A Real Maia, operadora com sede em Palmas (TO), acertou com a Volvo a aquisição de 40 chassis B460R 6×2. O investimento visa ampliar e modernizar a frota da empresa para melhor atendimento.
Encarroçados pela Comil, os novos veículos operarão em rotas de longas distâncias rodoviárias a partir de 19 capitais brasileiras em todas as regiões do País
Para a Volvo, o negócio foi um dos mais importantes no segmento rodoviário dos últimos meses. As aquisições tiveram apoio do Banco Volvo e as entregas feitas pela Suécia Veículos, concessionária da marca no Tocantins.
O segmento de SUVs elétricos na faixa dos R$ 270 mil acaba de ganhar um novo concorrente com proposta clara: disputar espaço com dois dos modelos mais comentados do mercado.
A aposta combina tradição em tração integral com eletrificação total, resgatando um nome presente no Brasil desde 1991 e adaptando-o à nova era dos veículos elétricos.
SUV estreia versão 100% elétrica no país
A Suzuki confirmou o lançamento do novo Vitara elétrico no Brasil.
SUV da Jeep – Foto: divulgação
O modelo marca a estreia da fabricante no segmento de veículos 100% elétricos no mercado nacional.
O SUV chega às concessionárias a partir do fim de março, em versão única 4Style 4×4. O preço oficial será divulgado próximo ao início das vendas, mas a expectativa é que fique na faixa de R$ 269.990, posicionando-o diretamente contra Yuan Plus e EX30.
SUV traz plataforma dedicada e dois motores elétricos
O Vitara elétrico é construído sobre a nova plataforma Heartect-e, desenvolvida especificamente para veículos eletrificados.
SUV – Foto: divulgação
O conjunto mecânico conta com dois motores elétricos, formando um sistema de tração integral. Segundo a marca, mais de 50% da estrutura utiliza aços de alta resistência, buscando maior rigidez e segurança.
O entre-eixos é de 2,70 metros, enquanto o raio de giro é de 5,2 metros, favorecendo manobras urbanas.
Autonomia e recarga do SUV
A bateria de íons de lítio tem capacidade de 61 kWh.
A autonomia homologada pelo Inmetro é de 293 km.
Em recarga, o modelo aceita:
Corrente alternada de 7 kW, com carga de 10% a 100% em cerca de 9 horas
Corrente contínua de até 150 kW, com carga de 10% a 80% em aproximadamente 45 minutos
Os números colocam o SUV em posição intermediária frente aos rivais diretos.
Conjunto mecânico do novo SUV
Especificação
Detalhes
Motor dianteiro
174 cv de potência e 19,6 kgfm de torque
Motor traseiro
65 cv com torque de 11,6 kgfm
Potência total combinada
184 cv
Torque máximo combinado
31,2 kgfm
Aceleração (0 a 100 km/h)
Atinge em aproximadamente 7,4 segundos
SUV tem sistema AllGrip-e como diferencial
O principal destaque técnico é o sistema AllGrip-e, que gerencia o torque de forma independente nos dois eixos.
O modo Auto prioriza eficiência e estabilidade em uso urbano e rodoviário.
O modo Trail é voltado para situações de baixa aderência, como lama ou pisos escorregadios, aplicando frenagem automática nas rodas sem tração e transferindo torque para as demais.
Essa proposta reforça o DNA 4×4 da marca, mesmo em um veículo totalmente elétrico.
Interior e segurança do SUV
Por dentro, o SUV adota console central flutuante e acabamento focado em ergonomia.
SUV – Foto: divulgação
O porta-malas oferece até 310 litros, variando conforme o ajuste do banco traseiro.
O pacote de segurança inclui ADAS nível 2, com:
Piloto automático adaptativo
Frenagem autônoma de emergência
Assistente de manutenção de faixa
Alerta de ponto cego
Alerta de tráfego cruzado traseiro
Principais itens de série do novo SUV
Painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas;
Central multimídia de 10,1 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio;
Câmeras com visão 360º;
Teto de vidro panorâmico e freio de estacionamento eletrônico com função auto hold.
Guerra declarada no segmento elétrico
Com tração integral de série, proposta mais robusta e preço competitivo dentro da faixa, o Vitara elétrico entra para disputar clientes que hoje consideram Yuan Plus e EX30.
A estratégia é clara: oferecer um SUV elétrico com apelo mais aventureiro, mantendo tecnologia e pacote de segurança atualizado. O sucesso dependerá da aceitação do público em relação à autonomia e ao posicionamento de preço frente aos rivais já consolidados.
E você, como avalia o novo SUV? Você acha que ele terá força para bater de frente com os seus rivais? Comente e compartilhe a sua opinião com outros leitores do Garagem360.
Em parceria com a Volvo, a Transdotti Transportes agregou na frota três unidades do caminhão FH B100 flex para operar na logística de abastecimento de peças para a fábrica da marca em Curitiba (PR). Os modelos rodarão com biocombustível de origem renovável e, pela estimativa, evitarão a emissão de 370 toneladas de CO2 na atmosfera.
A iniciativa da empresa de transporte reforça o compromisso de descarbonização da cadeia produtiva da Volvo, afinal, a unidade fabril curitibana também é abastecida com caminhões pesados elétricos marca em rotas de média distância.
“Esse é mais um avanço na jornada da sustentabilidade da Volvo. Além de oferecer ao mercado produtos com baixas emissões de CO₂, estamos ampliando cada vez mais a descarbonização dos nossos próprios processos industriais”, observa em nota Bettina Konig, head de operações de transporte de manufatura da Volvo.
Os caminhões Volvo FH B100 Flex possuem tecnologia exclusiva da fabricante que permite operar abastecido com biodiesel 100% ou com o diesel convencional encontrado nos postos de serviço. De acordo com a fabricante, caso a opção seja o biocombustível, a redução na emissão de carbono pode chegar a 90% do poço a roda, a depender da origem e do método de produção do biodiesel.
Até o momento, por questão de segurança e viabilidade de uso, a adoção de caminhões movidos a B100 são feitas por empresas que produzem o próprio biocombustível. A Transdotti, portanto, é uma das primeiras fora da cadeia de produção de biodiesel. Os veículos operarão na rota entre São Paulo e Curitiba e deverão acumular 10 mil quilômetros por mês.
A empresa é cliente da Volvo desde aos anos 1980 e, a partir de 2014, passou a ser fornecedora de serviço logístico de peças. Da frota de 350 veículo, 65% são da fabricante de origem sueca.
A Volvo Financial Services (VFS) contrata Fernando Klein para ser o novo diretor Comercial do Banco Volvo, instituição responsável por 40% dos financiamentos de caminhões, ônibus e equipamentos de construção da marca no País, além de também assumir os negócios da Locadora Volvo.
O executivo traz a experiência comercial adquirida na Volkswagen Financial Services, Mercedes-Benz e Toyota. É bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), possui MBA em Gestão de Vendas pela Universidade Anhembi Morumbi e especialização em Gestão de Equipes de Vendas na São Paulo Business School (BSP).
Klein se reportará diretamente à presidente da VFS na América Latina, Silvia Gerber.
A Volvo Cars promove importante alteração em sua estrutura diretiva no Brasil e América Latina. A operação brasileira têm agora Marcelo Kronemberger como presidente, mesmo posição ocupada pelo executivo na latino-americana desde junho do ano passado e que seguirá exercendo.
Marcelo Godoy, que respondia pela Volvo Car Brasil, passa a responder por Vendas, Planejamento e Logística em toda a região.
Na Volvo Car Brasil desde 2012, o economista Kronemberger liderou as áreas de Importadores, foi diretor comercial no Brasil e fez parte da Organização de importadores GILA conduzindo a gestão de mais de 50 países.
A diretoria para América Latina e Brasil, assim, conta com Kronemberger, Godoy e os executivos André Bassetto (Produto e Market Intelligence), Ricardo Ochiai (Network) e Eduardo Oshima (Pós-Vendas), Rita Leme (People Experience), Felipe Yagi (Marketing, Comunicação e Customer Experience) e João Reia (Finanças).
A Volvo avança com oferta de baixo carbono ao colocar no portfólio de chassi o B320R movido a 100% biodiesel (B100). A tecnologia vem da linha de caminhões, portanto, já consolidada para operações no transporte, agora, em tarefas urbanas.
Para a Volvo o chassi surge com avanço no que define como jornada de descarbonização da empresa, afinal, é uma solução capaz de reduzir em até 90% a emissão de CO2, a depender da cadeia produtiva do combustível utilizado.
“O B320R B100 complementa a linha de chassi, ao mesmo tempo em que evoluímos com as opções elétricas, o maior portfólio para os mercados da região”, resume André Marques, presidente da Volvo Buses América Latina.
Para o executivo, além do ganho ambiental, o novo chassi entrega viabilidade técnica e facilidade de aplicação. “Há crescimento no número de fabricantes de biocombustíveis, não precisa de grandes investimentos em infraestrutura, apenas um local de abastecimento e, pelo elevado uso dos ônibus urbanos, evita o risco de borras no motor. É alternativa às empresas para descarbonizar o transporte no curto prazo e pouco investimento.”
Acesso a crédito
Com o lançamento do chassi B320R B100, a Volvo também passa a oferecer linha de crédito pelo Pró-Transporte, por meio do Banco Volvo. O programa, destinado a fomentar projetos de mobilidade das cidades, inclui aquisição de ônibus, oferece custo de financiamento mais acessível.
Marques aproveito o anúncio do novo chassi para também fazer balanço do desempenho do negócio ônibus da Volvo no ano passado. O executivo destaca lançamentos globais, como o chassi BZR rodoviário, o primeiro elétrico da marca para o segmento e que, em breve, deverá estar no Peru com a Cruz Del Sur para operação de fretamento no setor de mineração.
Também lembra de acordo com a Marcopolo, no qual retoma produção de ônibus na Europa para atender operadores de países como França e Itália. Contabilizou ainda avanços nas entregas de elétricos. Em especial na América Latina, 53 unidades chegaram Guadalajara, no México, 21 em Goiânia (GO) e 40 em São Paulo.
Predominância rodovária
No ano passado, a Volvo entregou 1.099 chassis na América Latina. Para o Brasil, foram 553, uma queda de 22% em relação a 2024. Marques, no entanto, reforça a predominância dos chassis rodoviários nas vendas, com participação em torno de 80% do total.
“Consolidamos o chassi 8×2 em plataforma de 13 metros. Também cabe ressaltar o início da produção no País do BZRT, chassi elétrico em versões articulada e biarticulada. Curitiba (PR) é base de produção mundial para esses produtos.”
O banho de água fria deve continuar na demanda por caminhões em 2026. Ao menos assim, a Volvo estima. Na mesa da gestão dos negócios, a fabricante espera continuidade das dificuldades do ano passado, com queda entre 5% e 10% ao fim do exercício de 2026 no mercado acima de 16 toneladas, faixa no qual atua.
Caso o planejamento esteja correto, contabilizará emplacamentos entre 77,9 mil e 82,3 mil em relação às 86,6 mil unidades absorvidas pelos transportadores de carga em 2025.
Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina, tem lá na mesa pontos positivos e negativos para a estimativa e, brinca: “também um pouco de magia”.
Na lista de fatores favoráveis, o executivo aponta o nível de desemprego baixo, o que consolida consumo, a estimativa de mais uma safra robusta e a inflação em queda, que abre espaço para a redução dos juros.
Ao mesmo tempo, Lirmann relata como condições adversas os altos custos que pressionam a rentabilidade do agronegócio, a eleição no horizonte, que costuma provocar incertezas e o avanço do déficit fiscal aliado a juros elevados.
“A torcemos para que nossa a estimativa não se cumpra. Mas os desafios para 2026 continuarão. Juros ainda estarão elevados, que muitas vezes, na ponta, a operação não remunera o suficiente para sustentar um financiamento”, observa o presidente do Grupo Volvo.
Nem mesmo os R$ 10 bilhões alocados para compra de caminhões por meio do Programa Move Brasil desperta o entendimento de outro viés. Afinal, tem limite de recurso e prazo de validade.
“É certamente uma boa ideia e veio em momento adequado. Principalmente, porque funciona como um remédio na transição para um ambiente de taxas de juros reduzidas. Tem que ser temporário para não se transformar em uma bolha, como vimos no passado”, lembra Lirmann, se referindo ao início dos anos 2010, quando o chamado PSI (Programa de Sustentação do Investimento) ofereceu custo de crédito bem abaixo da inflação. Na época, até quem não atuava no transporte comprou caminhão como investimento.
Modelo de entrada da Volvo, o EX30 chega com novidades no mercado brasileiro. O SUV compacto 100% elétrico ganha a versão Ultra Twin motor, com foco em desempenho e exclusividade. O carro agora tem 428 cavalos com aceleração digna de um superesportivo. Mas além de uma nova versão, o carro EX30 reforça o posicionamento da marca no segmento premium, já que a Volvo decidiu retiar de linha as opções mais baratas.
Quando foi lançado, o Volvo EX30 era disponível em três opções de acabamento Core, Plus e Ultra, sempre com motor elétrico traseiro de 272 cavalos a baterias de 51 kWh ou 69 kWh. Os preços partiam de R$ 219.950. Em 2025, chegou a versão Cross Country, com apelo aventureiro e sistema Twin Motor. Agora, a gama de versões foi reduzida para apenas três.
As versões Core e Core Extended Range foram descontinuadas e agora a opção de entrada é o Plus com bateria de 51 kW e preço de R$ 239.950. O antigo top de linha Ultra com motor traseiro também saiu de linha para o novo EX30 Ultra Twin Motor, que a CNN testou em São Paulo e custa R$ 309.950. O topo de gama é o EX30 Cross Country vendido a R$ 314.950, com o mesmo sistema elétrico, mas pneus, ajuste na suspensão e elementos estéticos diferenciados.
Segundo a Volvo, a decisão aconteceu após observar o comportamento do cliente. As versões mais caras eram as mais procuradas. “O cliente Volvo deseja um carro mais completo com o luxo e segurança típicos da marca. Além disso, a disputa em carros na faixa de R$ 200 mil tem ganhado novos players e optamos por focar em carros mais exclusivos”, afirma Marcelo Godoy, presidente da Volvo Cars Brasil.
EX30 com desempenho esportivo
O EX30 Ultra permanece com mesmo visual e equipamentos já disponíveis desde o lançamento. Nessa configuração tem rodas de 20″ com design aerodinâmico, teto solar panorâmico sem cortina, bancos elétricos para motorista e passageiro e câmera de 360º.
Volvo EX30 Twin motor 2026: SUV agora tem 428 cv • Divulgação
Segue também com design minimalista, conjunto óptico de LED com desenho do “martelo de Thor”, característico da marca. O perfil e estilo é semelhante aos irmãos maiores EX90 e o EX60, esse último confirmado para o Brasil ainda neste ano. O EX30 tem 4,23 m de comprimento e 2.65m de distância entre eixos e 318 litros no porta-malas.
O interior segue com a proposta minimalista com painel limpo e praticamente sem botões. Tudo é operado na multimídia central de 12.3″, incluindo o cluster. Ajuste dos vidros elétricos e atém mesmo abertura do porta-luvas pela tela.
O grande destaque está no desempenho: há um motor elétrico no eixo dianteiro e outro no traseiro, totalizando 428 cv e 543 Nm de torque. Segundo a Volvo faz um 0 a 100 km/h em 3.6s com máxima nos 180 km/h. Isso torna o EX30 Twin Motor o carro mais rápido já feito pela Volvo em seus 99 anos de história. A autonomia é de 316 km segundo o Inmetro, graças à bateria de 69 kWh. Num carregador de 140 KW, o EX30 é recarregado de 20 a 80% em torno de 26 minutos.
Volvo EX30 Twin motor 2026: SUV agora tem 428 cv • Divulgação
O CNN Auto acelerou o carro entre São Paulo e Piracicaba. O carro é um foguete, respondendo de forma agressiva ao menor toque do pedal, sobretudo ao selecionar o modo desempenho, um dos três disponíveis. Se acelerar muito, claro, a bateria sente. .Saímos com 100% e chegamos com 54%. Todavia é possível ser mais econômico, aproveitando frenagens para recarregar a bateria. Por sinal, a Volvo oferece recarga gratuita para os clientes em sua rede de carregadores.
Produzido na China, o carro faz jus à marca volvo pro oferecer um pacote completo de segurança. São sete airbags e sistema ADAS com alerta e frenagem de emergência, alerta de ponto cego e assistente de permanência em faixa. O ACC é bem eficiente com recurso de anda e para no tráfego.
O EX30 Ultra Twin Power é aposta da Volvo para permanecer com sua parcela no mercado premium. Abriu mão de disputar com os EVs chineses na caixa dos 200 a 220 mil reais para reforçar o cliente de maior poder aquisitivo. Mas mesmo assim, não corrigiu queixas dos clientes: ausência do cluster na frente do motorista e head-up display.
Volvo EX30 Twin motor 2026: SUV agora tem 428 cv • Divulgação