foi nomeado Diretor Executivo e Chefe de Gabinete do CEO da Marca Renault. Desde 2022 era presidente e CEO da Renault-SOFASA, braço da montadora na Colômbia.
Entre a saída de Pedrucci, sem qualquer comunicado da empresa, e a de Gondo, que comandava a operação desde janeiro de 2019 — após a ascensão do próprio Pedrucci para o comando regional —, a Renault também foi sacudida, na semana passada, pela notícia da saída de nada menos do que Luca De Meo, CEO global da montadora nos últimos cinco anos.
Curiosamente, De Meo estará fora da montadora também a partir do dia 14, dia em que Montenegro assumirá oficialmente o posto de Gondo.
Gondo: 29 anos de empresa, os últimos cinco como presidente.
A troca de nomes em postos-chaves no Brasil e região ocorre em particularmente importante para a Renault. No próximo dia 9, a marca lançará o Boreal, terceiro SUV produzido em São José dos Pinhais, PR.
Também em julho, começará a vender no Brasil o primeiro modelo elétrico da parceira Geely, montadora chinesa que assumiu participação na fábrica paranaense e que produzirá futuramente no País.
Na semana passada a própria Geely informou que assumirá participação de 26,4% em joint venture controlada pela Renault e que se concentrará na produção e distribuição de carros no Brasil sob as marcas Renault e Geely, assim como também poderá fabricar e distribuir veículos comerciais leves sob a marca Renault. A parceria, entretanto, ainda depende de aprovação das autoridades econômicas.
O interesse dos consumidores em veículos elétricos tem aumentado a cada lançamento automotivo que chega ao Brasil. E prova disso é que uma nova marca chinesa que inicia as atividades no país pode fechar parceria com uma empresa de mobilidade. Trata-se da 99, que também segue fortalecendo sua estratégia de eletrificação da frota e anunciou a expansão da categoria exclusiva de carros elétricos para Brasília.
A iniciativa, batizada deElectric Pro, foi inaugurada inicialmente em São Paulo no fim de 2023 e já acumula mais de 10 milhões de passageiros transportados. Agora, a capital federal se torna a segunda cidade brasileira a contar com o serviço, que deverá ser implantado em mais capitais até o fim de 2025.
“A ideia desde o início foi democratizar o acesso ao carro elétrico para o motorista de aplicativo e, ao mesmo tempo, oferecer uma experiência diferenciada para o passageiro. Não basta lançar a categoria, é preciso garantir uma boa experiência para quem usa e para quem dirige”, diz Thiago Hipólito, diretor de Inovação da 99, em entrevista exclusiva à CNN Auto.
A categoria Electric Pro reúne veículos movidos exclusivamente a bateria. Segundo o app, motoristas podem reduzir até 80% em custos com combustível e manutenção. Além disso, os motoristas recebem, em média, 70% a mais no valor das corridas realizadas nessa categoria, além de pagarem uma taxa reduzida à 99 pelo uso do aplicativo. “Em média, o motorista economiza entre R$ 2.500 e R$ 3.000 por mês. É um ganho real e direto no bolso, sem contar a redução do desgaste mecânico do carro elétrico, que é naturalmente mais simples de manter”, afirmou.
BYD Dolphin: modelo elétrico usado por motoristas da 99 poderá receber crédito de carbono • Divulgação
Apesar os carros elétricos já estarem em todos os estados brasileiros, ainda não há categoria Electric Pro em todas as capitais. Segundo o executivo, isso depende de um critério técnico baseado na oferta mínima de veículos para garantir o bom funcionamento da categoria. “A gente precisa equilibrar a oferta e a demanda. Só lançamos em uma cidade quando temos carros suficientes para garantir uma boa experiência para os passageiros. Isso faz parte do nosso modelo de operação”, ressaltou.
GAC pode ser parceira também no Brasil
Outro ponto estratégico é a proximidade da 99 com a montadora chinesa GAC, que iniciou suas atividades no Brasil neste 2025. A GAC já atua junto à controladora da 99, a Didi, na China, inclusive em projetos de veículos autônomos. “Firmamos uma parceria na China para o desenvolvimento de carros autônomos e, com a chegada da GAC ao Brasil, enxergamos uma boa oportunidade de integração. Os carros elétricos deles têm ótimo potencial para a nossa operação”, avaliou.
Na China, as empresas apresentaram no Salão do Automóvel de Xangai 2025 um carro autônomo de nível 4 (L4), derivado do SUV elétrico Aion Y que é vendido no Brasil. O modelo tem 33 dispositivos, câmeras e sensores distribuídos pela carroceria, número 65% superior à média atual do segmento, que gira em torno de 20 sensores por modelo.
Entre eles, dez radares LIDAR, sendo quatro de longo alcance, com capacidade de até 200 metros, e seis posicionados para cobrir pontos cegos, garantindo cobertura completa de 360º e detecção precisa de obstáculos a até 10 centímetros. A central de processamento também chama atenção pela capacidade de 2.000 TOPS (trilhões de operações por segundo), valor que supera a performance combinada de mais de 60 smartphones de última geração ou cerca de dez GPUs avançadas.
GAC Aion Y: minivan elétrica é aposta contra o Dolphin • Thiago Ventura/CNN
As primeiras entregas do táxi autônomo DiDi e 99 estão previstas para o fim de 2025 em Guangzhou, na China, com expansão para a capital Pequim a partir de 2026. A produção voltada ao consumidor final, porém, permanece em estágio preliminar, enquanto as prioridades da marca seguem concentradas em mobilidade urbana compartilhada e frotas comerciais.
Se carro 100% autônomo ainda não é realidade no Brasil, pelo menos há possibilidade da GAC seja convidada a participar da Aliança pela Mobilidade Sustentável, criada pela 99 em 2022 e que já conta com as chinesas BYD e Caoa Chery.
A seleção dos veículos para integrar a categoria elétrica da 99, explicou Hipólito, segue critérios técnicos rigorosos. “Analisamos autonomia e custo de aquisição como dois fatores prioritários. O carro precisa ter preço competitivo e oferecer boa autonomia para atender a rotina pesada do motorista de aplicativo”, afirmou.
Além de ampliar a frota elétrica, a 99 também lança o 99 Food, serviço de entrega de refeiçõesque estreia nos próximos dias em Goiânia, antes de chegar a outras cidades. A aposta faz parte da estratégia de tornar a 99 uma plataforma completa de mobilidade e conveniência urbana.
O Dolphin Mini, compacto importado pela BYD, foi o vencedor da terceira edição do Prêmio Mobilidade Limpa. Organizada Agência AutoInforme, a premiação aponta automóveis e comerciais leves com os melhores índices de consumo energético (MJ/km).
O hatch elétrico que, promete a BYD, começará a ser montado em Camaçari, BA, foi definido como vencedor por banca de jurados formada por jornalistas automotivos e ambientalistas e escolhido somente entre veículos eletrificados. O modelo de maior eficiência energética consome apenas 0,41 MJ/Km.
Na edição deste ano, porém, os organizadores resgataram e organizaram dados públicos disponíveis do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, do Inmetro, data-base de dezembro de 2024, que considera 35 marcas e 1.481 modelos/versões nas categorias elétricos, plug-in, híbridos, flex, gasolina e diesel.
A ideia é, futuramente, ampliar o reconhecimento para os veículos a combustão. ” [O prêmio] objetiva difundir entre os consumidores brasileiros os veículos com os melhores índices de eficiência energética, em contribuição efetiva ao esforço de descarbonização do planeta”, diz Joel Leite, diretor da AutoInforme.
A GWM lançou uma série especial baseada no Haval H6 HEV. Chamada de H6 HEV One, a edição limitada tem 2 mil unidades e celebra os números da marca no Brasil.
O modelo mantém o motor 1.5 turbo e um motor elétrico. Juntos, eles somam 243 cv de potência e 54 kgfm de torque.
Com preço mais barato (R$ 199 mil), o Haval H6 HEV One perde alguns itens para chegar na nova precificação. Na prática, ele custa R$ 21 mil a menos que o Haval HEV padrão.
A série especial perde o teto solar panorâmico e a abertura elétrica da tampa do porta-malas. Por dentro, ele tem acabamento em black piano.
Modelo perde alguns itens de tecnologia • GWM/Divulgação
As rodas, contam com design exclusivo para a edição limitada e a lanterna traseira integrada tem acabamento vermelho, em vez do fumê.
O novo GWM Haval H6 One está disponível em três cores:
Preto Hematita;
Branco Ágata e;
Cinza Diamante.
O SUV híbrido da marca já está à venda nas concessionárias de todo o país, no site da GWM, no Mercado Livre e no e-commerce da marca.
A DRiV anuncia a contratação de Marcelo Rosa para diretor geral da operação brasileira. O executivo gaúcho de 44 anos acumula passagens por diversas empresas do setor ao longo de 25 anos, como Dana, Continental, Meritor e Affinia, nas quais ocupou posições de liderança em vendas, marketing, gestão de portfólio e reestruturação de negócios.
Engenheiro de produção, Rosa também fundou a MRA Automotive, consultoria voltada à indústria de autopeças e antes de chegar à DRiV respondia pelo braço de reposição da Dana na América do Sul.
Na DRiV, terá como missão liderar a expansão comercial e operacional da empresa, e acelerar o lançamento de novas linhas de produtos e marcas globais no portfólio local — como Champion, FP Diesel e Wagner, além de reforçar a participação das atuais Monroe e Monroe Axios.
Ainda que, na prática, exija estrutura de carregamento até agora inexistente, é fato que a notícia de desenvolvimento de uma bateria capaz de fornecer energia para que um carro elétrico percorra 3 mil km após meros 5 minutos num eletroposto anima os entusiastas de modelos movidos somente a eletricidade.
Pois é isso que a Huawei acaba de sinalizar como futuro não tão distante. A empresa chinesa, mais conhecida por suas tecnologias e produtos de telecomunicação, como celulares, patenteou baterias de estado sólido à base de sulfeto que, em tese, poder alcançar esses parâmetros hoje muito distantes da realidade das ruas.
A patente, informa o site Car News China, descreve uma bateria com densidades de energia entre 400 e 500 Wh/kg. Ou seja: duas a três vezes maior que a das células de íons de lítio convencionais.
Assim como outras empresas de tecnologia, a Huawei já investe em carros, elétrico ou não, sobretudo por meio de parcerias. A investida em baterias automotivas visa não só um novo negócio, mas também reduzir a dependência de terceiros para o fornecimento do componente, como a gigante do setor CATL e a própria BYD, também concorrente em automóveis.
Baterias de estado sólido estão na pauta das grandes empresas de vários países não de hoje. Ainda assim, a tecnologia segue em desenvolvimento com mais velocidade na China. Segundo o site, entidades chinesas registram mais de 7,6 mil patentes de baterias de estado sólido anualmente, mais de um terço de todo o mundo.
A própria CATL anunciou projeto piloto de produção de uma bateria de estado sólido até 2027. Porém, os custos ainda elevados frente às baterias de estado líquido seguem freando a oferta em massa.
{dropcap]A[/dropcap] prefeitura de Duque de Caxias (RJ) inicia período de testes com o ônibus elétrico da TEVX Higer Azure A12BR. A operação experimental faz parte de projeto de mobilidade de urbana sustentável que envolve o Governo do Estado por meio do Departamento de Transporte Rodoviário (Detro-RJ). O veículo estará em linha intermunicipal entre Xerém e Barra da Tijuca
O modelo promete ao menos 270 km de autonomia. Tem piso baixo, sistema de “ajoelhamento” da suspensão, conexão wi-fi, tomadas USB e ar-condicionado com dutos individuais.
Nos últimos meses, surgiram rumores sobre o retorno do Fiat Uno em 2026, com uma nova geração que substituiria modelos como o Fiat Argo e o Fiat Mobi. Mas será que esses rumores são verdadeiros ou apenas especulação? Vamos entender o que está por trás dessa expectativa e o que realmente podemos esperar do Fiat Uno 2026.
Fiat Uno 2026: O retorno do nome ou do modelo?
O que muitos não sabem é que a aparição do Fiat Uno 2026 pode não ser exatamente o que imaginamos. Na verdade, o modelo que pode ocupar esse espaço no mercado brasileiro é o Fiat Grande Panda, um carro compacto da Fiat que tem sido muito bem-sucedido na Europa.
A mudança de nome para Fiat Uno seria uma estratégia para reconectar com a tradição e o histórico de sucesso do antigo Uno no Brasil.
O Fiat Grande Panda já está sendo preparado para uma nova geração, e há rumores de que ele será lançado como sucessor dos modelos Fiat Argo e Fiat Mobi. A grande dúvida é: será que ele virá com o nome Fiat Uno em 2026? Ou será que o Panda seguirá com seu nome original, mantendo a tradição europeia?
Fiat Grande Panda – Foto: Divulgação
O Grande Panda
Revelado oficialmente em junho de 2025 na Itália, o Grande Panda é a nova aposta global da Fiat. De acordo com o CEO da marca, Olivier François, o modelo será produzido para atender a diversos mercados, incluindo o Brasil, e promete ser o carro compacto global da Fiat, um retorno da marca a essa estratégia, que não acontece desde o lançamento do Palio, em 1996.
O Grande Panda traz consigo um design contemporâneo, inspirado no famoso Panda de 1980, com suas linhas quadradas e retas. A dianteira conta com faróis interligados em formato de pixels, uma tendência de design que está ganhando destaque nos carros modernos. Na lateral, o nome Panda aparece em alto relevo, dando um toque de sofisticação e identidade ao modelo.
Além disso, o Grande Panda será oferecido com rodas de 16 polegadas de aço ou de liga leve de 17 polegadas, garantindo um visual robusto e moderno. Na Itália, o modelo chega com sete cores vibrantes, incluindo o amarelo marcante que adiciona um ar descolado e jovem ao veículo.
Fiat Grande Panda – Foto: Divulgação
Interior: Conforto e Sustentabilidade
Por dentro, o Grande Panda mantém o foco no conforto e na praticidade. Como é comum em modelos de entrada, o interior do carro apresenta plástico rígido, mas a Fiat se destaca pela utilização de materiais reciclados, como os 140 plásticos reciclados que foram usados para criar os componentes internos. As versões topo de linha contarão com revestimentos feitos a partir de 33% de fibras de bambu, um passo importante para a sustentabilidade.
Motorização: Eficiência e Desempenho
Em relação à motorização, o Fiat Grande Panda no Brasil deverá contar com o motor Firefly 1.0 aspirado nas versões mais acessíveis, entregando 75 cv de potência, assim como o Argo. Já nas versões mais caras, o modelo virá com o motor 1.0 Turbo T200, que promete um desempenho superior para os motoristas que buscam mais potência e desempenho nas estradas.
A expectativa é que o Grande Panda seja um carro acessível, mas que também atenda aos padrões modernos de tecnologia e eficiência, características essenciais para um modelo global.
O plano de eletrificação do Serviço Postal dos EUA (USPS) enfrenta um novo e custoso obstáculo, levantando questões sobre o desperdício de dinheiro público e a modernização de uma frota antiga com a adição de carros elétricos. Governo e Congresso se veem em um impasse que pode custar bilhões aos contribuintes.
Correios dos Estados Unidos não querem frota de carros elétricos
Desde o governo Trump, o USPS tem buscado renovar sua antiga frota de veículos de entrega. O plano original previa a adição de mais de 160.000 novas vans, com apenas 10% delas sendo elétricas. No entanto, após a eleição de 2020, o governo Biden solicitou ao Congresso uma participação muito maior de veículos elétricos.
Uma nova fórmula elevou o pedido mínimo de vans elétricas para 45.000, um aumento de 300%, além de quase 10.000 vans elétricas Ford E-Transit.
Com isso, os veículos adicionados à frota do USPS em 2025 serão quase igualmente divididos entre elétricos e a combustão, e a partir de 2026, serão exclusivamente elétricos. O cronograma revisado prevê a conclusão de todo o plano de US$ 10 bilhões até 2028.
Correios dos Estados Unidos não querem frota de carros elétricos – Foto: Reprodução
O impasse político e o custo para o contribuinte
A tentativa do Congresso e do governo de derrubar a ordem de eletrificação do Serviço Postal esbarrou em um entrave processual.
O supervisor do Senado indicou que a rejeição da ordem de veículos elétricos não pode ocorrer com maioria simples, exigindo uma maioria absoluta de 60 votos — uma tarefa árdua para os republicanos, que detêm apenas uma pequena maioria na casa.
O mais irônico é que ninguém no próprio Serviço Postal está pedindo essa reversão. Pelo contrário, o USPS alertou os legisladores de que reverter o processo agora seria um enorme desperdício de dinheiro do contribuinte.
Impasse pode gerar prejuízo – Foto: Getty Imagens
A substituição dos veículos elétricos já existentes custaria ao serviço aproximadamente US$ 1 bilhão. Desse valor, quase metade seria para veículos já entregues, somado ao custo de contratos para veículos ainda não entregues. Além disso, a desativação do sistema de recarga recém-instalado representaria uma perda de US$ 500 milhões em investimentos recentes.
Uma reviravolta neste momento não apenas jogaria dinheiro fora, mas também prejudicaria significativamente os esforços do USPS para modernizar sua frota. O dilema atual não é apenas político, mas também financeiro e logístico, com impactos diretos no bolso do cidadão e na eficiência do serviço postal.
O que você pensa sobre esse impasse na eletrificação do Serviço Postal dos EUA?