O início de abril de 2026 trouxe um balde de água fria para os entusiastas e concessionários de duas das marcas mais respeitadas do país. O Toyota Corolla Cross e o Honda HR-V, conhecidos pelo baixo índice de desvalorização e robustez, registraram um recuo significativo em seus emplacamentos na primeira semana do mês.
Segundo dados da Fenabrave consolidados até o dia 7 de abril, enquanto a dupla “derrapa”, novos protagonistas como o Hyundai Creta e o BYD Song disparam na liderança.
Essa movimentação no mercado automotivo brasileiro sinaliza uma possível mudança de comportamento do consumidor, que parece estar priorizando tecnologias de eletrificação e designs mais disruptivos em detrimento do conservadorismo japonês.
Toyota Corolla Cross perde fôlego e cai no Top 10
O Toyota Corolla Cross 2026, que encerrou o último ano com números expressivos, agora luta para se manter entre os dez primeiros. Com 713 unidades vendidas nesta parcial de abril, o modelo amargou uma queda de -4,9% em relação ao desempenho de março.
Atualmente ocupando a 10ª posição no ranking de SUVs, o modelo da Toyota vê sua vantagem diminuir drasticamente.
O recuo, embora pareça tímido em porcentagem, é preocupante quando olhamos para a velocidade com que os rivais estão entregando unidades.
Apenas nos primeiros sete dias de abril, a média diária de vendas do Corolla Cross ficou em torno de 201 unidades, um ritmo abaixo do esperado para um modelo desse porte.
Honda HR-V: A queda mais acentuada entre os tradicionais
A situação é ainda mais delicada para o Honda HR-V. O SUV da Honda, que já foi o rei do segmento, agora aparece fora do Top 10, ocupando a 11ª colocação.
Com uma retração de -13,3% e apenas 693 unidades emplacadas, o HR-V sente o peso da concorrência chinesa e coreana.
Especialistas do setor apontam que a alta nos preços e a falta de atualizações mecânicas mais agressivas podem estar afastando o comprador que busca um SUV compacto premium.
Com a queda de emplacamentos, o modelo da Honda se vê “empurrado” para baixo por modelos que oferecem mais conectividade e pacotes de assistência ao motorista (ADAS) mais competitivos.