A nova regra do IPI Verde abriu uma corrida silenciosa entre as montadoras no Brasil. Para pagar menos imposto, marcas passaram a recalibrar motores e reduzir potência de modelos já conhecidos do consumidor.
Na prática, carros como Hyundai Creta, Fiat Fastback e Renault Kardian entram em uma fase de mudanças técnicas provocadas pelo novo cálculo tributário. A regra considera pontos como eficiência energética, emissões, reciclabilidade, segurança e potência.
O resultado pode aparecer em SUVs menos potentes, mas também com chance de preços mais competitivos nas concessionárias.
Nova regra do IPI pressiona SUVs vendidos no Brasil
O novo modelo de cobrança do IPI criou faixas que favorecem veículos mais eficientes e com menor impacto ambiental. Com isso, a potência passou a pesar diretamente na conta das montadoras.
A mudança não significa que o governo reduziu a força dos carros de forma direta. Porém, a regra cria uma pressão clara: quem conseguir enquadrar o modelo em uma faixa melhor pode pagar menos imposto.
Por isso, algumas marcas já começaram a mexer em motores turbo flex. O objetivo é reduzir cavalaria sem alterar profundamente a proposta do carro.