O mercado automotivo brasileiro passa por um momento de intensa readequação técnica neste início de junho de 2026.
A implementação rigorosa das novas faixas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), batizado de IPI Verde e integrado ao programa nacional Mover, caiu como um verdadeiro banho de água fria.
Para escapar de alíquotas abusivas e manter a atratividade comercial nas concessionárias, Caoa Chery, Stellantis (Fiat), Hyundai e Renault foram forçadas a recalibrar seus motores e reduzir voluntariamente a cavalaria de seus principais veículos.
Engenharia recalibrada para fugir das maiores alíquotas tributárias
A nova metodologia de cálculo do faturamento fiscal prioriza a potência máxima desenvolvida pelos motores em vez da antiga capacidade cúbica (cilindrada).
Modelos que antes ostentavam excelente desempenho nas pistas precisaram passar por reduções nas suas programações eletrônicas de fábrica para se enquadrar nas frentes tributárias de menor cobrança.
Essa perda de potência garante uma transação comercial protegida e evita o repasse de custos astronômicos para o bolso do consumidor.
A Caoa Chery e a Renault despontaram entre as marcas que reconfiguraram seus principais produtos:
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Linha Caoa Chery Tiggo: Os utilitários esportivos Tiggo 7 Sport, Tiggo 7 Pro e Tiggo 8 sofreram reduções nos motores 1.5 e 1.6 turbo.
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O bloco 1.5 turbo recuou de 150 cv para 143 cv (ajustado para 142,8 cv), poupando 0,75 ponto percentual de imposto.
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Já o propulsor 1.6 turbo caiu de 187 cv para 180 cv (ajustado para 179,5 cv), gerando um abatimento de 1,5 ponto percentual no IPI.
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Renault Kardian: O crossover compacto equipado com o motor 1.0 TCe turbo flex teve o rendimento diminuído de 125 cv para a faixa aproximada de 115 cv, assegurando o enquadramento na faixa mínima de tributação extra do fisco.