Autor: automoveis

  • Novo IPI traz avanços e retrocessos

    Novo IPI traz avanços e retrocessos

    No último 10 de julho o governo publicou decreto que estabelece novos e sofisticados critérios para calcular o IPI aplicado sobre veículos vendidos no País, sejam eles importados ou nacionais. A nova tributação, que vem sendo chamada de IPI Verde, foi criada pelo Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, obedecendo a um sistema de acréscimos e decréscimos de pontos, bônus e malus, que traz inegável avanço ao beneficiar carros que emitem menos CO2 e são mais eficientes, seguros e recicláveis. Contudo há distorções que trazem retrocessos justamente a todos esses benefícios.

    Em termos gerais foram estabelecidas três alíquotas básicas de IPI e uma delas, já em vigor, é de zero, especificamente para o que é chamado de Carro Sustentável, em uma falsa reedição do programa do carro popular 1.0, que isenta do imposto modelos compactos de hatches, SUVs e picapes, com industrialização nacional completa – estampagem, soldagem, pintura, montagem final e fabricação de motor no País –, emissão máxima do poço à roda de 83 gramas de CO2 por quilômetro e massa mínima de 80% de materiais recicláveis.

    Aí se revela a primeira distorção: a isenção total de IPI, até o fim de 2026, é concedida aos piores e mais depenados carros produzidos no País, ainda assim caros pelo que oferecem. Para ter direito ao incentivo esses veículos nem precisam atingir outras exigências para obter descontos no imposto, como eficiência energética e adoção de sistemas de segurança: basta ser pequeno e emitir pouco, o que se consegue com os motores mais fracos do mercado, caso dos 1.0 aspirados. Isto é um convite à não evolução destes produtos, pois já estão isentos e nada mais precisa ser aprimorado para obtenção do incentivo tributário.

    Para veículos leves que não atendem aos requisitos do chamado Carro Sustentável foram estabelecidas alíquotas básicas de IPI de 6,3% para automóveis de passageiros e de 3,9% para utilitários – outra distorção gritante aqui é incluir nesta categoria, com tarifa básica mais baixa, picapes enormes, luxuosas, ineficientes e caríssimas sem utilidade comercial, pois são utilizadas por muitos só para ostentar na mobilidade individual e familiar.

    Bônus anulados por malus

    A partir das alíquotas básicas do IPI começa a valer, em outubro, um sistema de acréscimos e decréscimos de pontos porcentuais, os bônus e malus, que leva em consideração a fonte energética do veículo – eletricidade, etanol, gasolina, diesel ou a mistura destes em híbridos plugáveis, fechados e leves –, potência do motor, o atendimento a metas de eficiência energética, desempenho de segurança e reciclabilidade.

    Todos estes critérios fazem sentido à primeira vista, pois em tese criam tributação mais justa do que havia antes, beneficiando veículos mais sustentáveis, eficientes e seguros, ao mesmo tempo em que pune os modelos que vão na contramão destes objetivos.

    Mas claramente a nova fórmula de cálculo traz alguns jabutis – aqueles animaizinhos cascudos que não sobem em árvores, mas se estão lá é porque alguém os colocou, neste caso representantes do governo e fabricantes de veículos que por meses discutiram e negociaram as novas regras.

    Alguns jabutis já se encontram pendurados em ganhos da árvore de fontes energéticas, que dá o maior desconto no IPI, de 2 pontos porcentuais, para carros elétricos e híbridos plug-in flex etanol-gasolina, e concede 1 ponto para híbridos flex leves, enquanto modelos com motor a etanol têm bônus de apenas 0,5 ponto e os flex equipados só com motor a combustão têm zero, não ganham nem perdem pontos.

    Como está, modelos com sistema híbrido flex leve ou completo, com pequena ou muita assistência elétrica, mas que podem usar só gasolina se o dono assim o desejar, são mais beneficiados com desconto de IPI do que um carro a etanol que pode consumir e emitir até menos do que um híbrido.

    Na tabela de bônus e malus dos veículos comerciais leves encontra-se outra distorção extremada: picapes a diesel, inclusive aquelas da mobilidade-ostentação, terão acréscimo de apenas 2,5 pontos na alíquota-base de 3,9% do IPI, enquanto automóveis a diesel – basicamente os SUVs 4×4 – pagarão 12 pontos a mais sobre a base de 6,3%.

    Ganha na energia e perde na potência

    As distorções seguem para a tabela de potências, em que apenas motores muito fracos, de até 55 cavalos, que nem são encontrados no mercado atualmente, têm desconto de 2,5 pontos, os até 66 cv têm 1,75 ponto, os até 72 cv ganham apenas 0,25 ponto e os até 85 cv não ganham nem perdem.

    Pelos critérios de potência a maioria dos veículos leves produzidos hoje no País terão acréscimos no IPI, de 0,75 ponto para os que têm até 105 cv e de 1,5 ponto para até 132 cv.

    Tributar veículos apenas por sua potência já é uma distorção em si, pois estimula a engenharia do atraso, aquela que tira cavalos do motor só para pagar menos imposto, mesmo que isto signifique perda de eficiência. Muitos veículos elétricos e híbridos beneficiados com bônus de 2 pontos por sua fonte energética mais limpa vão ser punidos com mais pontos no IPI só porque são mais potentes.

    Na prática um veículo muito eficiente em consumo e fonte energética limpa poderá ser punido com tributação maior por causa de sua potência. A quem interessa esta contradição?

    Oportunidades perdidas

    Também estão incluídos nos critérios de acréscimos e decréscimos do novo IPI o cumprimento de metas de segurança, reciclabilidade e eficiência energética, que já tinham sido estabelecidas por decreto anterior, de abril, que regulamenta os requisitos obrigatórios para comercialização de veículos no País do Programa Mover.

    Aqui, ao que parece, o governo atendeu aos pedidos dos fabricantes para não endurecer demais os objetivos e evitar custos.

    Para eficiência energética é concedido desconto de 1 a 2 pontos no IPI para aqueles carros que atinjam ou superem as metas, mas nenhuma punição de acréscimo ao imposto está prevista aos veículos que não atenderem.

    Da mesma forma é concedido 1 ponto de desconto no IPI de carros que atendam exigências de segurança e adoção de sistemas de assistência. Mas não se perde nada por não cumprir este objetivo, que já é bastante baixo, com a inclusão de sete itens obrigatórios que a maioria dos carros no País já possui, até por obrigação legal, como é o caso do controle eletrônico de estabilidade ESC. Aqui perde-se a oportunidade de ir além e incentivar a inclusão de mais sistemas de segurança ativa.

    Na questão de reciclabilidade concede-se de 1 a 2 pontos de desconto no IPI básico, respectivamente, para empresas que recolherem para sucateamento um veículo a cada dez ou a cada cinco produzidos. Assim está se dando incentivo tributário para algo que poderia ser simplesmente uma obrigação legal, a exemplo do que já acontece há anos com a logística reversa obrigatória de pneus no País.

    Enfim, o novo IPI tem a direção certa mas passa por desvios que, mais uma vez, tendem a atrasar o desenvolvimento da indústria automotiva no Brasil. Mas as regras valem por pouco tempo, só até o fim de 2026, quando o imposto começa a ser substituído pelo IVA criado na reforma tributária aprovada no fim de 2024. Até lá é possível aprimorar a tributação e evitar as distorções.


    * Pedro Kutney é jornalista especializado em economia, finanças e indústria automotiva. É autor da coluna Observatório Automotivo, especializada na cobertura do setor automotivo, e editor da revista AutoData. Ao longo de mais de 35 anos de profissão, foi editor do portal Automotive Business, editor da revista Automotive News Brasil e da Agência AutoData. Foi editor assistente de finanças no jornal Valor Econômico, repórter e redator das revistas Automóvel & Requinte, Quatro Rodas e Náutica.

    Ilustração: Pixabay



    Fonte: Auto Industria

  • Camex pode avaliar cotas para importação de SKD e CKD

    Camex pode avaliar cotas para importação de SKD e CKD



    Fonte: Auto Industria

  • Camex: AEA manifesta preocupação sobre pleito da BYD.

    Camex: AEA manifesta preocupação sobre pleito da BYD.

    A AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, emitiu nota oficial no final da tarde desta terça-feira, 29, mostrando preocupação quando à iminente decisão do Gecex (Comitê Executivo de Gestão da Camex) sobre a redução das tarifas de importação de kits CKD e SKD para 5% e 10%, respectivamente, para montagem de veículos eletrificados no Brasil.

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    Ameaça de redução da alíquota de SKD mobiliza setor automotivo

    Camex pode avaliar cotas para importação de SKD e CKD

    A reunião do Gecex-Camex, que acontece em Brasília nesta quarta-feira, 30, avalia pleito relativo a benefícios para importação de unidades desmontadas e semi-descomontadasa feito pela chinesa BYD, que investe em Camaçari, BA. Anfavea e quatro montadoras (Stellantis, GM, Volkswagen e Toyota) já se manifestaram contra a medida.

    Abaixo, a íntegra do documento da AEA:

    A discussão setorial relativa à vinda de novos OEMs no Brasil levanta uma questão que pode colaborar ou não para a continuidade do desenvolvimento e know-how do setor automotivo brasileiro. Diante da iminente decisão do Gecex (Comitê Executivo de Gestão da Camex), amanhã, 30 de julho, sobre a redução das tarifas de importação de kits CKD (Completely Knocked Down) e SKD (Semi Knocked Down), respectivamente de 5% e 10% aos veículos eletrificados, por três anos, a serem montados no País, a AEA manifesta preocupação quanto à ausência de proposições concretas das empresas pleiteantes em desenvolver a engenharia brasileira e, por consequência, a localização efetiva da produção, quando – em realidade – o País precisa incentivar a formação de técnicos e engenheiros, cenário que somente é possível com a atratividade do desenvolvimento local.

    Entidade técnica mais importante do setor automotivo nacional, a AEA entende que a chegada de newcomers é bem-vinda, mas acompanhada de investimentos que possam atender ao tripé de fatores econômico, social e ambiental, traduzidos em desenvolvimento e crescimento do Brasil, empregabilidade e tecnologias avançadas de proteção ao meio ambiente.

    Conduzida por representantes da indústria (montadoras e sistemistas), da academia e do Governo Federal, a AEA é defensora da engenharia automotiva nacional há mais de 40 anos, período em que sua participação foi determinante em todas as políticas públicas setoriais, elevando o Brasil a um dos polos produtivos de autoveículos mais expressivos do mundo.

    Por este motivo, a AEA reforça seu compromisso de apoiar a cadeia de valores da engenharia e da indústria automobilística nacionais.


     



    Fonte: Auto Industria

  • Fim da obrigação de autoescola para CNH preocupa setor: “É para liquidar”

    Fim da obrigação de autoescola para CNH preocupa setor: “É para liquidar”

    O Ministério do Transportes prepara uma medida para por fim na obrigatoriedade da autoescola para emissão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação). A pauta, no entanto, é vista com preocupação pelo setor. 

    Segundo o presidente do Sindicato dos Proprietário de Centros de Formação de Condutores do Estado de Pernambuco, Ygor Valença, a medida afeta diretamente mais de 300 mil empregos e 450 mil veículos que fazem parte da frota nacional. 

    “É um impacto de falência. Um processo desse é para liquidar”, destaca Valença, à CNN. O presidente do Sindicato ainda ressalta a falta de diálogo com o gestor do Ministério dos Transportes, Renan Filho. 

    “Chega a ser vergonhoso o que ele fala. Chego a pensar que é IA [Inteligência Artificial] para difamar a imagem do ministro. Não é possível que seja verdade”, lamenta o presidente do Sindicato em Pernambuco. 

    Segundo o Ministério dos Transportes, a medida se inspira em práticas adotadas em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, onde os modelos de formação são mais flexíveis e centrados na autonomia do cidadão.

    Medida é vista com preocupação

    Para o especialista em Trânsito e Direção Segura Luiz Fonseca, contudo, o tema deveria ser ser discutido de forma extensiva no congresso, levando em conta todas as responsabilidades do tema.

    “De forma afobada, o governo pode ver seus próprios membros e familiares vítimas dos acidentes que vão aumentar exponencialmente, pode ter certeza”, diz.

    O especialista ainda destacou que dirigir não é um direito, mas um “privilégio para aqueles que provam ser capazes de respeitar as regras e exigências da atividade”. 

    A pasta dos Transportes explica que o novo modelo pode reduzir o custo do documento em até 80% e está sob análise da Casa Civil.

    A Feneauto (Federação Nacional das Autoescolas do Brasil), diz ter sido surpreendida com a medida. A entidade ainda ressalta, em nota, que “a proposta do representante do Governo Federal é de flexibilizar a educação, o que certamente levará a um impacto ainda maior no prejuízo relevante já causado para saúde, previdência, empresas e família das vítimas”.

    Para o presidente do Sindautoescola.SP (Sindicato das Autoescolas, CFCs e Centros de Formação de Condutores no Estado de São Paulo), José Guedes Pereira, a formação de condutores deve ser encarada como uma política pública fundamental para a segurança viária.

    “A realização de aulas teóricas e práticas garante que futuros condutores adquiram não apenas habilidades técnicas para dirigir, mas também consciência sobre cidadania, direção defensiva, respeito às normas de trânsito e preservação da vida”, destaca Pereira.

    O projeto, já concluído pelo Ministério dos Transportes, aguarda a aprovação da Casa Civil da Presidência da República para ser implementado.

    Mais da metade dos donos de moto no Brasil não têm CNH na categoria



    Fonte: CNN Brasil Auto

  • Toyota Yaris Cross terá 3 versões e consumo de até 19 km/l; veja detalhes

    Toyota Yaris Cross terá 3 versões e consumo de até 19 km/l; veja detalhes

    O Toyota Yaris Cross 2025 segue causando curiosidade no mercado, com suas versões, motorizações e recursos de tecnologia. Com previsão de lançamento para outubro, o modelo será uma opção estratégica da marca japonesa no segmento dos SUVs compactos.

    Acompanhado de expectativas altas, o Yaris Cross vai concorrer diretamente com grandes nomes como o Volkswagen T-Cross, Honda HR-V e Hyundai Creta. E, pelo visto, a Toyota caprichou para entregar um modelo que tem tudo para ser sucesso no Brasil.

    Quer saber mais sobre suas versões e o consumo que ele promete? Acompanhe o Garagem360 e veja todos os detalhes!

    Toyota Yaris Cross terá 3 versões

    A princípio, o Yaris Cross será oferecido no Brasil em três versões: XS, XLS e XLS Hybrid. Cada uma delas traz uma proposta diferente, com equipamentos e motorização pensados para agradar desde quem busca economia de combustível até os que não abrem mão de tecnologia e conforto. Vamos conferir o que cada versão tem a oferecer?

    Toyota Yaris Cross

    Foto: Imagem gerada por IA

    XS

    Para quem busca um SUV com um excelente custo-benefício, o Yaris Cross XS é uma opção a ser considerada. Mesmo sendo a versão mais básica, ele vem recheado de itens de segurança e conforto, como:

    • Seis airbags (frontais, laterais e cortina)
    • Câmera de ré
    • Faróis em LED
    • Sensor de estacionamento traseiro
    • Frenagem automática de emergência
    • Ar-condicionado e volante com regulagem de altura

    A versão XS é ideal para quem não abre mão da segurança, mas busca um modelo com um preço mais em conta.

    XLS

    A versão XLS traz ainda mais equipamentos de série e mais tecnologia para quem deseja um pouco mais de sofisticação. Além dos recursos da versão XS, o Yaris Cross XLS vem com:

    • Sensor de estacionamento dianteiro
    • Assistente de permanência em faixa
    • Ar-condicionado automático
    • Bancos em couro com ajuste elétrico para o motorista
    • WiFi a bordo e carregador de celular por indução

    Assim, a versão é perfeita para quem deseja uma experiência de condução mais confortável e conectada.

    XLS Hybrid

    Agora, se a sua prioridade é o máximo de tecnologia e eficiência de combustível, o XLS Hybrid é o que você deve considerar.

    Toyota Yaris Cross

    Foto: Imagem gerada por IA

    Ele combina motor a combustão e elétrico para oferecer o melhor dos dois mundos: potência e economia. Além dos recursos das versões anteriores, o Yaris Cross XLS Hybrid vem com:

    • Câmeras 360º para visão total ao redor do veículo
    • Teto solar panorâmico
    • Sistema de recuperação de energia cinética
    • Motor híbrido com até 19 km/l de consumo na estrada

    A versão híbrida é uma ótima escolha para quem quer economizar na bomba e reduzir as emissões de CO₂, sem abrir mão do desempenho.

    Qual será o consumo do Toyota Yaris Cross?

    Se você está em dúvida sobre o consumo de combustível, o Yaris Cross promete agradar. O modelo tradicional (sem o sistema híbrido) entrega médias de 8 km/l na cidade e 9 km/l na estrada com etanol.

    Já com gasolina, esses números sobem para 12 km/l e 13 km/l, respectivamente. Agora, se a economia for sua prioridade, o XLS Hybrid se destaca, com números impressionantes: até 19 km/l na estrada com gasolina. Se você se preocupa com o consumo, o modelo híbrido pode ser a escolha mais vantajosa para o seu bolso.

    Yaris Cross vai competir com o Hyundai Creta e o Volkswagen T-Cross

    O Yaris Cross entra em um segmento altamente competitivo, disputando espaço com modelos renomados como o Hyundai Creta, o Volkswagen T-Cross e o Honda HR-V. Mas o que faz o Yaris Cross se destacar é o seu design moderno, a tecnologia embarcada e as opções de motorização, incluindo a versão híbrida.

    Toyota Yaris Cross

    Foto: Divulgação / Toyota

    A Toyota promete entregar um modelo que combina eficiência com sofisticação, o que pode ser um grande atrativo para os consumidores brasileiros.

    Com tantas opções de versões e um consumo de combustível altamente eficiente, o Toyota Yaris Cross 2025 se posiciona como uma excelente alternativa para quem busca um SUV compacto moderno e econômico.

    Seja para quem quer um modelo com mais tecnologia ou para quem procura um carro mais sustentável e econômico, o Yaris Cross promete entregar o que há de melhor em cada categoria.

    Conta pra gente: você também está empolgado para o lançamento do Yaris Cross em outubro?

    Veja em seguida: Acordo da BYD e Lula ameaça 70% dos empregos indiretos e investimento de R$ 180 bilhões



    Fonte: Garagem 360

  • Toyota, Tesla e outras montadoras que usam peças da BYD e você não sabia

    Toyota, Tesla e outras montadoras que usam peças da BYD e você não sabia

    Você sabia que montadoras renomadas como Toyota e Tesla utilizam peças da BYD, uma das gigantes chinesas no setor de veículos elétricos e baterias? Pois é, muitas das inovações tecnológicas dessas montadoras, como as baterias LFP da BYD, estão por trás de seus modelos mais populares, sem que os consumidores saibam.

    A seguir, o Garagem360 vai explicar sobre essa “parceria” e como essas gigantes do setor automotivo se beneficiam da expertise da BYD, especialmente em tecnologias de baterias.

    Toyota, Tesla e BYD: como as montadoras dependem das baterias da gigante chinesa?

    A BYD não é apenas uma fabricante de carros elétricos, mas também uma das principais fornecedoras de baterias para várias montadoras ao redor do mundo, incluindo Toyota e Tesla.

    Toyota; Tesla; BYD

    Foto: Divulgação / Toyota

    A empresa se destacou pela inovação em suas baterias Blade LFP, feitas de fosfato de ferro-lítio, que são conhecidas por sua segurança, durabilidade e custo-benefício.

    Tesla

    A montadora americana utiliza as baterias LFP da BYD no modelo Model Y Standard Range fabricado na Gigafábrica de Berlim. A colaboração entre as duas empresas está crescendo, e a BYD expressou seu interesse em expandir essa cooperação.

    Toyota

    Em contrapartida, a gigante japonesa tem um acordo de pesquisa e desenvolvimento com a BYD para veículos elétricos a bateria (BEVs). O foco está em tecnologias de baterias que não viciam, uma área onde a BYD tem investido muito. A parceria inclui o desenvolvimento de baterias mais eficientes e com maior longevidade.

    O que torna as baterias da BYD tão atrativas?

    Atualmente, as baterias Blade LFP da BYD têm sido a escolha preferida de várias montadoras devido às suas vantagens em relação a outras tecnologias. Mas o que exatamente torna as baterias da BYD uma escolha inteligente para Toyota, Tesla e outras empresas?

    Toyota; Tesla; BYD

    Foto: Divulgação

    • Segurança superior: As baterias LFP são menos propensas a pegar fogo, um problema que afeta outras tecnologias de baterias.
    • Durabilidade: Elas possuem uma vida útil mais longa, o que é um fator importante para a redução de custos ao longo do tempo.
    • Custo-benefício: As baterias LFP são mais acessíveis do que outras alternativas no mercado, tornando-as uma opção mais econômica para as montadoras.

    Quais outras montadoras utilizam baterias da BYD?

    Além de Toyota e Tesla, a BYD também fornece baterias para outras montadoras que buscam melhorar suas ofertas de veículos elétricos.

    Uma das principais concorrentes da BYD nesse mercado é a CATL, uma fabricante de baterias que também fornece baterias para BMW, Mercedes-Benz, Volkswagen e Volkswagen ID.

    Isso demonstra como o fornecimento de componentes, especialmente baterias, é uma prática comum entre as montadoras, especialmente no crescente mercado de carros elétricos.

    Conta pra gente: você imaginava que a Toyota e a Tesla estão utilizando baterias da BYD? Como você vê essa colaboração entre montadoras de diferentes países?

    Leia na sequência: Novo CEO da Stellantis (dona da Fiat e Jeep) promete tomar “decisões difíceis” após prejuízo de R$ 14 bilhões



    Fonte: Garagem 360

  • Fábrica de Betim já acumula 150 mil Fiat Fastback produzidos

    Fábrica de Betim já acumula 150 mil Fiat Fastback produzidos

    O Polo Automotivo Stellantis de Betim (MG) celebra a produção acumulada de 150 mil unidades do Fiat Fastback, o primeiro SUV cupê da marca, lançado em 2022. Recentemente atualizado para a linha 2026, o modelo também foi um dos escolhidos para introduzir a Fiat no segmento de híbrido, oferta surgida no fim do ano passado.

    O modelo é oferecido a partir de cinco versões: Fastback Turbo 200 AT, Audace T200 AT Hybrid, Impetus T200 AT Hybrid, Limited Edition T270 AT e Abarth. Tem argumentos baseados em custo-benefício, mas também opções com pacote generoso de equipamentos, o que inclui recursos de assistências de condução de ADAS, e apelo esportivo.

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    →Fiat Fastback renovado para preservar desempenho de mercado

    As recentes mudanças trouxeram atualizações visuais, caso da nova grade dianteira redesenhada com elementos verticais e acabamento em preto brilhante nas entradas de ar. A depender da versão, há acréscimo teto panorâmico, farol de neblina de Led, monitoramento de ponto cego, carregador de celular por indução e sistema multimídia em tela de 10,1 polegadas com Apple CarPlay ou Android Auto sem fio.


    Foto: Divulgação Fiat



    Fonte: Auto Industria

  • Ford investe US$ 40 milhões adicionais para aumentar oferta da Ranger

    Ford investe US$ 40 milhões adicionais para aumentar oferta da Ranger

    Com o objetivo de atender demanda crescente na América do Sul, a Ford decidiu investir US$ 40 milhões adicionais na produção da Ranger na Argentina. O aporte total agora será de US$ 700 milhões, com a oferta superando 80 mil unidades/ano da picape.

    Além disso, serão fabricadas versões cabine simples e chassi do modelo que tem 50% da produção destinada ao Brasil, seu principal mercado, seguido da Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Paraguai e Uruguai.

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    O volume programado de 80 mil unidades anuais representará um crescimento de 30% sobre 2024 e de 45% em relação a 2023, ano de lançamento da nova geração da picape.

    “A resposta dos clientes superou nossas expectativas mais otimistas e nos impulsiona a dar um passo a mais para abastecer a demanda local e regional”, comenta Martín Galdeano, presidente da Ford Argentina e América do Sul.

    De acordo com o executivo, a versão cabine simples, exposta na última Fenatran, foi muito bem recebida em sua pré-apresentação e deve atrair novos consumidores para a linha de comerciais leves da marca.

    No ano passado, as vendas da Ranger no Brasil cresceram cerca de 60%, somando mais de 28 mil unidades. Neste ano, no balanço do semestre, houve alta de 25% nos emplacamentos locais.

    A partir de um aporte inicial de US$ 660 milhões, a fábrica de Pacheco passou por uma transformação total, ganhando inclusive uma nova linha de motores.




    Fonte: Auto Industria

  • Na quarta-feira, 30, o “Good Day” da Geely no Brasil

    Na quarta-feira, 30, o “Good Day” da Geely no Brasil

    Marcado para esta quarta-feira, 30, no Jockey Clube de São Paulo, o evento G’Day, ou Good Day, marcará o início oficial das operações da marca chinesa Geely no Brasil.

    A empresa fez lançamento antecipada no último dia 17, quando abriu pré-venda do SUV elétrico EX5 nas versões PRO e MAX por, respectivamente, R$ 195.800 e R$ 215.800, exatos R$ 10 mil a menos do valor que vigorará a partir da quinta-feira, 31.

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    Geely volta ao Brasil com SUV elétrico e preços agressivos

    Geely compra parte da operação da Renault no Brasil para produzir veículos no Paraná

    O chefe de Vendas e Rede, Maurício Silveira Júnior, diz que a abertura da pré-venda há duas semanas permitiu aos consumidores reservarem as primeiras 300 unidades do modelo com condições exclusivas.

    A primeira concessionária da marca no País, a Globo Geely, está sendo inaugurada esta semana em São José dos Pinhais, PR. A ideia é ter 23 lojas ainda este ano, além da exposição do EX5 em 22 shoppings espalhados pelo Brasil.

    No primeiro semestre deste ano, a Geely Auto entrou em seis mercados emergentes, incluindo Austrália, Nova Zelândia, Indonésia, Vietnã e Grécia, e expandiu atuação em mercados europeus consolidados, como Polônia, Itália e Reino Unido, bem como anunciou operação em mercados de grande volume, como Brasil e África do Sul.

    Em meados de fevereiro foi anunciado um acordo de parceria no Brasil entre o Grupo Renault e o Grupo Geely Holding, a partir do qual a montadora chinesa poderá utilizar as estruturas fabris de vendas e de serviços da fabricante francesa.

    Sem revelar o valor da aquisição de parcela da operação brasileira por parte da Geely, os dois grupos informaram na ocasião que pretendem compartilhar as fábricas de automóveis e comerciais leves de São José dos Pinhais, complexo inaugurado em 1998.

    Mas até o momento nada há de oficial sobre produção local da marca chinesa.


    Foto: Divulgação/Geely



    Fonte: Auto Industria

  • AEA tem novo diretor

    AEA tem novo diretor

    Christian Michael Wahnfried é o novo diretor de Fora de Estrada e Estacionários da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA). Ele substitui Mauricio Lavoratti, que deixa a entidade por motivo de outros de desafios profissionais.

    Wahnfried é engenheiro mecânico, graduado pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI). Possui MBA em Gestão Estratégica das Organizações pela FGV e especialista em Requisitos, Combustíveis e Emissões na Robert Bosch, na divisão Powertrain Solutions, onde trabalha há 27 anos. O novo diretor já pertencia aos quadros da AEA, com participação em diversas comissões técnicas (CTs), além de ter sido o coordenador da CT de Diesel e Biodiesel por dez anos.

    Também participou ativamente da elaboração da proposta da nova fase de emissões para máquinas agrícolas e rodoviárias, o Proconve MAR-II, futura legislação que determinará os limites de emissões de motores de máquinas agrícolas e de construção rodoviárias novas.


    Foto: Divulgação AEA



    Fonte: Auto Industria