O Fiat Pulse alcançou dois marcos importantes ao final do mês de maio: 250 mil unidades produzidas, mas principalmente as 200 mil vendidas no Brasil. Desenvolvido no Polo Automotivo Stellantis de Betim (MG), o modelo foi o primeiro SUV da Fiat no mercado nacional.
O Pulse foi o escolhido da italiana para acompanhar as últimas tendências do mercado brasileiro e para compor o, muito bem-sucedido, lineup da Fiat no Brasil. O modelo chegou ao mercado em cinco versões: duas equipadas com o motor 1.3L Firefly; três com o motor Turbo 200 (duas MHEV); depois oferecendo uma 6.ª opção em parceria com a Abarth, oferecendo uma versão com viés mais esportivo para os clientes entusiastas, equipada com o famoso motor T270.
A adoção das opções MHEV segue a tendência protagonista do mercado brasileiro. Com a unidade T200 (flex) aliada ao câmbio CVT, o modelo reduz o consumo de combustível em até 10,7%, tanto na gasolina quanto no etanol.
Na linha 2026, o design da dianteira foi atualizado, incluindo novas grades, novo skidplate (grade inferior), mais largo e com temas geométricos. O para-choque também foi atualizado e agora possui dois apliques laterais com acabamentos que variam conforme a versão, além das entradas de ar funcionais. Ele também passou a oferecer teto solar como opcional, mirando numa experiência mais próxima de categorias mais rebuscadas. Por um valor também mais próximo, é claro.
“Alcançar 250 mil unidades produzidas e 200 mil unidades vendidas do Fiat Pulse é um marco que reforça a força da Fiat do Brasil. É um modelo desenvolvido para os brasileiros e que simboliza nossa capacidade de inovar, entender o consumidor e liderar novos caminhos no mercado automotivo”, reforça Frederico Battaglia, head das marcas Fiat e Abarth para a América do Sul.
A Renault Geely do Brasil confirmou, na terça-feira (2), a produção do Geely EX2 no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, até o final de 2026. O hatch será o segundo carro da Geely produzido no país, após o híbrido EX5 EM-i, e o primeiro 100% elétrico, sendo produzido na CVU (Curitiba Veículos Utilitários).
O EX2 foi lançado no Brasil em novembro de 2025 e vem crescendo exponencialmente no mercado e no desejo do consumidor brasileiro. Apesar de já ter sido o elétrico compacto mais vendido do mundo e o mais vendido da China em todas as categorias em 2025, fechando o ano com mais de 465 mil unidades vendidas, o crescimento da demanda nas terras tupiniquins abriu a necessidade de realizar a montagem no Brasil.
A produção do Geely EX2 no Complexo Ayrton Senna representa muito mais do que a nacionalização de um modelo. É um passo estratégico na jornada da Renault Geely do Brasil
Ariel Montenegro, presidente e diretor geral da Renault Geely do Brasil.
O hatch compacto 100% elétrico conta com uma bateria LFP de 39,4 kWh de capacidade, mas que carrega de 30 a 80% em aprox. 20 min a 70 kW em um ponto de recarga DC. Em carga lenta AC, dos 10% aos 100%, o tempo de espera pode durar até 6h30min. O modelo conta com um único motor montado no eixo traseiro — tornando-o o único compacto elétrico com tração traseira no Brasil — que carrega os 1300 kg totais e rende 289 km de autonomia (INMETRO).
Com os 116 cv de potência e 150 Nm de torque máximos, o Geely EX2 acelera de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos e atinge a velocidade máxima de 140km/h. O modelo não esconde que seu habitat natural é a cidade e o ambiente urbano e equipa uma gama completa de itens de mobilidade e segurança, como:
suspensões independentes McPherson na dianteira e Multi-Link na traseira;
375 L de porta-malas traseiro e 70 L do dianteiro;
presença de recursos como ACC (piloto automático adaptativo), AEB (frenagem automática de emergência) e LDW (alerta de mudança de faixa);
O segmento de hatches compactos premium registra uma das movimentações estratégicas mais surpreendentes deste início de junho de 2026.
A Renault oficializou a sua participação no projeto de desenvolvimento do novo Ford Fiesta, fornecendo um impulso decisivo para viabilizar o retorno do consagrado modelo ao mercado nacional.
Essa cooperação industrial entre a fabricante francesa e a montadora norte-americana promete redefinir as frentes de concorrência, otimizando os custos de produção para entregar um veículo altamente eficiente aos compradores.
Sinergia automotiva e o compartilhamento de engenharia
A entrada da Renault na concepção do novo Ford Fiesta vai muito além de uma simples aliança comercial, representando um intercâmbio profundo de expertise técnica.
A expectativa do setor é que a plataforma do hatch herde inovações estruturais importantes em termos de motorização eficiente, identidade visual e tecnologia de conectividade embarcada.
Aproveitando o histórico de sucesso e soluções já consolidadas na frota da marca francesa.
O objetivo principal dessa cooperação apoia-se em atender às novas exigências do consumidor moderno:
Eficiência Energética: Foco no desenvolvimento de motores modernos e calibrados para entregar máxima economia de combustível no tráfego urbano diário.
Conectividade Avançada: Cabine equipada com sistemas multimídia de vanguarda e ampla integração com smartphones.
Redução de Custos de Escala: O compartilhamento de componentes entre as duas gigantes automotivas ajuda a baratear o custo final de montagem na linha de produção.
Posicionamento de mercado e a projeção de preços frente aos rivais
Com a força industrial da Renault operando nos bastidores do projeto, o novo Ford Fiesta chegará com fôlego renovado para enfrentar os líderes absolutos de emplacamentos no país.
O hatch terá a missão de rivalizar diretamente com modelos amplamente consolidados como o Chevrolet Onix, o Hyundai HB20 e o Volkswagen Polo, acirrando a disputa por listas de equipamentos mais generosas nas concessionárias brasileiras.
Fontes ligadas ao desenvolvimento do veículo indicam que a estreia oficial está prevista para ocorrer ao longo do segundo semestre de 2026.
Graças à otimização financeira proporcionada pela parceria, especialistas do varejo automotivo estimam que o modelo possa ser lançado com preços altamente competitivos, partindo da faixa de R$ 75.000,00 em suas configurações de entrada.
Realizar um planejamento financeiro acompanhando esses bastidores é fundamental para quem deseja garantir uma transação comercial protegida e investir em um patrimônio com excelente valor de revenda futuro.
A Phinia reforça papel estratégico como fornecedora de sistema de combustíveis com inauguração de linha de produção dedicada a injetor direto de combustível (GDi) na unidade de Piracicaba (SP). A decisão coloca a empresa com a única no País a poder oferecer o componente com capacidade para trabalhar com até 350 bar, o que se traduz em queima de combustível mais eficiente.
A produção do GDi não é exatamente uma novidade nas atividades da fábrica do interior paulista, montados até então com componentes importados. Agora, com a localização, resultado de aportes que somaram por volta de R$ 150 milhões, a unidade fabril ganha mais relevância na rede de produção da empresa para abastecer não só o mercado brasileiro, mas também externos.
De acordo com Giovani Benato, diretor-geral da planta da Phinia em Piracicaba, a decisão pela nacionalização do GDi ocorre alinhada a tendência de expansão na oferta de modelo híbridos. “Veículos adicionais previsto para o Brasil deverão adotar o sistema da companhia, com crescimento gradual da produção para atender ao aumento esperado da demanda.”
O executivo prefere revela a capacidade instalada da linha do GDi, mas afirma estar preparada para atender à atual demanda local e projetada para dobrar o volume com a adição de mais máquinas.
Negociações em andamento
“Com a localização, despertamos interesse de mais montadoras, porque nosso produto é o único a trabalhar com 350 bar. Novas negociações já estão andamento e devem ser concretizadas de 12 a 18 meses, talvez até menos”, adianta Benato, deixando pistas de marcas chineses, já clientes da empresa em outros mercados.
“Se na estratégia deles estiver a produção de motores aqui, estaremos prontos para suportá-los com sistemas de injeção de combustível.”
35 anos de evolução tecnológica
A inauguração da linha de GDi foi bom pretexto para marcar o aniversário de 35 anos da fábrica de Piracicaba da Phinia. Unidade, responsável por sistemas de injeção de combustível (gasolina, flexfuel e diesel), foi peça-chave na evolução tecnológica do mercado brasileiro desde a aposentaria do carburador.
Atualmente, com um quadro por volta de 1 mil pessoas, a planta trabalha em regime de três turnos e produz em torno de 11 milhões de componentes por ano destinados tanto o Brasil quanto clientes internacionais, em contratos na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia. Do total produzido, 50% abastecem o mercado de reposição.
O presidente da Anfavea , Igor Calvet, revelou nesta quarta-feira, 3, que já chega a 600 mil o número de inscritos no Move Brasil – Taxi & App, programa que vai destinar R$ 30 bilhões para que motoristas de aplicativos e taxistas possam comprar um carro 0 km de até R$ 150 mil com taxa de juro reduzida e seis meses de carência para pagar
A informação, segundo o executivo, foi fornecida pelo MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústrial, Comércio e Serviços, responsável pelo programa divulgado no mês passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os créditos aprovados será liberados a partir do próximo dia 19.
“São inscrições que ainda terão de passar pelo crivo dos bancos para serem aprovadas ou não. Mas é um número significativo. Se um terço conseguir o crédito, serão comercializados 200 mil veículos novos no contexto do programa”, comentou Calvet.
Ele diz ser difícil saber se tal volume representará antecipação de compra ou acréscimo de negócios na área, mas da mesma forma que a Fenabrave se manifestou na véspera, admitiu que a projeção de vendas de veículos leves será revista para cima. O novo índice será divulgado em julho.
A Anfavea projetou no início do ano alta de 2,8% nas vendas de carros e comerciais leves, porcentual próximo ao divulgado na mesma ocasião pela Fenabrave (mais 3%).
No acumulado de janeiro a maio, contudo, o segmento já emplacou quase 1,1 milhão de unidades, expansão de 18,2% sobre o mesmo período de 2025.
Calvet participou nesta quarta-feira da divulgação do Anfavea Visions 2026, que acontecerá nos próximos dias 9 e 10, terça-feira e quarta-feira da semana que vem, no Hotel Unique, na capital paulista.
O evento terá mais de 30 palestrantes distribuídos em 15 atividades e quatro trilhas de conteúdo, abordando desde inteligência artificial até conectividade e transição energética. Já confirmaram participação os CEOs da Stellantis, Toyota, Volkswagen eHponda, entre outras motnadoras.
O BYD Dolphin Mini entrou em junho com uma redução que muda a comparação entre carros elétricos e modelos a combustão de entrada. A versão GL do hatch passou de R$ 118.990 para R$ 109.990, em uma condição promocional voltada à venda direta.
Com o corte de 7,56%, o compacto elétrico fica apenas R$ 2.800 acima do Volkswagen Tera MPI manual, versão de entrada do SUV compacto, anunciado por R$ 107.190.
Dolphin Mini fica quase no preço do VW Tera manual
A diferença curta entre os dois modelos cria uma disputa curiosa. De um lado, está o Dolphin Mini GL, hatch elétrico urbano da BYD. Do outro, aparece o Tera MPI, SUV compacto da Volkswagen com motor 1.0 aspirado e câmbio manual.
Na prática, a promoção coloca o elétrico da marca chinesa em uma faixa de preço que antes parecia mais ocupada por hatches, sedãs compactos e SUVs de entrada a combustão.
Modelo
Preço citado
Diferença para o Dolphin Mini
BYD Dolphin Mini GL
R$ 109.990
—
Volkswagen Tera MPI manual
R$ 107.190
R$ 2.800 a menos
Preço de tabela do Dolphin Mini GL
R$ 118.990
R$ 9.000 a mais
A comparação chama atenção porque o consumidor passa a olhar para propostas bem diferentes dentro de uma distância pequena de preço.
Oferta da BYD tem condição específica
Apesar do valor agressivo, a promoção não vale para qualquer tipo de compra. O preço de R$ 109.990 é destinado à venda direta, com foco em clientes com CNPJ ativo, frotistas e empresas.
A BYD também trabalha com condições específicas para outros públicos. Para PcD, o Dolphin Mini GL aparece por R$ 99.990. Já para taxistas, o valor informado é de R$ 98.590.
O que muda para o consumidor
O principal efeito da oferta é reposicionar o Dolphin Mini na cabeça de quem pesquisa carro novo em junho. O modelo deixa de ser comparado apenas com outros elétricos e passa a encarar opções populares de maior volume. Entre os pontos que pesam na decisão estão:
preço próximo ao de um SUV compacto de entrada;
proposta 100% elétrica para uso urbano;
custo inicial menor em relação ao preço de tabela;
condição limitada a públicos específicos;
comparação direta com modelos flex mais tradicionais.
BYD pressiona rivais com preço mais agressivo
A redução reforça a estratégia da BYD de aproximar seus elétricos de carros a combustão mais vendidos no Brasil. O Dolphin Mini já vinha se destacando entre os compactos e, com a nova condição, ganha uma vitrine ainda mais forte.
Para a Volkswagen, a provocação vem justamente porque o Tera é uma das apostas recentes da marca no segmento de SUVs compactos. Mesmo sendo um SUV, ele passa a dividir a atenção com um hatch elétrico que custa quase o mesmo em determinadas condições.
A disputa mostra como junho pode ficar mais competitivo para quem busca carro novo, especialmente quando o preço começa a aproximar propostas que antes pareciam distantes.
O mercado automotivo brasileiro passa por um momento de intensa readequação técnica neste início de junho de 2026.
A implementação rigorosa das novas faixas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), batizado de IPI Verde e integrado ao programa nacional Mover, caiu como um verdadeiro banho de água fria.
Para escapar de alíquotas abusivas e manter a atratividade comercial nas concessionárias, Caoa Chery, Stellantis (Fiat), Hyundai e Renault foram forçadas a recalibrar seus motores e reduzir voluntariamente a cavalaria de seus principais veículos.
Engenharia recalibrada para fugir das maiores alíquotas tributárias
A nova metodologia de cálculo do faturamento fiscal prioriza a potência máxima desenvolvida pelos motores em vez da antiga capacidade cúbica (cilindrada).
Modelos que antes ostentavam excelente desempenho nas pistas precisaram passar por reduções nas suas programações eletrônicas de fábrica para se enquadrar nas frentes tributárias de menor cobrança.
Essa perda de potência garante uma transação comercial protegida e evita o repasse de custos astronômicos para o bolso do consumidor.
A Caoa Chery e a Renault despontaram entre as marcas que reconfiguraram seus principais produtos:
Linha Caoa Chery Tiggo: Os utilitários esportivos Tiggo 7 Sport, Tiggo7 Pro e Tiggo 8 sofreram reduções nos motores 1.5 e 1.6 turbo.
O bloco 1.5 turbo recuou de 150 cv para 143 cv (ajustado para 142,8 cv), poupando 0,75 ponto percentual de imposto.
Já o propulsor 1.6 turbo caiu de 187 cv para 180 cv (ajustado para 179,5 cv), gerando um abatimento de 1,5 ponto percentual no IPI.
Renault Kardian: O crossover compacto equipado com o motor 1.0 TCe turbo flex teve o rendimento diminuído de 125 cv para a faixa aproximada de 115 cv, assegurando o enquadramento na faixa mínima de tributação extra do fisco.
Readequação em massa atinge Stellantis, Chevrolet e Hyundai
O movimento de redução de força para blindar o fluxo de caixa também foi abraçado por outros players de peso do cenário nacional.b
A Stellantis (controladora da Fiat e da Jeep) agiu de forma pioneira ao rebaixar o motor T270 1.3 turbo de 185 cv para 176 cv, mudança que impactou diretamente os modelos Jeep Renegade, Compass, Commander, além dos Fiat Toro e Fastback.
O grupo agora estende a medida ao motor T200 1.0 turbo, reduzindo o rendimento de 130 cv para 116 cv nas gamas do Fiat Pulse, Strada, Fastback, Peugeot 208, 2008 e nas variantes da Citroën (C3, Aircross e Basalt).
Outras montadoras completam o quadro de ajustes nos pátios nacionais:
Chevrolet: Reprogramou o bloco 1.0 turbo de 121 cv para 115 cv de entrega máxima, alterando as fichas técnicas do Onix, Onix Plus e do SUV Tracker.
Hyundai: Promoveu uma das reduções mais severas do mercado ao cortar o rendimento do motor 1.6 turbo (TGDi) do Creta de potentes 193 cv para 176 cv.
Volkswagen: Beneficia-se da nova regra com o motor 1.0 TSI de 116 cv, especificação que já vinha sendo adotada de fábrica nas linhas do Polo e do Virtus.
Embora a perda de alguns cavalos de potência possa parecer frustrante em um primeiro olhar, engenheiros mecânicos destacam que o impacto na dirigibilidade urbana do dia a dia é sutil e dificilmente percebido pelo condutor.
No entanto, para a planilha de custos das montadoras e para o planejamento financeiro do comprador em 2026, a estratégia é essencial para garantir um patrimônio valioso sem pagar sobretaxas desnecessárias ao governo federal.
A partir do dia 11 de junho, a Comunicação Corporativa da Stellantis na América do Sul passa a ser comandada por João Veloso, que retorna ao grupo após 11 anos. O executivo, que vinha respondendo pela mesma área na operação latinoamericana do BMW Group, sediada no México, ocuparará o cargo de vice-presidente no lugar de Fabrício Biondo, que desenvolvia a função desde a criação da Stellantis, em 2021.
Veloso trabalhou na FCA entre 2007 e 2013. Iniciou seus mais de 25 anos de trajetória no setor automotivo na comunicação da Delphi e acumula passagens ainda pela Nissan e agências de comunicação.
Biondo assume como vice-presidente Desenvolvimento de Negócios e Estratégia Corporativa e contribuirá para a visão estratégica de negócios orientada ao mercado e às oportunidades de crescimento. Ele ingressou no grupo por meio da PSA, em 2011, e tem experiência multidisciplinar, como em marketing e produto.
A nova posição de Biondo era ocupada até então por Erica Schwam, deslocada para a recém-criada Regional AI Transformation. Ela estará conectada a outros seis hubs de outras regiões empresa para implementar, adaptar e ampliar o uso da inteligência artificial corporativa na América do Sul.
A Stellantis também criou a área de Customer Journey Excellence, para a qual designou como vice-presidente Ricardo Gouveia, que vinha respondento pela operação comercial da Jeep no Brasil.
A nova regra do IPI Verde abriu uma corrida silenciosa entre as montadoras no Brasil. Para pagar menos imposto, marcas passaram a recalibrar motores e reduzir potência de modelos já conhecidos do consumidor.
Na prática, carros como Hyundai Creta, Fiat Fastback e Renault Kardian entram em uma fase de mudanças técnicas provocadas pelo novo cálculo tributário. A regra considera pontos como eficiência energética, emissões, reciclabilidade, segurança e potência.
O resultado pode aparecer em SUVs menos potentes, mas também com chance de preços mais competitivos nas concessionárias.
Nova regra do IPI pressiona SUVs vendidos no Brasil
O novo modelo de cobrança do IPI criou faixas que favorecem veículos mais eficientes e com menor impacto ambiental. Com isso, a potência passou a pesar diretamente na conta das montadoras.
A mudança não significa que o governo reduziu a força dos carros de forma direta. Porém, a regra cria uma pressão clara: quem conseguir enquadrar o modelo em uma faixa melhor pode pagar menos imposto.
Por isso, algumas marcas já começaram a mexer em motores turbo flex. O objetivo é reduzir cavalaria sem alterar profundamente a proposta do carro.
Fiat Fastback já sente mudança nos motores turbo
Entre os casos mais visíveis está o Fiat Fastback, que usa motores turbo da Stellantis. O 1.3 turbo T270 já passou por redução de potência, saindo de 185 cv para 176 cv com etanol.
Essa recalibragem também alcança outros modelos do grupo que usam o mesmo conjunto mecânico. A medida ajuda os carros a ficarem em uma faixa tributária mais favorável.
O motor 1.0 turbo T200 também deve entrar nessa lógica. A expectativa é de queda da potência para perto de 116 cv, mantendo o torque como principal argumento de desempenho no uso urbano.
Modelo
Motor envolvido
Mudança esperada
Fiat Fastback
1.3 turbo T270
De 185 cv para 176 cv
Fiat Fastback
1.0 turbo T200
Potência próxima de 116 cv
Renault Kardian
1.0 TCe turbo
Redução perto de 10 cv
Hyundai Creta
Linha turbo/flex
Adequação à nova lógica tributária
Renault Kardian pode ganhar versão mais barata
O Renault Kardian também aparece entre os modelos mais afetados pela nova estratégia. O SUV compacto usa motor 1.0 TCe turbo flex de até 125 cv e 22,4 kgfm.
A marca prepara uma configuração com cerca de 10 cv a menos, mirando o limite de potência considerado mais vantajoso na tributação.
Com isso, o Kardian pode ganhar uma versão mais barata para enfrentar rivais como Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Citroën Basalt.
Creta entra na disputa com risco de reposicionamento
O Hyundai Creta também fica no radar porque disputa uma das faixas mais competitivas do mercado nacional. Qualquer mudança em potência, consumo ou preço pode alterar sua briga contra T-Cross, Tracker, Fastback e Kardian.
Para o consumidor, a dúvida será simples: aceitar um SUV um pouco menos potente em troca de um preço mais agressivo.
Assim, a nova regra do IPI pode transformar a ficha técnica dos SUVs em uma ferramenta de guerra comercial nas lojas.
Algumas multas de transito podem custar mais de R$ 17.000 com fatores multiplicadores. Conhecer as infracoes mais caras e fundamental para proteger seu bolso e sua CNH.
Top 5 Multas Mais Caras
Dirigir sob influencia de alcool pode gerar multa de R$ 2.934,70 (10x o valor base). Participar de rachas custa R$ 5.869,40. Transportar crianca sem cadeirinha e R$ 293,47 com multiplicador. Dirigir sem habilitacao gera apreensao do veiculo alem da multa gravissima.