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  • IA na indústria automotiva: Brasil em encruzilhada entre risco e oportunidade.

    IA na indústria automotiva: Brasil em encruzilhada entre risco e oportunidade.

    A inteligência artificial deixou de ser mais promessa futura para a indústria automotiva. É realidade presente que está redefinindo rentabilidade, segurança e competitividade global. Na palestra “IA e as 5 Rupturas da Indústria Automotiva”, apresentada durante o Anfavea Visions, a conselheira independente e ex-presidente Microsoft Brasil, Tânia Cosentino, traçou um diagnóstico contundente: enquanto a China domina 69% do mercado de veículos com assistência de direção nível L2, o Brasil fabrica apenas de 8% a 12% de carros com essa tecnologia. O abismo não é técnico, mas estratégico.

    Carro como software: mercado de US$ 660 bilhões em jogo.

    O automóvel de hoje transcendeu sua definição mecânica. “O carro é uma plataforma onde software e inteligência fazem parte da construção desse produto”, observou Cosentino. “Um veículo premium atual executa 200 milhões de linhas de código, volume equivalente a 30 Boeing 787 em complexidade de software.”

    Segundo a conselheira, essa transformação move números astronômicos. O mercado de software, sensores e componentes eletrônicos automotivos atingirá US$ 660 bilhões até 2030, valor que praticamente dobra em relação aos patamares atuais. Hoje, essa fatia representa 8% do mercado automotivo total e deverá chegar a 17%. “Para o Brasil, a pergunta é incômoda: onde estaremos nessa redistribuição de valor?”, provoca Tânia Cosentino.

    Segurança como negócio

    Para a palestrante, a adoção de tecnologias assistidas não é luxo, mas imperativo para a segurança com impacto econômico direto. Dados do Departamento de Estradas dos EUA demonstram que direção assistida e frenagem automática de emergência evitaram 50% das colisões e 56% das colisões com lesões.

    Essa redução de sinistros reescreve a economia do setor de seguros. Seguradoras têm incentivo claro para precificar veículos inteligentes de forma mais competitiva, criando ciclo virtuoso. Os consumidores buscam proteção familiar, a indústria investe em segurança, as seguradoras reduzem prêmios, as novas indústrias emergem. “O business case tem que ser construído como um safety case, transformando compliance em vantagem comercial”, sintetizou Cosentino

    Agentes de IA: relevância ou desperdício.

    A adoção de agentes de inteligência artificial na indústria automotiva enfrenta armadilha crítica, como sua implementação sem caso de uso definido. O Gartner, empresa global de pesquisa e tecnologia, projeta que 44% dos projetos de agentes serão paralisados até 2027 por falta de relevância e capacidade de escala.

    “Colocar agentes sem um caso de uso forte, relevante, apenas joga dinheiro fora”, enfatiza a Cosentino. “A governança emerge como segundo pilar inegociável. Agentes aprendem, executam e podem agir de maneira autônoma. Isso é especialmente perigoso em funcionalidades relacionadas à segurança humana. Sem proteções adequadas, o risco não é apenas financeiro, mas reputacional em escala catastrófica.”

    Segurança cibernética

    A conselheira reforça que cada dispositivo conectado é um ponto de vulnerabilidade para o crime cibernético, ação que movimenta US$ 10 trilhões globalmente. Um carro inteligente, portanto, por mais sofisticado, é um alvo potencial.

    De acordo com Tânia, a indústria automotiva enfrenta duplo desafio: proteger suas operações de ataques e construir produtos seguros por design. “Segurança cibernética não é tema de TI, é tema do negócio. A capacidade de fabricar, pagar fornecedores, emitir faturas — tudo pode ser paralisado por um ataque bem-executado. Além disso, veículos inteligentes exigem atualizações de segurança ao longo de sua vida útil e educação contínua do consumidor sobre riscos.”

    Oportunidades e atenção

    Tânia Cosentino provoca se a transformação em andamento coloca o Brasil em atraso ou se proporciona oportunidades. Responde ser um pouco dos dois, mas pontua atributos únicos do País que representam vantagens competitivas:

    • Matriz energética limpa – 85% de fontes renováveis. Um carro elétrico brasileiro não depende de termoeletricidade, vem de hidrelétricas, eólicas, solares. Mas o grid precisa dobrar de tamanho até 2030 e garantir resiliência.
    • Biocombustíveis – Etanol oferece alternativa verde sem dependência exclusiva de baterias. Mobilidade de baixo carbono pode combinar combustão renovável, eletricidade e hidrogênio.
    • Base industrial estabelecida – Diferentemente de muitos países, o Brasil já possui indústria automotiva consolidada há décadas, agora atraindo novos investimentos.

    Mas também de atenção:

    • Minerais críticos e terras raras – O Brasil é segundo maior produtor de terras raras (21% das jazidas globais) e rico em minerais críticos para baterias. A China beneficia 90% das terras raras e fabrica 90% dos ímãs permanentes — enquanto o Brasil exporta matéria-prima bruta.

    Aqui reside uma frustração de Cosentino: “Realmente me dói o coração ver com matriz energética renovável, riqueza de minerais críticos e a gente exporta tudo isso para comprar o produto acabado.”

    “O Brasil poderia ser líder em mobilidade de baixo carbono. Mas para isso, precisa dominar cadeia de valor, não apenas montagem de chips, equipamentos eletrônicos e baterias. Não é necessário controlar tudo, mas importar componentes e montar localmente não gera riqueza nem garante rentabilidade.”

    Retenção e atração de talentos

    Para Cosentino, a transformação digital exige engenheiros mecânicos, elétricos, cientistas de dados, matemáticos, físicos, estatísticos, “um animal raro em extinção no Brasil. Sem recapacitação de talentos e atração de novos profissionais, nem tecnologia nem investimento compensarão a escassez de expertise.”

    Tânia Cosentino encerrou sua apresentação com uma advertência que ecoa além do setor automotivo: “O Brasil não perde oportunidade de perder oportunidade. Mas perder essa oportunidade pode ser muito custoso para as futuras gerações.”

    Segundo a conselheira, a indústria automotiva brasileira está em encruzilhada. O Brasil pode escolher: continuar fabricando commodity automotiva ou liderar transformação de mobilidade de baixo carbono. “A escolha, porém, exige ação integrada entre governo, indústria com visão de cadeia, educação recapacitando talentos e regulação acelerando adoção. Caso contrário, a IA na indústria automotiva será história de oportunidade perdida.”


    Foto: Divulgação Anfavea



    Fonte: Auto Industria

  • GAC comemora 1.112 pedidos do Aion UT em uma semana

    GAC comemora 1.112 pedidos do Aion UT em uma semana

    Assim como vem acontecendo com outras marcas chinesas, também a GAC comemora bons resultados no mercado brasileiro.

    Lançado há apenas uma semana, o Aion UT teve 1.112 encomendas, o que, na avaliação da fabricante, mostra o potencial do modelo para se tornar uma das principais referências do competivo segmento de compactos elétricos.

    “Ultrapassar a marca de 1,1 mil pedidos em menos de uma semana é um indicativo claro de que estamos atendendo às expectativas de quem busca inovação, tecnologia e uma experiência diferenciada de mobilidade elétrica”, comenta Eduardo Sato, diretor comercial da GAC.

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    GAC promove pré-lançamento do compacto elétrico Aion UT

    Diante da demanda inicial pelo produto, a marca decidiu estender as condições de lançamento até o dia 30 de junho.

    Isso significa que o Aion UT na versão Premium, que custa R$139.990, terá bônus de R$ 4 mil e seguro de um ano grátis até o final do mês. A versão Elite (R$ 159.990) está disponível com um ano de seguro gratuito.


    Foto: Divulgação/GAC



    Fonte: Auto Industria

  • Julián Quiñones, do México, marca primeiro gol da Copa do Mundo 2026

    Julián Quiñones, atacante da seleção do México, marcou o primeiro gol da Copa do Mundo de 2026 durante a partida de abertura entre México e África do Sul na tarde desta quinta-feira (11).

    O camisa número 16 aproveitou aproveitou a saída errada da África do Sul e abriu o placar para os mexicanos no Estádio Azteca, que recebe mais de 80 mil torcedores.

    Julián Quiñones é um atacante colombiano naturalizado mexicano, hoje um dos principais jogadores do futebol internacional, com números absurdos pelo Al-Qadsiah da Arábia Saudita. Sua trajetória é marcada por muita superação e conquistas.

    Nascido em Magüí Payán, na Colômbia, ele deixou sua cidade natal ainda muito jovem em busca do sonho de ser jogador profissional no México.

     

    Copa do Mundo de 2026 se iniciou nesta quinta-feira (11) no Estádio Azteca, no México. Antes da partida que dá início ao Mundial, entre México e África do Sul, a cerimônia de abertura teve shows de Shakira e do cantor nigeriano Burna Boy.

    A dupla é responsável pelo hit “Dai Dai”música oficial da Copa do Mundo 2026. Essa foi a terceira vez que Shakira participou de cerimônias oficiais da Copa do Mundo. Agora o foco passa a ser o confronto entre México x África do Sul, que você acompanha em tempo real na CNN Brasil.

    Os jogadores do Brasileirão convocados para a Copa do Mundo

     



    Fonte: CNN Brasil Auto

  • Demanda por seminovos avança 19,6% no ano

    Demanda por seminovos avança 19,6% no ano

    Assim como o mercado de veículos leves 0 km, também a demanda por seminovos e usados em geral está em alta este ano.

    A venda dos modelos com até três anos de uso foi a que mais cresceu no acumulado até maio, com alta de 19,6%. Foram 1,64 milhão de transações de leves, pesados e motos, ante total de 1,37 milhão no mesmo período do ano passado.

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    Vendas de veículos leves em maio continuaram em alta

    Das 10 marcas mais vendidas, só BYD e VW crescem bem acima da média

    Nos demais segmentos de usados, conforme dados da Fenauto, houve crescimento no de “usados jovens” (de 4 a 8 anos de uso), da ordem de 7,3%, para 1,76 milhão de negócios, e no dos “velhinhos” (mais de 13 anos), nesse caso de 12,2%, para 2,79 milhões de transações.

    Já os “usados maduros” (de 9 a 12 anos), registraram recuo de 8%, com as vendas baixando de 1,41 milhão para 1,3 milhão de unidades no comparativo interanual (veja tabela abaixo).

    No cômputo geral, a venda de veículos usados cresceu 8,4% de janeiro a maio, envolvendo quase 7,5 milhões de negócios. Em maio, particularmente, foram comercializadas 1.584.806 unidades, expansão de 3,6% sobre abril.

    O presidente da Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores, Everton Fernandes, diz que o comportamento do consumidor tem se mantido firme, mesmo diante de um calendário atípico:

    “Havia uma expectativa natural sobre o comportamento do mercado neste período pré-Copa do Mundo, mas as vendas não foram afetadas e o setor seguiu aquecido. A entidade mantém uma perspectiva muito otimista de bons resultados até o final do ano”, destaca executivo.

    Ele pondera, contudo, que o segundo semestre trará os desafios tradicionais de um ano eleitoral.

    “Sabemos que as eleições de outubro sempre mexem com o humor da economia e geram certas incertezas no mercado. Mesmo assim, os números acumulados até agora nos dão a confiança de 2026 terá um saldo positivo”, conclui. 


     



    Fonte: Auto Industria

  • Liberdade de Opinião: prisão para jovens de 16 anos é avanço ou retrocesso?

    Os comentaristas Helio Beltrão e Alessandro Soares debateram, nesta quinta-feira (11), no quadro Liberdade de Opinião, sobre a maioridade penal, a mais recente pesquisa presidencial, e as políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à Copa do Mundo.

    A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil. Agora, o texto segue para análise de uma comissão especial para tratar do tema e, depois, para o plenário da Casa. A proposta foi aprovada por 44 votos contra 18.

    Na prática, a PEC faz com que adolescentes de 16 e 17 anos acusados de crimes hediondos, como homicídio, estupro e latrocínio, passem a responder criminalmente perante a Justiça comum e possam ser condenados à prisão. Hoje, menores de 18 anos não respondem pelo Código Penal e estão sujeitos apenas às medidas socioeducativas previstas no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

    Helio Beltrão acredita que a aprovação da maioridade penal pela CCJ da Câmara é um grande avanço. “Essa goleada que foi a votação mostra o quanto a sociedade quer o fim deste salvo-conduto para criminoso, que é a maioridade penal”, opina.

    “A lei não pode dar mais atenção ao criminoso do que para a vítima. A lei deve sempre proteger a sociedade, não o criminoso. Ela deve garantir que a punição seja proporcional ao dano que foi causado, porque, se não for assim, é só impunidade. Se pode votar com 16 anos, também deveria ser responsabilizado pelos seus atos”, acrescenta.

    Para Alessandro Soares, é necessário dividir a PEC em três aspectos: a oportunidade, a constitucionalidade, e o efeito da política pública. “No aspecto da oportunidade, é notório que é uma reação de uma parte do Congresso Nacional em relação ao cenário político, depois das notícias do Dark Horse e de Daniel Vorcaro”, começa.

    “Na questão da constitucionalidade, a gente sabe que, muitas vezes, mesmo quando a CCJ fala que está debatendo questões de constitucionalidade, nós sabemos que estão debatendo o mérito. Já quando a gente olha só para a questão jurídica, eu acho muito difícil defender a inconstitucionalidade por si só”, continua.

    Os comentaristas também falaram sobre a mais recente pesquisa presidencial, e as políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à Copa do Mundo.

    O quadro Liberdade de Opinião vai ao ar todas terças e quintas-feiras às 7h30 durante o CNN Novo Dia. Veja a íntegra do programa de hoje no vídeo acima.

     



    Fonte: CNN Brasil Auto

  • Chevrolet envia COMUNICADO e explica como evitar problemas na correia banhada a óleo

    Chevrolet envia COMUNICADO e explica como evitar problemas na correia banhada a óleo

    O debate sobre engenharia automotiva e durabilidade ganha novos capítulos neste início de junho de 2026.

    Com a recente expansão de sua linha de compactos e utilitários, impulsionada pelo lançamento do inédito Chevrolet Sonic.

    A montadora norte-americana emitiu um posicionamento técnico oficial direcionado aos proprietários de modelos equipados com motores de três cilindros. 

    O comunicado foca em desmistificar o funcionamento da polêmica correia banhada a óleo e detalha as diretrizes necessárias para evitar o desgaste precoce do componente.

    Garantindo uma transação comercial protegida e blindando o patrimônio contra manutenções corretivas onerosas na oficina.

    O papel da tecnologia de sincronismo nos motores de última geração

    A General Motors reforça que a escolha por manter a correia dentada imersa no lubrificante interno atende a rígidos critérios globais de eficiência energética.

    Esse arranjo mecânico reduz o atrito entre as peças móveis do propulsor, diminuindo sensivelmente o consumo de combustível e os índices de ruídos e vibrações na cabine.

    Adotado nas linhas Onix, Tracker, Montana e no novo Sonic, o sistema de sincronismo recebeu evoluções químicas em sua composição estrutural, adicionando reforços de fibra de vidro para suportar o contato contínuo com o lubrificante. 

    A fabricante estipula metas claras de durabilidade para a nova geração da peça:

    • Vida Útil Estendida: Projetada para atingir a marca de 240.000 quilômetros rodados antes da necessidade de substituição preventiva de fábrica.

    • Garantia Ampliada: A cobertura oferecida pela marca alcança prazos de até 15 anos para o componente, desde que os termos de revisão da concessionária sejam rigorosamente cumpridos.

    • Eficiência do Motor: O menor esforço interno do bloco ajuda o hatch compacto a preservar seus recordes históricos de economia homologados pelo Inmetro.

Diretrizes de pós-venda para evitar a degradação prematura

Para afastar riscos de contaminação e o temido esfarelamento da borracha, que pode obstruir o pescador de óleo e gerar a quebra total do motor, a divisão de pós-vendas da Chevrolet destaca quatro pilares essenciais de manutenção consciente.

Colocar essas regras na ponta do lápis é a chave de inteligência financeira para o condutor evitar surpresas desagradáveis com o orçamento familiar.

Recomendação Oficial Objetivo Técnico no Motor
Uso exclusivo de óleo Dexos Preservar a película química protetora e a aditivação específica da correia
Revisão a cada 10.000 km ou 1 ano Monitorar o nível de oxidação do lubrificante e inspecionar componentes
Filtros genuínos ACDelco Reter impurezas e limalhas que aceleram o atrito interno do bloco
Evitar sobreaquecimento severo Impedir a queima do óleo e a perda de suas propriedades de viscosidade

Nota importante de segurança: Caso o proprietário adquira um veículo seminovo e não possua o histórico detalhado das trocas anteriores, a marca orienta agendar uma inspeção imediata na rede autorizada. O uso de lubrificantes incorretos, fora da especificação sintética 0W-20 ou com prazos vencidos, acelera drasticamente a deterioração do sistema, invalidando a cobertura estendida de fábrica.



Fonte: Garagem 360

  • Anfavea Visions destaca desafios que a indústria terá de enfrentar

    Anfavea Visions destaca desafios que a indústria terá de enfrentar

    Igor Calvet, presidente da entidade que nasceu com a indústria automobilística brasileira há sete décadas, ressaltou que nos próximos anos será fundamental atentar para a verdadeira mudança de paradigma estabelecida nos grandes polos produtivos mundiais.

    Três executivos — Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, Ariel Montenegro, presidente da Renault do Brasil, e Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil — colocaram em pauta os desafios à frente. Não serão poucos, a exemplo do que já ocorre na atualidade com 11 novas marcas no mercado, quase todas chinesas. Algumas já empenhadas em iniciar montagem local.

    Zola ressaltou a necessidade de aumentar a competividade, sem deixar de lado a importância de localização de componentes. A China teve crescimento avassalador e estabeleceu grandes diferenças que marcas ocidentais precisam diminuir.

    Para o Brasil, em particular, ele apontou parcerias com as chinesas Leapmotor e possivelmente Dongfeng. No caso da primeira marca, ressaltou a produção CKD do B10 e do C10, em Goiana (PE). Ressalvou, entretanto, que a generalização de CKDs desequilibra a geração de empregos tão importante para o País.

    Montenegro destacou o sucesso dos programas Mover e Carro Sustentável. Os avanços também dependem de velocidade nas decisões e escala de produção. Por isso antecipou a produção do elétrico EX2 na fábrica paranaense pela crescente aceitação de modelos de preços mais baixos. Ressaltou que a competividade mundial mudou de patamar e Inteligência Artificial vai acelerar as transformações em curso.

    Maggio frisou a relevância de ter menos dependência do que vem do exterior, aumentar o índice de localização de componentes e desenvolver a engenharia nacional. Dez anos atrás, carros de entrada tinham maior participação de mercado do que atualmente. Hoje, acrescentou, há maior sofisticação e preços naturalmente mais altos. O Mover levou a marca a fazer o maior investimento de sua história, desde a inauguração da primeira fábrica há 64 anos.

    No segundo dia do Anfavea Visions, o CEO da VW, Ciro Possobom, disse que, apesar das dificuldades, o Brasil produz veículos mais baratos do que os equivalentes no exterior. Contudo, é necessário fabricá-los de forma mais rápida para não ficar atrás da concorrência externa.

    Eduardo Jurcevic, CEO do Webmotors, ressaltou que consumidor jovem hoje tem menos pressa. Antes, quando completava 18 anos, tratava de logo obter a CNH e comprar (ou ganhar) um carro.

    Balanço final do evento na visão da Anfavea: “O Brasil reúne escala de mercado, capacidade industrial, engenharia, matriz energética limpa e experiência em múltiplas rotas tecnológicas. Todavia, precisa transformar esses atributos em decisões coordenadas, investimentos e políticas de longo prazo a fim de ocupar um lugar relevante na nova indústria da mobilidade.”

    Marcas chinesas enfrentam desvalorização na Alemanha

    Apesar do avanço chinês em termos de estilo, modelos elétricos, híbridos ou só com motores a combustão de especificações surpreendentes e, em especial, a preços bem baixos, a situação atual na Alemanha, maior mercado do continente europeu, apresenta números decepcionantes quanto à desvalorização de usados.

    O estudo publicado pela alemã DAT (equivalente à tabela FIPE, no Brasil) foi repercutido pelo site Automotive News Europe (ANE), agora no final de maio. Quase metade dos entrevistados teme o desaparecimento de várias marcas chinesas, nos próximos cinco anos, com reflexo na disponibilidade de peças de reposição e consequente problemas de manutenção e reparação a longo prazo.

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    Segundo Martin Weiss, que comanda o departamento de precificação da DAT, “o mercado carece de experiência com modelos chineses mais antigos. Muitas marcas entraram recentemente no mercado alemão, o que deixa dúvidas sobre durabilidade e qualidade com o passar do tempo”.

    Companhias de leasing têm grande participação na Alemanha em veículos de passageiros novos. É bastante comum as empresas em geral oferecerem carros alugados subsidiados aos seus empregados como parte do salário (fringe benefits, em inglês, benefícios adicionais, em português).

    Weiss declarou à ANE que empresas ofertantes de aluguéis de longo prazo tornaram-se mais cautelosas para aceitar produtos chineses. “Algumas até exigem pagamento antecipado, antes de concordar em incluir os carros em seus portfólios”, ressaltou.

    Por outro lado, o correspondente na China do site matriz americano Automotive News, também no final de maio, apontou problemas que já existiam e se agravaram. “As gigantes chinesas de veículos elétricos estão sofrendo em seu próprio país, com a queda nas vendas de elétricos em todo o território nacional e a consequente redução dos lucros de empresas líderes como BYD e Geely.”

    Teste: Renegade Willys 2027 é mais Jeep

    Retoques de estilo atualizaram o modelo que está no mercado há 11 anos, praticamente sem mudanças estéticas. Visual evoluiu com nova grade e retoques nos faróis. Ao protetor de cárter mais robusto e novas rodas de aro 17 pol. com pneus de uso misto somam-se acabamentos escurecidos nos logotipos e grade, além do adesivo 1941 (ano de fundação da marca) no capô. Para-choques dianteiro e traseiro também são novos.
    Dimensões (mm): comprimento, 4.268; entre-eixos, 2.570; largura, 1.805 (2.018 contando os espelhos); altura, 1.731. Volumes (L): porta-malas, 314; tanque, 55. Massa: 1.643 kg. Motor 4-cilindros, turbo 1,3 L flex: potência 176 cv (E)/(G); torque 27,5 kgf·m (E)/(G). Consumo (Inmetro km/L, cidade/estrada): 6,3/7,4 (E); 9,2/10,1 (G). Alcance (Inmetro km, cidade/estrada): 346/407 (E); 506/556 (G). Tração 4×4 sob demanda. Câmbio automático epicíclico, nove marchas. Aceleração 0 a 100 km/h (s): 9,7 s (E)/(G).

    O interior do Renegade Willys foi melhorado. Apesar de perder o acabamento emborrachado (mais caro), o console central com alavanca de câmbio mais curta, quadro de instrumentos digital de visual bem elaborado, tela multimídia de 10,1 pol. de novo formato, fácil conectividade e integrada ao assistente Alexa da Amazon, finalmente chegaram saídas do ar-condicionado para o banco traseiro. Teto solar panorâmico mantido.

    Nesta versão não existe o recurso semi-híbrido MHEV, certamente para não aumentar o preço, já que seu foco principal é o desempenho fora de estrada e não o para-e-anda das grandes cidades. Estepe tem a mesma medida das rodas de 17 pol. e, apesar de limitar o volume do porta-malas, significa mais tranquilidade em caso de um furo.

    Respostas imediatas ao acelerador, comportamento em curvas compatível com a proposta e dirigibilidade em qualquer tipo de pavimentação confirmam suas qualidades, apesar de seus 1.643 kg em ordem de marcha.

    Preço: R$ 189.490.

    T-Cross ganha série Rock in Rio na versão 200 TSI

    Pela primeira vez o SUV compacto, líder no segmento desde 2023, recebe a grife do importante em nível mundial festival carioca de música e entretenimento. Focado na relação preço-benefício, incorpora itens de série antes restritos às configurações de topo da gama. Motor é o 1-L, turbo, três cilindros, 128 cv (E)/116 cv (G) e 20,4 kgf·m.

    Volkswagen T-Cross Rock in Rio

    Inclui rodas de liga leve diamantadas e escurecidas de 17 pol., retrovisores e maçanetas em preto brilhante, adesivos do evento nas portas dianteiras, colunas traseiras e na tampa do porta-malas. Grade é iluminada por um filete de LED, item antes exclusivo das versões mais caras, Highline e Extreme.

    Por dentro, o T-Cross tem bancos com padronagem exclusiva e costuras azuis, detalhes em vermelho e o logotipo do Rock in Rio gravado, que também decora o painel em frente ao passageiro. Sistema de som com seis alto-falantes de série.

    Preço: R$ 142.990 (igual ao 200 TSI convencional).

    VW também confirmou: ID.4 na configuração mais avançada será seu primeiro carro elétrico, importado da Alemanha, à venda no País. Em relação à versão antes oferecida apenas por assinatura, terá mais potência, torque, alcance e maior velocidade de recarga em corrente contínua (DC). Ainda não divulgou a data de estreia aqui.


     



    Fonte: Auto Industria

  • Novo Hyundai i20 ganha interior moderno que pode resolver crítica ao HB20

    Novo Hyundai i20 ganha interior moderno que pode resolver crítica ao HB20

    O novo Hyundai i20 deve chegar ao Brasil com uma missão clara: ocupar um espaço mais sofisticado dentro da linha compacta da marca.

    O modelo será produzido em Piracicaba, no interior de São Paulo, e ficará posicionado acima do HB20 e abaixo do Creta.

    Mas o detalhe que mais chama atenção até agora está do lado de dentro. O i20 terá um interior mais moderno, com painel digital integrado à central multimídia.

    A solução pode responder a uma crítica recorrente feita ao HB20, que ainda não oferece quadro de instrumentos totalmente digital.

    Novo Hyundai i20 aposta em cabine mais tecnológica

    O Hyundai i20 terá duas telas integradas de 12,3 polegadas. O conjunto reúne o painel de instrumentos digital e a central multimídia em uma única peça visual.

    A disposição lembra soluções usadas em carros mais caros, inclusive modelos da BMW.

    Com isso, o compacto deve ganhar uma cabine com aparência mais premium, especialmente na comparação com o HB20 vendido atualmente. A central multimídia deve oferecer:

    O pacote coloca o i20 em uma posição mais tecnológica dentro da família Hyundai no Brasil.

    Interior moderno pode resolver crítica ao HB20

    O HB20 segue como um dos carros mais importantes da Hyundai, mas ainda deixa uma lacuna em tecnologia visual. Mesmo nas versões mais caras, o hatch usa uma tela TFT no quadro de instrumentos, sem painel 100% digital.

    Hyundai i20

    Imagem: Divulgação/Hyundai

    O i20, por outro lado, deve chegar justamente com esse item como destaque.

    Modelo Painel Proposta
    Hyundai HB20 Tela TFT no quadro Compacto mais acessível
    Hyundai i20 Painel digital de 12,3” Compacto mais sofisticado
    Hyundai Creta Interior mais tecnológico SUV da marca

    A chegada do i20 não significa o fim do HB20. Na prática, o novo compacto pode atender quem gosta da Hyundai, mas procura um carro com cabine mais moderna e acabamento visual mais tecnológico.

    Hyundai i20 deve usar motores conhecidos

    A Hyundai ainda não confirmou todos os detalhes mecânicos do i20 nacional. A expectativa, porém, é que o modelo aproveite motores já usados na família HB20.

    Entre as possibilidades estão o 1.0 flex aspirado, de até 80 cv, e o 1.0 turbo flex, de até 120 cv.

    Com produção nacional, interior mais moderno e posicionamento acima do HB20, o novo Hyundai i20 pode se tornar uma das apostas mais importantes da marca em 2026.



    Fonte: Garagem 360

  • Renault Duster supera Yaris Cross em consumo e diferença chama atenção

    Renault Duster supera Yaris Cross em consumo e diferença chama atenção

    O novo Renault Duster chamou atenção ao aparecer com consumo de 19,41 km/l na versão equipada com motor 1.0 turbo TCe 100.

    O número surpreende porque coloca o SUV da Renault acima do Toyota Yaris Cross Hybrid, um dos modelos que mais apostam na eficiência como argumento de venda no Brasil.

    Novo Duster 1.0 turbo surpreende no consumo

    A nova geração do Renault Duster foi apresentada em mercados internacionais com diferentes opções de motorização.

    Entre elas, a configuração com motor 1.0 turbo TCe 100 ganhou destaque pelo consumo divulgado de 19,41 km/l.

    O resultado coloca o SUV em posição forte entre os compactos, especialmente por se tratar de um modelo com porte maior que o de hatches e crossovers urbanos.

    Além disso, o número também chama atenção porque supera marcas associadas a carros híbridos, como o Toyota Yaris Cross vendido no Brasil.

    Comparação com Yaris Cross chama atenção

    O Toyota Yaris Cross Hybrid tem consumo de até 17,9 km/l na cidade com gasolina, segundo os dados divulgados para o mercado brasileiro.

    Na estrada, o SUV híbrido registra 15,3 km/l, também com gasolina.

    Já o novo Duster 1.0 turbo aparece com 19,41 km/l no ciclo indiano. Por isso, a diferença desperta curiosidade e reforça o peso da eficiência no segmento.

    Modelo Motor Consumo divulgado Mercado
    Renault Duster 1.0 turbo TCe 100 19,41 km/l Índia
    Toyota Yaris Cross Hybrid 1.5 híbrido flex 17,9 km/l cidade Brasil
    Toyota Yaris Cross Hybrid 1.5 híbrido flex 15,3 km/l estrada Brasil

    Números exigem cuidado na comparação

    Apesar da vantagem numérica do Renault Duster, a comparação precisa de contexto.

    O consumo do Duster foi medido pelo ciclo indiano, enquanto os dados do Yaris Cross seguem os padrões usados no Brasil.

    Ou seja, os resultados não representam uma medição direta nas mesmas condições.

    Ainda assim, o dado mostra que a Renault pode ter em mãos um SUV competitivo em eficiência, caso a nova geração seja adaptada futuramente para mercados como o brasileiro.

    Duster pode ganhar força contra SUVs compactos

    O consumo elevado reforça a estratégia da Renault de tornar o Duster mais moderno e eficiente.

    A nova geração também deve apostar em visual renovado, melhor aproveitamento interno e motores menores com turbo.

    Esse conjunto pode recolocar o SUV em uma disputa mais acirrada contra modelos como Toyota Yaris Cross, Hyundai Creta, Volkswagen T-Cross, Chevrolet Tracker e Nissan Kicks.

    Preço Renault Duster 2026 PCD

    Imagem: Divulgação/Renault

    No Brasil, porém, ainda não há confirmação oficial sobre a chegada dessa nova geração.

    Mesmo assim, o desempenho divulgado no exterior já mostra que o Duster pode voltar ao radar de quem busca SUV compacto com baixo consumo.

    Renault mira eficiência para encarar híbridos

    O ponto mais curioso é que o Duster não precisa de sistema híbrido para superar o Yaris Cross em consumo divulgado.

    A combinação entre motor 1.0 turbo e calibração voltada à economia indica uma mudança importante na proposta do SUV.

    Se esse conjunto chegar ao Brasil, a Renault pode ganhar um argumento forte contra rivais que usam eletrificação como principal diferencial.

    Por enquanto, o número de 19,41 km/l serve como alerta para o segmento: o próximo Duster pode ser mais econômico do que muita gente esperava.



    Fonte: Garagem 360

  • Novo SUV híbrido de R$ 199 mil apavora Honda e Volkswagen

    Novo SUV híbrido de R$ 199 mil apavora Honda e Volkswagen

    O mercado de SUVs ganhou um novo ponto de pressão com a chegada do GWM Haval H6 HEV One 2027. A versão de entrada do utilitário híbrido foi anunciada por R$ 199.900 e entra em uma faixa de preço que incomoda rivais tradicionais.

    A estratégia da GWM chama atenção porque coloca um SUV médio híbrido muito perto de modelos compactos topo de linha. Com isso, nomes como Honda HR-V, Volkswagen T-Cross e até o Taos passam a enfrentar uma comparação mais difícil para o consumidor.

    Haval H6 HEV One chega por R$ 199.900

    O Haval H6 HEV One 2027 é a nova configuração de entrada da família H6 no Brasil. Mesmo sendo a versão mais acessível da linha, o modelo mantém conjunto híbrido pleno e números fortes para o segmento.

    O SUV combina motor 1.5 turbo a gasolina com motor elétrico. Juntos, eles entregam 243 cv de potência e 54 kgfm de torque.

    A proposta é diferente da de um híbrido plug-in. O H6 HEV One não precisa ser ligado na tomada, já que o sistema recarrega a bateria durante o uso, principalmente em frenagens e desacelerações.

    Além do preço, o porte também pesa na comparação. O modelo tem porta-malas de 560 litros, espaço interno de SUV médio e consumo declarado de 14,4 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada, segundo dados de homologação.

    Imagem: Divulgação/GWM

    SUV híbrido pressiona Honda HR-V e Volkswagen T-Cross

    O ponto mais sensível está na comparação de preços. O Honda HR-V Touring, versão topo de linha do SUV compacto da marca japonesa, aparece acima dos R$ 200 mil.

    Já o Volkswagen T-Cross Extreme 250 TSI fica praticamente colado no valor do Haval H6 One. A diferença é que o modelo da Volkswagen tem porte menor e não conta com sistema híbrido.

    Veja o comparativo:

    Modelo Preço aproximado Motorização Destaque
    GWM Haval H6 HEV One 2027 R$ 199.900 Híbrido, 243 cv SUV médio com sistema híbrido pleno
    Honda HR-V Touring A partir de R$ 214.000 1.5 turbo flex Custa mais que o Haval
    VW T-Cross Extreme 250 TSI R$ 196.990 1.4 turbo flex Preço próximo, mas sem sistema híbrido
    VW T-Cross Highline 250 TSI R$ 189.990 1.4 turbo flex Mais barato, porém menor e menos potente

    Na prática, a GWM tenta ocupar uma brecha importante. O H6 One entrega pacote de SUV médio, desempenho superior ao de muitos compactos e tecnologia híbrida por um valor que conversa diretamente com versões caras de HR-V e T-Cross.

    O que o Haval H6 One oferece na versão de entrada?

    Mesmo sendo tratado como opção mais simples da linha, o Haval H6 HEV One não chega exatamente básico. O SUV mantém itens importantes para conforto, segurança e conectividade.

    Entre os principais destaques estão:

    GWM aumenta a pressão no mercado de SUVs

    O novo Haval H6 HEV One reforça a ofensiva da GWM no Brasil. A marca já vinha ganhando espaço com versões eletrificadas mais caras, mas agora tenta ampliar o alcance com uma configuração abaixo dos R$ 200 mil.

    Para Honda e Volkswagen, o desafio fica mais evidente. O HR-V tem força de marca e bom histórico no mercado, enquanto o T-Cross segue entre os SUVs mais vendidos do país.

    Mesmo assim, o Haval H6 One coloca uma pergunta direta na mesa: vale pagar valor semelhante por um SUV compacto tradicional quando há um híbrido médio, mais potente e maior por R$ 199.900?

    Essa é a pressão que pode tornar o novo SUV da GWM uma das opções mais observadas entre os eletrificados em 2027.



    Fonte: Garagem 360