A montadora chinesa BYD está enfrentando um cenário desafiador em 2026. O lucro da empresa despencou 55% no primeiro trimestre, somando 4,09 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 3 bilhões).
A principal causa é a intensa guerra de preços que acontece no mercado chinês, forçando a BYD a reduzir os valores de seus carros para competir com rivais como Xiaomi e Geely.
O fim dos incentivos fiscais integrais para veículos elétricos e híbridos na China também pesou. A redução pela metade desse benefício pelo governo local antecipou muitas compras para o fim de 2025, causando uma desaceleração no início de 2026.
Para agravar, os custos de produção e perdas cambiais aumentaram as despesas da montadora no mercado doméstico.
O que isso significa para o consumidor? Embora a BYD esteja com lucros menores, a pressão por preços mais baixos pode se refletir em ofertas mais atrativas para quem busca um carro elétrico ou híbrido no Brasil nos próximos meses, dependendo das estratégias de importação.
Exportações disparam e salvam a BYD?
Enquanto o mercado chinês esfria, as vendas internacionais da BYD estão em alta. No primeiro trimestre de 2026, as exportações cresceram 56%, alcançando 321.165 unidades. Isso significa que quase 45% do que a BYD vende no mundo já é para fora da China.
Em abril de 2026, a marca enviou 70,9% mais carros para o exterior, com um total de 134.542 unidades. A meta ambiciosa é exportar 1,5 milhão de veículos ainda em 2026 para compensar a queda nas vendas internas.