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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026
TOYOTA

Donos de Toyota Mirai processam montadora por indisponibilidade de hidrogênio

Redação Notícias Automóveis Publicado em

Em uma ação coletiva, pessoas que possuem um Toyota Mirai estão processando a montadora por “conduta ilegal”. O motivo seria uma propaganda enganosa da empresa ao vender o carro a hidrogênio dizendo que o abastecimento seria tão fácil quanto o de um veículo movido à gasolina.

Vendido apenas na Califórnia, nos Estados Unidos, os proprietários do Mirai alegam que precisam percorrer longas distâncias até achar um posto de hidrogênio, que, na maioria das vezes, não tem o combustível disponível ou está inoperante por algum problema.

A principal falha relatada é o congelamento das bombas. Após o abastecimento, o bico congela, e os motoristas precisam esperar cerca de 30 minutos até que possam desconectar a mangueira de forma segura.

Fora isso, ainda há o problema de disponibilidade, que faz o hidrogênio ficar “dias indisponíveis”. Essa questão pode ficar ainda pior, já que a Shell anunciou recentemente que fechará 55 postos de hidrogênio na Califórnia devido a problemas de abastecimento na rede.

O preço da substância como combustível também é salgado, tendo registrado um aumento de 200% nos últimos dois anos. Em 2022, pagava-se U$ 12 (cerca de R$ 67) por quilo de hidrogênio, mas, atualmente, o preço médio está na casa dos U$ 36 (R$ 200).

Isso afetou diretamente os donos do Mirai, afinal, a Toyota deu como “brinde” um cartão de abastecimento com U$ 15 mil de saldo (cerca de R$ 84 mil). Segundo a montadora, ele deveria garantir o tanque cheio por pelo menos cinco anos, algo que não deve acontecer com o aumento do preço. O caso fica ainda pior, já que muitos reclamam que o “vale abastecimento” é incompatível com a maioria dos postos.

Toyota Mirai
Toyota Mirai de primeira geração / Foto: Divulgação Toyota

A lista de reclamações não para por aí. Os proprietários também acusam a Toyota de mentir em relação à autonomia divulgada. No caso do Mirai Limited são 575 km declarados, enquanto no topo de linha, XLE, são 675 km. Mas, na prática, os motoristas dizem que o valor real é até 160 km menor.

Com tantos problemas, os donos de Mirai dizem que o carro é “praticamente inutilizável para o dia a dia”. Muitos ainda afirmam que, quase sempre, precisam de um meio de transporte alternativo ou chamar um guincho.

O Mirai é fruto de um projeto para utilização de hidrogênio que a Toyota desenvolve desde 1992 e é o primeiro carro produzido em série no mundo que utiliza este combustível. Sua primeira geração foi lançada em 2015 e a segunda em 2020. A comercialização e aluguel do modelo é restrita à Califórnia, mas o modelo sedã já chegou a ser vendido em outros locais, como no Japão.



Fonte: CNN Brasil Auto

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