O Chevrolet Sonic está prestes a desembarcar no Brasil em maio de 2026, mas se você é do tipo que valoriza aquela “retomada esperta” na estrada ou fôlego extra em ladeiras, o novo SUV subcompacto da GM pode te deixar querendo mais.
Embora o visual inspirado no Equinox EV seja um acerto, o conjunto mecânico herdado do Onix parece ter ficado “curto” para enfrentar a agressividade de vizinhos como o Fiat Pulse e o Renault Kardian.
Aqui está o porquê de o Sonic 2027 (como a GM deve chamá-lo comercialmente) já chegar sob pressão técnica:
O Coração do Sonic: Motor e Câmbio
O Sonic será equipado com o conhecido 1.0 Turbo de 3 cilindros, capaz de entregar 121 cv e 16,8 kgfm de torque. O câmbio é o automático de seis marchas (AT6), o mesmo que equipa Onix e Tracker.
A questão é que, no segmento de SUVs, mesmo os subcompactos, o torque é o que dita a agilidade no dia a dia urbano. E é aqui que a Chevrolet fica devendo:
| Modelo | Potência Máxima | Torque Máximo | Transmissão |
| Chevrolet Sonic | 121 cv | 16,8 kgfm | Automático 6 marchas |
| Fiat Pulse (T200) | 130 cv | 20,4 kgfm | CVT (simula 7 marchas) |
| Renault Kardian | 125 cv | 22,4 kgfm | Dupla Embreagem (6m) |
| VW Nivus/Tera | 128 cv | 20,4 kgfm | Automático 6 marchas |
Por que o torque é o “tendão de Aquiles” do Sonic?
Em uma comparação direta, o Renault Kardian entrega 22,4 kgfm, o que representa cerca de 33% mais força bruta que o Sonic. O Fiat Pulse também leva vantagem considerável com seus 20,4 kgfm.
Na prática, isso significa que o motorista do Sonic precisará “pisar mais” e fazer o motor trabalhar em rotações mais altas para obter o mesmo desempenho que os rivais entregam com facilidade.
Além disso, o câmbio automático da GM, embora robusto, não tem a mesma agilidade de trocas do sistema de dupla embreagem da Renault ou a linearidade do CVT da Fiat.