O Volkswagen Fusca 1972 que aparece em diversas cenas do filme “O Agente Secreto” tornou-se um dos elementos simbólicos da produção brasileira. Neste domingo (11), o longa faturou dois prêmios no Globo de Ouro: Melhor Filme de Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura.
O filme é ambientado em 1977, quando o professo Marcelo (Moura) se muda de São Paulo para Recife para iniciar uma nova vida. O forasteiro começa a ser espionado pelos vizinhos e o carro do protagonista, um Fusca amarelo, parece várias vezes durante o longa. As gravações ocorreram majoritariamente no Recife, cenário que dialoga diretamente com a narrativa do longa, durante a ditadura militar.
O carro pertence ao empresário pernambucano Antoliano Azevedo, membro do Clube do Fusca de Pernambuco, e foi adquirido em 2020 por R$ 8 mil em um anúncio online, antes de passar por um processo completo de restauração. A produção do filme procurou o clube para encontrar o carro apropriado para a história, incluindo a cor amarela, exigência definida pelo diretor Kleber Mendonça Filho.
O veículo permaneceu sob seus cuidados durante todo o período de gravações, e o proprietário foi responsável por levá-lo às locações. Ao todo, o Fusca participou de cerca de 15 diárias de filmagem, incluindo a cena de abertura, rodada em um posto de gasolina com estética de época. “Muito orgulho em ter meu xodó ajudando o filme, agora vencedor do Globo de Ouro. Só gratidão”, diz o colecionador à CNN.

O Fusca usado por Wagner Moura no “O Agente Secreto” é um modelo 1300 com tradicional motor boxer refrigerado a ar. De fábrica, o modelo entregava até 46 cv de potência, número modesto, mas compatível com sua proposta urbana e robusta.
Além do Fusca, o colecionador pernambucano cedeu outros veículos para o longa, ampliando a presença do automóvel como recurso de ambientação temporal. Um Jeep Willys 1963, um Fiat Uno e um Hyundai HB20 também integraram cenas do filme, representando diferentes períodos da história retratada. Essa diversidade de modelos ajudou a construir a transição entre épocas dentro da narrativa.
A participação do Fusca em O Agente Secreto reforça o papel dos carros clássicos como instrumentos de memória cultural e histórica no cinema. Outro carro que chamou atenção no cinema nacional foi um Opel Kadett, usado no filme “Ainda Estou Aqui”.
“O Fusca é o carro antigo de maior representatividade no mercado brasileiro em função das décadas que ele foi produzido e que era o carro mais popular e mais vendido durante décadas. Então, considerando que o carro aparece no filme e acaba se tornando vencedor no Globo de Ouro, está demonstrando um pouquinho da paixão que o brasileiro tem por esse automóvel. Toda a família, toda a casa, alguém já teve uma história no passado com o Fusca”, analisa Gustavo Brasil, empresário do ramo e presidente da Federação Brasileira de Antigomobilismo (FBA)
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1 de 7Elenco de “O Agente Secreto” recebendo o prêmio de Melhor Filme de Língua Não Inglesa no Globo de Ouro • Getty Images
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2 de 7Elenco de “O Agente Secreto” no palco do Globo de Ouro • Kevork Djansezian/CBS via Getty Images
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3 de 7Wagner Moura vence do prêmio de Melhor Ator em Filme Dramático por “O Agente Secreto” • Frazer Harrison/WireImage
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4 de 7Wagner Moura vence como Melhor Ator em Filme Dramático por “O Agente Secreto” • Getty Images
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5 de 7Wagner Moura vence como Melhor Ator em Filme Dramático por “O Agente Secreto” • Getty Images
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6 de 7Wagner Moura vence como Melhor Ator em Filme Dramático por “O Agente Secreto” • Jeff Kravitz/FilmMagic/Getty Images
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7 de 7Wagner Moura vence como Melhor Ator em Filme Dramático por “O Agente Secreto” • Getty Images
Fonte: CNN Brasil Auto