O retorno do nome Chevrolet Sonic ao mercado nacional traz uma estratégia ousada da General Motors para o segmento de utilitários esportivos de entrada.
Posicionado em uma faixa de preço atraente entre R$ 129.990,00 e R$ 140.990,00, o modelo chega com a missão de atrair o consumidor que busca a imponência visual de um SUV sem precisar arcar com os custos mais elevados do Tracker.
No entanto, o grande desafio da montadora está em convencer o público de que o veículo entrega uma experiência verdadeiramente refinada, já que, ao abrir a porta, a forte herança de componentes compartilhados com o hatch Onix fica evidente em cada canto do habitáculo.
Semelhança estrutural com o Onix domina o desenho interno
Embora a fabricante aplique esforços para conferir uma atmosfera inédita ao Chevrolet Sonic, o parentesco com o compacto de entrada da marca salta aos olhos logo no primeiro contato.
O desenho do painel central, o formato do volante e a disposição do console de instrumentos são praticamente idênticos aos do Onix, que cedeu sua plataforma e arquitetura básica para viabilizar o projeto de forma rápida e com menor custo de produção.
A escolha dos materiais de acabamento também reflete essa base compartilhada, ocorrendo o uso predominante de plásticos rígidos nas superfícies internas.
Para tentar mascarar a origem simples e elevar a percepção de sofisticação, a engenharia da General Motors instalou algumas pequenas áreas com revestimento macio ao toque nos pontos de maior contato dos braços.
Além disso, os bancos receberam uma atenção especial, adotando uma camada de espuma extra mais densa herdada diretamente do Tracker para aprimorar o conforto postural.
No quesito habitabilidade, o entre-eixos de 2,55 metros (a mesma medida do Onix) cobra o seu preço, limitando o espaço para as pernas dos passageiros que viajam na segunda fileira, problema agravado pelo túnel central elevado que prejudica o conforto de um eventual terceiro ocupante.